No último sábado, dia 29, foi realizada no Diamante Clube a solenidade cultural e divulgação do resultado da 1ª Gincana do Pequi, evento promovido pela Perspectiva 21, com apoio da Secretaria de Indústria e Comércio de Poxoréu. Inobstante a ausência da participação da sociedade local em prestigiar o evento – das autoridades municipais, registramos apenas as presenças dos secretários Gaudêncio Amorim e Gilmar Alves prestigiando o trabalho da anfitriã Lena Guedes e a diretoria da Perspectiva 21. Destacamos s presenças de Moraes Barbosa, Bráulio Silva, Eva Mendes, Urânia, Brígida Stock, Tanaca e Linda, Domingos Sávio e família, Batistão e Socorro, professora Mirete, entre outros.
Quem não foi perdeu uma noite musical com viola caipira de Joedson e Filho e a cantoria do trio Amorésio, Luis Sol e João Batista Cavalcante, com muito samba e MPB.
Na ocasião, a diretoria da Perspectiva 21 anunciou que o “5º Festival do Pequi” será realizado no próximo dia 30 de abril, data provável do Encontro de Violeiros, e que promoverá uma noite pré-carnavalesca no Diamante Clube em fevereiro.
Após o protesto dos moradores, a prefeitura de Poxoréu providenciou a limpeza da Praça Vereador Antonio Mandu [Praça da COHAB Velha]. Na terça-feira da semana passada, a praça amanheceu com uma faixa com os dizeres “aluga-se pasto” – vide matéria publicada neste blog em 26 de janeiro. Os meninos da “Força Jovem” cobram a conclusão da obra, com a correta urbanização e jardinagem da praça.
No último dia 18 de janeiro, faleceu em Cuiabá o senhor comendador Pompílio Alves Pereira. Baiano de Barro Vermelho, município de Macaúbas (BA), Pompílio chegou à Poxoréu em 1935. Aqui se casou com dona Elza Cardoso, em 1946. Dessa união nasceram os filhos Maria Cardoso, Maria José, Rosângela e Cesar Cardoso Pereira. Pelos relevantes serviços prestados em Poxoréu, recebeu ano passado comenda “Ordem Memória Viva Pó-ceréu”, conforme destacou a revista A UPENINA.
Clique aqui e leia o artigo de Gaudêncio Amorim sobre a vida do comendador Pompílio.
A Associação Social e Cultural Partilhar, organização não-governamental sem fins lucrativo, mantém a Escola de Arte Figurativa e uma galeria com exposição permanente no centro histórico de Poxoréu.
A entidade, coordenada pelo mestre italiano Renato Zenettin, é um centro de talentos e incentivo à criatividade, revelando diversos talentos artísticos em Poxoréu.
Galeria de arte em Poxoréu
Uma visita à galeria localizada no início da Rua Mato Grosso é manter contato direto com história artística universal, oportunidade em que se podem contemplar obras inspiradas nos imortais Van Ghog, Monet, Gauguin e outros artistas de destaques. Também é possível prestigiar a temática regional, a exemplo da tela “Garimpeiros de Poxoréu”, foto abaixo, criação da artista Edna.
Garimpeiros de Poxoréu
As telas dos alunos e ex-alunos podem ser adquiridas no próprio local, com preços variando de R$ 100,00, R$ 250,00, R$ 500,00 até R$ 1.500,00. Além das telas, pode o visitante adquirir lembrancinhas da cidade com preços a partir de R$ 40,00.
COMPROVADO: VULCÃO EM POXORÉU E OUTROS MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO
No livro "Geografia do Brasil - Região Centro-Oeste", da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1977, sob o título "Relevo", da professora Amélia Alba Nogueira Moreira, li alguns trechos que me motivaram indagações. Por exemplo: "As rochas do complexo brasileiro incluem, na área do Maciço Goiano-Mato-grossense, formações muito antigas, profundamente metamorfisadas, dobradas, falhadas e penetradas por rochas eruptivas graníticas e graniodioríticas". Diz mais adiante: "A partir do Paleozóico, passou a atuar na região a tectônica epirogenética de arqueamentos e dobras de fundo, acompanhada no Mesozóico pelo amplo vulcanismo basáltico". Tudo isto, estendendo-se "para mais de 1.500 quilômetros, indo do Leste do Pantanal Mato-grossense ao Vale do Araguaia". Vulcões em Mato Grosso?
A resposta é positiva. De acordo com estudos realizados pelo professor Ricardo Kalikowski Weska, do Curso de Geologia, do Departamento de Recursos Minerais, da Universidade Federal de Mato Grosso, em parceria com alguns pesquisadores brasileiros, ingleses e canadenses, os vulcões, com outros fenômenos geológicos, influírame enriqueceram o solo e a paisagem do Estado durante o Período Cretáceo Superior, entre 135 a 65 milhões de anos. Para melhor datar essa ocorrência de vulcanismo em Mato Grosso, foi analisada a composição química das rochas encontradas nos Municípios de Chapada dos Guimarães, Dom Aquino e Poxoréu, Serra de São Vicente e "Paredão Grande".
O professor Ricardo Weska revelou que uma imensa bolha, constituída por rochas magmáticas, projetou-se do centro Terra rumo à superfície, rompendo a crosta terrestrehá 85 milhões de anos. Em Mato Grosso na região de Paranatinga a crosta terrestre possui uma espessura de aproximadamente 90 quilômetros. Os resquícios desta pluma (bolha) constituem as ilhas de Trindade e Martin Vaz situadas a 1.200 quilômetros da costa do Espírito Santo, no Oceano Atlântico, rumo à África. Á medida que ela se aproximou da superfície, e por ser constituída de material incandescente, esquentou a crosta terrestre e inúmeros vulcões surgiram na superfície. No longo processo geológico de separação dos continentes sul-americano e africano essa bolha impactou simultaneamente os Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, onde são encontrados"mais de mil corpos de vulcões".
Há 42 milhões de anos, nesse processo, o vulcanismo também surgiu no Arquipélago de Abrolhos, tendo a pluma se "apagado" a aproximadamente 26.000 anos na ilha de Trindade. A separação entre a América do Sul e África ocorreu há, aproximadamente, 200 milhões de anos, a partir do impacto de quatro plumas denominadas, da mais antiga para a mais jovem, de plumas "Tristão da Cunha", "Trindade", "Santa Helena" e "Ascenção". A África e a América do Sul afastam-se, em média, um centímetro anualmente.
Ainda de acordo com o professor Ricardo Weska, há 85 milhões de anos, a coluna de material vulcânico que forma a Ilha de Trindade estava, exatamente, sob Brasília, Goiânia e Cuiabá. As análises químicas das rochas encontradas naquela distante ilha e em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais provaram existir idêntica "assinatura geológica", nome dado ao "DNA" das rochas. Quando a "Pluma de Trindade" começou a romper a crosta terrestre em Mato Grosso, por exemplo, ela foi precedida de correntes de convecções na cabeça da bolha fragmentando em dois continentes que se conhece hoje como sul-americano e africano. A América do Sul estava localizada bem mais a Oriente e a região da Capital mato-grossense estava próxima à posição agora ocupada por aquela ilha.
Sempre citando oprofessor Ricardo Weska, a "Pluma de Trindade" não teve força suficiente para dividir em dois o atual continente sul-americano. Caso tivesse, teria ocorrido uma nova separação na América do Sul e Cuiabá estaria agora pela terceira vez coberta por água. A primeira inundação foi há 600 milhões de anos, quando existiu um imenso mar limitado aproximadamente por Cáceres, Rosário Oeste e Paranatinga. A segunda, há cerca de 350 milhões de anos, está comprovada pelas conchinhas, estruturas hidrodinâmicas e rochas existentes no Município de Chapada dos Guimarães e no entorno da cachoeira Véu de Noiva.
Vale lembrar que esse intenso vulcanismo foi muito generoso para Mato Grosso. Ao redor dos "vulcões" estão localizadas ótimas terras para todos os tipos de cultura . A "Pluma de Trindade" deu origem às lavas, que foram resfriadas e decompostas em terras pegajosas, férteis (terras roxas) e minérios. Entre os recursos minerais de Mato Grosso, o professor Ricardo Weska lembrou a ocorrência de diamantes, opalas, safiras (coríndon azul) e várias outras pedras preciosas. Acrescentou, a propósito, que "o aparecimento de águas minerais e termais em Campo Verde, São Vicente, Dom Aquino, Poxoréu, General Carneiro e Barra do Garças também pode estar relacionado com a "Pluma Trindade". Muitos dos recursos minerais de Mato Grosso surgem quase à flor da terra, em aluviões, como os cascalhos, areias e argilas, nos rios. Em Cuiabá, pequenos sinais de ouro são ainda encontrados em ruas não asfaltadas. O tema éempolgante e desperta grande interesse na coletividade científica mundial.
Ao ler o artigo da professora Cida Trajano sobre o Banzo no BlogPox, especialmente os comentários referentes à inércia (ou não) dos filhos que estão fora, lembramos do exemplo da cidade de Ribeirão Bonito - SP e da AMARRIBO.
Com um histórico semelhante de evasão e deterioração da cidade natal, em que esses filhos criaram uma associação que transformou a cidade; nesse caso, a associação extrapolou o inicial intuito de debater e ajudar a resolver os problemas da cidade após a descoberta de corrupção na administração municipal, passando, então, a agir também em face daquela situação.
Atualmente, a AMARRIBO (nascida da união dos filhos de fora e, posteriormente, com o envolvimento da população local) cresceu de tal forma que ensina modelos de gestão pública transparentes a outras prefeituras e tem sido premiada até internacionalmente.
Notificar violência doméstica e sexual passa a ser obrigatório
Agência Brasil
A partir desta quarta-feira, dia 26 de janeiro, os profissionais de saúde e de estabelecimentos públicos de ensino estão obrigados a notificar as secretarias municipais ou estaduais de Saúde sobre qualquer caso de violência doméstica ou sexual que atenderem ou identificarem.
A obrigatoriedade consta da Portaria nº 104 do Ministério da Saúde, publicada hoje, no "Diário Oficial da União" - texto legal com o qual o ministério amplia a relação de doenças e agravos de notificação obrigatória.
Atualizada pela última vez em setembro de 2010, a LNC (Lista de Notificação Compulsória) é composta por doenças, agravos e eventos selecionados de acordo com critérios de magnitude, potencial de disseminação, transcendência, vulnerabilidade, disponibilidade de medidas de controle e compromissos internacionais com programas de erradicação, entre outros fatores.
O ex-prefeito de Poxoréu Lindberg Nunes Rocha conseguiu uma boquinha política: foi nomeado pelo governador Silval Barbosa para exercer o cargo em comissão de Assessor Especial II, Nível DGA-4, no gabinete do vice-governador Chico Daltro, a partir de 14 de janeiro de 2011, conforme Ato nº 131/2011, publicado no Diário Oficial de 20 de janeiro.
Inconformados com a situação da Praça Vereador Mandu [Praça da COHAB Velha], Jardim Poxoréu, os moradores protestaram pichando um muro e expondo uma faixa com os dizeres ALUGA-SE PASTO, a fim de alertar a administração municipal comandada por Ronan Figueiredo.
O drama dos moradores começou em 2008, ainda na gestão de Antônio Rodrigues, quando a prefeitura destruiu a Praça da COHAB Velha para construir outra no local. Passados quase três anos a inconclusa reforma deixou o local pior que antes, impossibilitando sua utilização pelas crianças e moradores da região e a secretaria de obras não se manifesta sobre o assunto.
O prefeito Ronan Figueiredo assumiu a gestão municipal em janeiro de 2009 e, até a presente data, não conseguiu regularizar a situação.
Os moradores reclamam que a prefeitura de Poxoréu possui engenheiros, entre os quais dois agrônomos, e técnicos, inclusive agrícolas, no entanto, não possui o comando e a competência para concluir a urbanização da praça.
Há mais de dois anos o engenheiro e advogado Ruy Nogueira cobra das autoridades municipais a conclusão da obra, conforme diversos artigos postados aqui no BlogPox. Entretanto, permanece a inércia e ineficácia da administração local para resolver o problema.
Como demonstram as fotos acima, o matagal tomou conta do local. O piso, de baixa qualidade e mal colocado, já está danificado. A praça abandonada, não permite a sua utilização pelos moradores.
Quem passa por Poxoréu, atravessando a rodovia MT 130, deve pensar: nossa, que cidade feia! Ou nem pensar nada, muito menos enxergar a cidade. Nas minhas andanças, já escutei muita gente desmerecer Poxoréu, por vários motivos. Mas eu e muitas outras pessoas que viveram em Poxoréu, sabemos as delícias que essa cidade já proporcionou e ainda proporciona: reunião de amigos?! Não igual. E os tempos de carnaval no Diamante Clube?! Nossa! Quem é da minha época deve se lembrar das matinês de domingo, no início dos anos 90, com Rio Som ... gente do céu!!! E das inúmeras voltas na praça durante a festa de São João Batista. Se fôssemos escrever um livro, com certeza, faríamos uma coletânea. Sem falar nas infinitas histórias que vieram antes de mim, histórias contadas pelo meu pai e por antigos moradores.
Existe uma música de Pescuma feita para Cuiabá, mas que se encaixa direitinho em Poxoréu, “Tipos Populares”. Para quem não sabe, a letra diz que toda cidade tem seus tipos e uma cidade sem eles, vive cheia de ninguém.
Quem não conhece o Guel? Ele já virou patrimônio municipal, sempre prestativo e disposto a ajudar. E Paulo “Doido”. Infelizmente teve que se mudar para Primavera, mas jamais deixará de ser de Poxoréu. E assim, outros tantos personagens que fazem da nossa Poxoréu tão rica de cultura, de carisma e de encanto. Eu não posso falar muito porque sou uma apaixonada. Há momentos, na correria do dia-a-dia, especialmente nos momentos de desanimo, que paro para pensar em Poxoréu, nas alegrias que já vivi nesta cidade. Não raro, nesses momentos, amigos que com o auxílio da tecnologia me “conectam”, colaboram ainda mais para reavivar minha memória e trazer de volta momentos tão especiais. A energia desses pensamentos é transformadora e, em pouco tempo, me sinto renovada. Quando passo um final de semana em Poxoréu, então ... é um bálsamo.
É, só quem não conhece Poxoréu para saber o quanto essa cidade e cada um que vive ou viveu nela são especiais. Quanta magia num só lugar. E continuando a letra da música “em cada esquina uma saudade, em canto uma canção de amor”. Por isso tudo isso meus amigos, eu convoco a todos, não esqueçamos Poxoréu, mantenhamo-na guardada em nossos corações.
A cada ano a dramática novela da situação da rodovia deputado Osvaldo Cândido Pereira [nome em homenagem ao finado ex-prefeito de Poxoréu], mais conhecida por MT-130 [Rondonópolis–Poxoréu-Primavera do Leste] se repete. Nesta época chuvosa, a preocupação aumenta ainda mais com a multiplicação dos buracos e das más condições de trafegabilidade ao longo da rodovia. Quem percorre a rodovia constantemente está revoltado com o constante descaso. Para piorar, a expectativa gerada pela licitação da concessão da rodovia se arrasta desde 2009 sem êxito.
O produtor rural João Trojan externou sua indignação nesta quinta-feira (20/01), através do Jornal A TRIBUNA, diante da situação da MT-130 e da falta de ação do Governo do Estado. “Mais uma vez imploro aos políticos da nossa região: vamos dar a atenção merecida à rodovia, para que as estatísticas de mortes nela não aumentem!”, externou em trecho da sua nota, pedindo informações do novo governo estadual sobre os planos para a rodovia.
A reportagem do Jornal A TRIBUNA ouviu vários profissionais que usam constantemente a MT-130 e testemunham as mazelas da rodovia. O médico veterinário José Andrade de Oliveira Junior presta assistência técnica a produtores daquela região e passa sempre pela MT-130. Ele ressalta o risco, principalmente, neste tempo chuvoso. “Está uma situação precária, principalmente quando está chovendo, porque a gente não consegue ver os buracos”, alerta.
O presidente do Sindicato Rural de Rondonópolis, Paulo Eduardo Beer, possui propriedades em Poxoréu e em Primavera do Leste, e confirma o triste quadro da estrada. “Essa rodovia quase não existe mais… Está esburacada. Com essa chuvarada, está piorando…”, ressalta, alertando que, se continuar assim, daqui poucos meses não terá mais asfalto. Caso o Estado não tome uma providência urgente, acredita que não será possível escoar a safra atual.
Para exemplificar o lamentável estado da rodovia, Paulo Beer diz que cerca de dois quilômetros após a Penitenciária de Mata Grande jogaram um caminhão de brita para tampar apenas um imenso buraco que se formou na pista. “Todos os serviços feitos nos últimos anos foram paliativos”, externa, ressaltando que até a construção inicial da estrada foi mal feita. Um dos trechos menos críticos da rodovia, segundo ele, é entre Poxoréu e a BR-070.
O pecuarista Francisco Olavo Pugliese de Castro, o Chico da Paulicéia, enfatizou para a reportagem que há 39 anos usa a MT-130, praticamente, quase todos os dias. “A MT-130 hoje é uma importante opção de escoamento da safra de Primavera do Leste, Campo Verde e Paranatinga. Ela deixou de ser uma simples rodovia ligando Rondonópolis e Primavera. O Governo tem de refazer a MT-130, recalculando a importância atual que ela possui”, destaca.
Chico da Paulicéia, com propriedade junto à MT-130, também aponta para o risco de trafegar na rodovia neste estado crítico. Nesse contexto, lembra que há um grande número de vans e ônibus escolares que usa a estrada para a busca de alunos na zona rural da região. “Do jeito que está, vai estar estrada de terra em três meses”, reforçou, observando sobre as intensas chuvas que têm piorado a situação da rodovia.
O Jornal A TRIBUNA procurou obter respostas ontem em relação aos procedimentos planejados para a MT-130, junto com representantes da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, mas não conseguiu.
Abertas inscrições para concurso do Banco do Brasil
Estão abertas as inscrições do concurso do Banco do Brasil para formação de cadastro de reserva para a Carreira Administrativa, no cargo de Escriturário em Mato Grosso, e também no Acre, Amapá, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe.
A seleção externa compreenderá o exame de habilidades e de conhecimentos aferidos por meio de aplicação de provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório. A remuneração será de R$ 1.280,10 mensais, gratificação semestral de 25% - paga mensalmente - e auxílio alimentação.
As inscrições já podem ser feitas no site www.concursosfcc.com.br da Fundação Carlos Chagas até 7 de fevereiro.
As provas de conhecimentos básicos e específicos constarão de questões objetivas de múltipla escolha, com 5 alternativas cada uma. A aplicação das provas está prevista para o dia 20 de março de 2011, no período matutino. A validade da seleção externa é de 1 ano a contar da data de publicação de homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.
Infelizmente temos que conviver com essa realidade do legislativo também ser culpado dos desmandos e descasos da Administração local no sentido de tratar a coisas publicas como publicas e não como privadas como acontece atualmente. Mas vamos iniciar cobrando primeiro do Legislativo Municipal que infelizmente alguns Vereadores pagam pelos outros; enquanto tivermos Vereadores que usam a função como simplesmente um EMPREGO por 4 anos e não a função real de Legislador vamos continuar nessa mesmice de Governos anteriores sem perspectivas de mudanças. Na parte do Executivo não é muito diferente, enquanto gastarem MILHÕES para eleger Prefeitos vai continuar a mesma coisa; se gastam muito dinheiro, aonde vão repor esse investimento, tem que tirar de algum lugar ou não. Administração Publica tem que obter resultados e não lucros como fazem ultimamente. Esse é nosso Poxoréu de Açúcar.
Jailton Costa Xavier | jajanoisvota23@hotmail.com
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Realmente, esta é a visão que todo administrador deveria ter da administração pública. Cumprir esses princípios constitucionais, além de livrar o administrador de tantas ações cívis públicas por ato de improbidade administrativa, como costuma acontecer por aqui, ainda o conduziria por um caminho óbvio. Porém, para mudar tem de ter vontade de mudar, vencer todas as forças (as ocultas também) para que haja mudança de fato. Sugiro, para um bom começo, e como foi dito na matéria, a profissionalização do serviço público, começando com a diminuição do número de secretárias e coordenadorias (p. ex.), informatização dos serviços públicos, dando mais transparência, principalmente, aos negócios públicos. Enfim, tomar todas as medidas que resultassem em economia do dinheiro público e fazer com que esses recursos sejam revertidos de fato e de direito para o povo. O resto seria apenas acrescentado.
Jeova Xavier
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Transparente, limpa e com prestações de contas quitadas são o que ocorreram nas gestões passadas. Porque toda prestação de contas é aprovada pelos vereadores sem nenhum impasse? As audiências para aprovação de contas são realizadas às portas fechadas entre vereadores e prefeito, não teve uma que não foi aprovada. Agora para onde foram os recursos, onde estão as obras, a não ser as que estão no papel, em Pox? Segundo lábias, o ex-prefeito, junto com o atual vice-prefeito, estiveram em Brasília em busca de recursos para Pox e, segundo as lábias, os 2 conseguiram um valor de 14 milhões para serem empregados no município. Funcionários públicos opositores a atual gestão confirmam ser verídico o acontecido, agora onde foi ou será empregado este valor? E porque o ex-prefeito ainda tem que exercer esse tipo de serviço? Essa é a administração transparente comum em Pox.
Conforme reportagem do jornal Diário de Cuiabá, desta quarta-feira, Mato Grosso está entre os estados com risco muito alto de epidemia de dengue no Brasil. O mapa de risco da doença no país foi divulgado ontem pelo Ministério da Saúde e levou em conta dados atualizados do Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Lira).
De acordo com o Ministério da Saúde, Mato Grosso e mais cinco estados apresentaram aumento no número de casos da doença no início de 2011. O mapa é baseado no Risco Dengue, que leva em conta a incidência atual de casos e de registros nos anos anteriores, índices de infestação do mosquito transmissor da doença, sorotipos em circulação, cobertura de abastecimento de água, coleta de lixo e densidade populacional.
O poder público deve fazer a sua parte, visitando os domicílios para orientar a população, efetuar mutirão de limpeza e implantar o aterro sanitário para o armazenamento do lixo recolhido.
As pessoas também precisam se conscientizar a respeito dos perigos da doença. Segundo a reportagem do Diário de Cuiabá, a população precisa cuidar de suas casas. Para se ter ideia da importância disso, 85% das pessoas contraíram a doença em casa ou no entorno dela.
Todo mundo sabe o que tem que ser feito para prevenir a dengue.
Padre Pedro: uma vida de fé e dedicação ao próximo
Pedro, Nosso Santo Padre
João Batista Barbosa
O italiano Padre Pietro Melesi, por nos conhecido como Padre Pedro, é filho de Liduina Selva e da Efrem Melesi. Nasceu em Cortenova (Como, Itália), em 13 de novembro de 1924. Aos 14 anos começava a trabalhar como carpinteiro, experiência que exerceu por dois anos. Por influência de seu tio Giuseppe Selva (em Poxoréu conhecido como Dom José Selva; nome de um núcleo habitacional de Cohab, no norte da cidade, saída para o município de Dom Aquino, em sua homenagem), bispo de Guiratinga (MT), entra no Instituto Salesiano de Ivrea em 1939 e freqüenta o segundo grau. Torna-se noviço na Sociedade Salesiana em 1943. Recebe a licença de plenos votos em 1947, após estudos no Fogliazzo . È enviado a casa salesiana de Penango, na função de assistente. No período de 1948 a 1950, trabalha em Moglia, como assistente dos noviços. Conclui a Faculdade de Teologia no P.A.S. da Crocetta de Torino e é ordenado sacerdote em primeiro de julho de 1954, pelo S. E. Cardeal Maurílio Fossati, Arcebispo de Torino, na Basílica de Maria Auxiliadora. Seguindo os passos de seu tio Dom José Selva, bispo de Guiratinga, Padre Pedro parte, em 12 de janeiro de 1955, para o Brasil como missionário. Fica em Araçatuba (SP) como catequista e professor, até 1957. Posteriormente é transferido para Campo Grande (MS), para atuar na função de administrador financeiro do Colégio Salesiano Dom Bosco. Participa da fundação da Universidade Salesiana junto com Dom Félix Zavattaro e Ângelo Jayme Venturelli.
Família de Pe. Pedro Melesi com o Bispo Dom José Selva
Em 1964, Padre Pedro chega a Poxoréu como vice-pároco, para trabalhar com Padre João Dourure. Depois de dez anos no Brasil, retorna pela primeira vez à sua Itália querida, em 1965, onde permanece por um ano. Volta para Poxoréu em 1966, e logo em seguida, é nomeado pároco, substituindo o Pe. João Dourure em seu afastamento para tratamento de saúde.
Ordenação sacerdotal de Pe.Pedro
Preocupado com a situação social da América do Sul, Padre Pedro funda, em 1967, a Operação Mato Grosso (OMG), com apoio dos conterrâneos Dom Ugo, Dom Luigi e Dom Bruno. Nesse mesmo ano, 1967, recebe em Poxoréu a primeira expedição de voluntários italianos da Operação Mato Grosso e constrói uma escola para duzentos alunos. No ano seguinte, 1968, a segunda expedição da OMG constrói uma escola no distrito de Paraíso do Leste e a Casa da Amizade em Poxoréu - entre os jovens voluntários, está a enfermeira Margherita Melesi, sua irmã. Em 1969, recebe a terceira expedição da OMG, iniciando a construção do Centro Juvenil, sob direção de Armando Catrana, mestre coadjunto salesiano.
Pe. Pedro e Pe. João Dourure em Poxoréu
Nos anos seguintes as demais expedições concluem a primeira e segunda parte das edificações do Centro Juvenil. (A expedição de julho de 1971 trouxe Bruno Marini. Nesse período, além de intensificar seu trabalho espiritual católico e social, Padre Pedro leciona na Escola Fernando Correia e na Escola de Paraíso do Leste. Em 1976 recebe visita de sua mãe dona Liduina, irmã do Bispo Dom José Selva. Dona Liduima fica com Padre Pedro em Poxoréu vários meses. A Operação Mato Grosso era formada por jovens italianos voluntários que vinham ajudar em obras sociais.
Além do Brasil, a OMGrealizou trabalhos na Bolívia, Equador e Peru.
Pela OMG estiveram em Poxoréu: Armando Catrana, Bruno Marini, Giancarlos Pireddu, Giovanna Maletto Zanettin , Margherita e Tarcisia Melesi,Graziella Bário, Frederico, Tonho, Cláudio Zabeloni morto em um acidente com trator na região de Paraíso do Leste, por volta de1969 – e tantos outros voluntários trazidos por Pedro, o nosso Padre. Depois, chegaram doutora Edvirge Dassie,Lucia Voltan emuitos outros que a memóriae o registro gostaria de lembrar (essa tarefa, outros melhores farão).
Em 1980 a Diocese de Guiratinga, a pedido da população de Poxoréu, encampa o Hospital e Maternidade São João Batista e Padre Pedro assume a direção. A partir daí o hospital passou por profunda reestruturação. Inicialmente, tratou-se de readquirir a credibilidade local, o velho edifício com reformas em todos os sentidos, pois o mesmo se encontrava sem condições de atendimento ao público. Com a ajuda financeira de amigos italianos todos os blocos do prédio foram construídos e equipados.
Em 1982 morre a irmã Margherita, enfermeira que em seu testamento escreveu: “Dei-me um enterro pobre. O dinheiro correspondente a um enterro rico, mandá-lo a Padre Pedro para empregá-lo no Hospital”. Em 1985 Padre Pedro volta à Itália para reencontrar os seus parentes e amigos. Em 1990 morre a mãe dona Liduina, mãe de Padre Pedro. “Ate logo no Paraíso” disse-lhe saudosa, alguns meses antes.
Em 1992 construía segunda igreja de Jarudore dedicada a São Francisco de Assis. Em 1995 visita a Itália e a missão no Iran. Anos depois solicita afastamento da função de pároco da cidade e passa a dedicar-se à Capela Cristo Rei da Vila Cruzeiro e ao Hospital São João Batista.
Em 2000, Pedro retorna à Itália, juntamente com Irmã Ângela que cuidará de Tarcisia Melesi, gravemente doente, por graça logo se recupera. Em 20 de junho de 2000, os amigos italianos da Operação Mato Grosso expedição Poxoréu festejem Padre Pedro e o qüinquagésimo aniversario da sua ordenação sacerdotal na Itália.
Em 30 de agosto de 2006, na Itália, Padre Pedro reencontra os amigos voluntários da OMG,Francisca e Bruno Marini, Ana Clara Correia e Roberto e o Giancarlos Pireddu, em novas homenagens.
Padre Pedro permanece na direção do Hospital São João Batista até fevereiro de 2007, quando, por problemas de saúde, foi substituído pelo frei Anselmo.
Há mais de 46 anos a presença de Padre Pedro Melesi (memória histórica e moral de Poxoréu, segundo o mestre das artes Renato Zanettin), e posteriormente, com a chegada da sua Irmã Ângela Melesi, sobrinhos do imortal bispo Dom José Selva, exemplos de renúncia, dedicação e de amor ao próximo, têm plantados nos corações do povo poxoreense à gratidão, à fé cristã, e a esperança de uma vida melhor. São várias décadas de dedicação ao próximo. Décadas de dedicação a sua Igreja, glorificando a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Parabéns, Pedro, Nosso Santo Padre. Que Deus presente esteja em todos os momentos de sua vida! Que tenha muitos e muitos anos de vidas! Que todos os seus dias sejam abençoados pela Trindade.
Alguns comentários dos leitores me fazem recordar as acaloradas discussões nos meus tempos de acadêmico de administração na UFMT sobre a importância da eficiência na administração pública eo dever que se impõe a todo funcionário público de realizar suas atribuições com presteza, efetividade e rendimento funcional, tema abordado neste espaço em 26/07/2009.
Começo de ano novo, não custa lembrar que cabe à administração pública, além da obediência aos princípios da legalidade, interesse público, finalidade, moralidade, publicidade, buscar diariamente a eficiência eprodução de resultados positivos na prestação dos serviços e no atendimento satisfatoriamente das necessidades e dos anseios da população.
Na prática, o atendimento da missão dos responsáveis pela administração do patrimônio público,que não têm o lucro como objetivo, tendem a não dar prioridade ao desempenho, com redução de custos (custo é igual unha, deve ser cortado todas as semanas, ensinava um administrador americano) e incremento na arrecadação, e foco nos resultados, porquanto serem difíceis de mensurar, avaliare controlar.
Independentemente do período eleitoral, e o povo de Poxoréu gosta até demais de uma campanha política, quando as forças políticas se concentram no imediatismo da conquista do voto do eleitorado, em sua grande maioriaalienado, na manutenção privilégios de líderes e correntes, o despertar da consciência cidadã, embora restrita a poucos, faz aflorar a necessidade da transparência e o respeito aos princípios da administração pública previstos no artigo 37 da Constituição Federal.
A necessidade de melhorar a cidade e a vida dos seus moradores deveria ser o norte da boa administração pública.
A eficiência e resultados concretos despertam emparte da comunidade à cobrança por transparência e resultados dos gestores públicos – governantes, secretários, diretores de escolas e autarquias erepresentantes nos parlamentos. Cada agente público tem a obrigação de mostrar resultados que justifiquem o pagamento do seu salário. Nesse contexto, por exemplo, um secretário que não esteja produzindo o mínimo do resultado esperado - assim como no futebol, caso o jogador não apresente o desempenho esperado - deve ser alertado para correção da conduta ou imediatamente substituído, sob pena de prejudicar toda a gestão administrativa.
Em tempos de crise econômica, onde os recursos são escassos e de difícil disponibilidade, cogente, isto é, racionalmente necessário a eficiência na aplicação dos recursos públicos com foco nos resultados, com a utilização de métodos administrativos profissionais, habitualmente utilizados nos setores privado.
Como regra geral, quem não estiver dando conta do recado deve ser imediatamente substituído.
A gestão para resultados é a ferramenta administrativa apropriada para um gerenciamento focado em resultados, que une a missão aos planos de ação que fazem parte do dia-a-dia da administração pública, e que também serve como importante instrumento de comunicação transparente do desempenho tanto interna como externamente - corolário dos princípios da razoabilidade e publicidade.
Largamente utilizada no setor privado, a gestão para resultados seria muito útil para o setor público, principalmente na administração pública municipal de Poxoréu, município quecarece de indicadores quantitativos para justificar com resultados mensuráveis a atuação de seus agentes públicos.
A Equipe BlogPoxbusca na dialética, método de raciocínio desenvolvido desde a antiga Grécia em que as idéias se encadeiam em três fases -tese e antítese, as quais se contrapõem para formar a síntese, uma terceira idéia nova e diferente das duas primeiras – para, dos ensinamentos acadêmicos de Marx, aplicá-lanas relações sociais e, consequentemente, alertar os administradores e os administrados do nosso município.
Ainda que algumas vezes equivocadas as opiniões aqui publicadas, acreditamos que somente com a participação de todos, buscando arrimo na dialética, poderemos provocar os administradores do município (Executivo e Legislativo) visando resgatar os compromissos assumidos na campanha eleitoral e despertar à esperança de dias melhores para a comunidade local.
Portanto, desnecessário reiterar que o BlogPox permanece com este espaço permanentemente aberto para o diálogo, para a discussão e o debate dos problemas da nossa comunidade, disponível à todas as correntes políticas e de pensamentos.
Por derradeiro, além da eficiência, efetividade, eficácia e resultado, cabe a administração publica o dever de transparência e prestação de contas de suas atividades, posto que, conforme tradicionalmente preceituado no ordenamento constitucional republicano, o poder emana do povo e em seu nome será exercido.
Comentários dos leitores acerca do artigo da Profª. Cida
Os paralelos paradoxais não enfeiam a beleza da mensagem nem diminuem a utilidade das oportunas sugestões. Os negros eram trazidos da "mama" África para o cativeiro. Nós éramos levados para desbravar horizontes de liberdade. Assim, a dor do "banzo" sentida pelos nossos ancestrais negros é infinitamente mais doída (escravidão) do que a dor do "banzo" experimentada pelos jovens que desde cedo deixavam o aconchego de sua cidade para estudarem em outras localidades (busca de liberdade).
VALFRAN DOS ANJOS | valfran@terra.com.br |
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Letras carregadas de "glamour", com tendências romanescas (nada comprovado cientificamente). Dinheiro curto na era nobre da garimpagem de diamantes, conforme escreve a articulante, que - acrescento - juntado aos centavos mais centavos, fora enviado (não desviado, roubado como nosso ouro destinado à Europa, forçosamente extraído pelo braço escravo) a muitos filhos distantes à guisa de custeio de seus estudos, na esperança de que um dia haveriam de retornar, trazendo sua bagagem culta para alavancar uma alternativa nova em sua terra natal. A cidade... o município haveria de avançar (não só no tempo e espaço) mas com a soma da qualidade de conhecimento de quem foi buscar distante, custeado com o glamour do diamante, ou com as rendas obtidas das vendas de ovos, frangos, hortaliças, doces caseiros (lembro de dona Mariana, mãe do Aldonso)... frutos silvestres, ou do que se obtinha dos bolichos, lojas, pensões e restaurantes. Voltem filhos. A terrinha os chama para sua contribuição positiva!!
Prof. Luis Carlos Ferreira | allow2006@hotmail.com
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O artigo da professora Cida Tajano resgata com elegância um fato que marcou a diáspora de muitos adolescentes poxoreenses nas décadas de 1970 e 1980: o banzo. A melancolia dos anos iniciais da fase estudantil daqueles anos afetou mais de uma geração. O banzo era a saudade da família, dos amigos, dos encontros na Praça da Liberdade, no Cine Roma ou no Diamante Clube. Alguns voltaram, outros não - continuaram aonde estudaram e encontraram melhores perspectivas de trabalho. A lamentação do professor Luis Carlos não resolve os problemas da cidade. É necessário atitude. Mais que isso, para superar as dificuldades é preciso trocar o LAMENTO pela AÇÃO. Os filhos distantes podem colaborar, entretanto, a solução dos problemas de Poxoréu está nas mãos dos seus moradores.
João Batista Barbosa | poxoreo@uol.com.br
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João Batista, realmente só quem passou por essa fase de nossas vidas sabe o que a Profª Cida honrosamente nos remeteu. Muito boa sua posição, o que não deixa de ser uma constante nos seu comportamento, que bravamente esta ai na luta.
Juscelino Fernandes
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Com muito acerto e precisão a Mestra CIDA, descortina a pobreza que assolara nossa terra, bem como, cirurgicamente aponta caminhos a seguir, havendo o BATISTÃO, concluido com muita argúcia que "a solução está em quem ai mora e reside". Os filhos distantes, em suas limitações podem "contribuir", porém, jamais resolver os problemas cotidianamente vivenciados. Vejo que a saída para nosso município, tem por principal via a EDUCAÇÃO, a formação de mão-de-obra especializada a ser utilizada em possíveis indústrias, alimentícia, mineral, turismo etc. Portanto, cabe aos administradores ouvirem mais, fazerem mais e politicarem menos. POXORÉU precisa de mais AÇÃO e menos politicalha.
Um amigo meu havia me falado sobre a Cachoeira do Lucas, que fica em Poxoréu, no interior de Mato Grosso. Como moro em Cuiabá, tentei procurar algumas informações no Google, mas nada encontrei sobre a cachoeira, a não ser algumas fotos. Mas como chegar, onde fica, e informações importantes, como por exemplo, se tem onça no lugar, não consegui achar. Então, catei minhas coisinhas, juntei uma turma e me mandei daqui.
Poxoréu fica há uns 200 km de Cuiabá e 90 Km de Rondonópolis. Se você pegar a BR 163/164 e depois a MT 260, chegará lá em 2 horinhas. E foi isso que fizemos. Sabia da existência do lugar, pra mim bastava.
Saímos cedinho de casa, umas 8 mais ou menos, e pegamos a estrada. Dois amigos meus nos encontrariam na Cachoeira, pois um deles ainda estava enrolado dando aulas no sábado de manhã.
Quando chegamos em Poxoréu, paramos pra abastecer e bingo! Pra nossa sorte, a porte que ligava a cidade às fazendas (Cachoeira do Lucas fica dentro de uma) havia caído com um caminhão de areia que foi passar. O que fazer? Caminho alternativo. Andamos mais um pouco, sentido Primavera do Leste, e por lá havia outra estrada que pudéssemos pegar e chegar na bendita cachoeira. O frentista do poso “Você segue sentido Primavera, e entra em uma placa que vende uva”.Mas meu cunhado é um cara muito bacana, um cara que, meu, muito legal, resolveu pegar um “atalho”. E vamos que vamos.
Nos perdemos.
Entramos em uma estrada cheia de cascalho, pedreira total. Informação vai, informação vem, passamos por meio de uma aldeia que não tinha índio, por um monte de lugar cheio de areia, ninguém sabia onde era e onde estávamos. Ah, antes que perguntem, CPS lá não funcionava!!! Pelo menos o que minha irmã levou.. Mas... GPS pra quê? Seguimos nosso instinto... rsrsrs
Depois de passar por umas 40 fazendas, encontramos um monte de boi. O que vem junto com boi? Peões!!!! Sim, fomos pedir informações, pois estávamos P-E-R-D-I-D-O-S!!!
Depois de muito blá blá blá, descobrimos que estávamos no caminho certo (mesmo depois de andar quase por 2 horas sem saber onde estávamos). Mas a parte engraçada, é que andei de mula. Sim, mula. Já tinha andado a cavalo, mas mula, não. De mula mesmo, só conhecia meu cunhado. Coitado, ele é gene boa... rsrsrs . Coloquei minha cara de pau, dizendo que fazia tempo que eu não andava a cavalo, e o peão disse que não era cavalo, que era uma mula. Sim, mula era eu de não saber aquilo (mas também, ninguém nasce sabendo das coisas, ué!!!) e disse que nunca tinha andado. Ele, na maior boa vontade, me deixou montar na mula. Mula... humpf. Ela empacou, não queria sair do lugar. Mula mesmo. Mas enfim, seguimos viagem.
Atolamos. GPS sem funcionar. Sim, atolamos na areia. Todo mundo parecia tatu tentando tirar a areia debaixo do pneu do carro. Eu claro, dirigindo. Mas comi areia quando meu cunhado pegou a direção e deu ré. Eu estava trás do carro e... bem, vocês devem imaginar.
Lá pelas 4 da tarde (ainda nem sinal da Cachoeira), achamos uma casa. Muito engraçada, mas tinha teto e ao mesmo tempo não tinha nada... rsrsrs
Sem ninguém. Vazia. Só uma bicicleta parada na porta. Se nada pra canto nenhum. Quer saber? Desistimos. Decidimos acampar na Cachoeira da Martinha, em Chapada, que não fica em Chapada, mas em Campo Verde. Um rolo danado. Meia volta e eis que avistamos uma pampa bege (ou seria branca e ela estava suja?) com uns 5 em cima. Eram os donos da casa muito engraçada.
Eles eram os caseiros da fazenda. E adivinhem? Era a fazenda que tinha a cachoeira. Mas pra poder chegar até ela, tínhamos que passar por um areião danado, e claro, o carro ia atolar de novo. Só que o areião era tão grande, mas tão grande que o carro ficaria ali e só sairia com guincho. Achamos que não compensava o sacrifício, mas o caseiro, tadinho quis nos ajudar. Ofereceu nos levar até a cachoeira com sua pampa.
Carregamos as coisas, subimos na bichinha e vamo que vamo. Pimba!!! Não, não atolamos, mas a correia dentada da pampa foi pro buraco. O cara quis arrumar, o carro quase caiu na cabeça dele quando ele estava embaixo, e nós ali, na cara da cachoeira, sujos, com fome, com sede, sem poder fazer nada.
Enquanto o filho do senhorzinho bonzinho tentava consertar o carro, perguntamos se ali tinha onça. Ele disse que tinha, mas ela não atacava ninguém. Era só não fazer churrasco, senão ela vinha com o cheiro da carne. E adivinhem qual era nosso jantar? Carne assada!!!
Meu cunhado se enfezou. Pegou o carro, vazio nessas alturas, e desceu aquele areião correndo!! Carregamos as coisas de volta pro carro e descemos o resto da pirambeira.
Isso já passava das 6 da tarde. Mas quando chegamos na Cachoeira, todo o sufoco que passamos durante o dia, valeu a pena. O carro vai até quase dentro da Cachoeira e é muito comum acamparem no lugar. Naquele fim de semana, havia só nós no local.
Armamos as barracas, fizemos uma fogueira, e fomos tomar banho. A água é bem gelada, mas nada que atrapalhe qualquer diversão.
Depois de uns 20 minutos, meus dois amigos chegaram. Detalhe: eles saíram de Cuiabá às 2 da tarde e chegaram lá às 6. Mas eles foram pelo caminho certo, não pelo caminho doido que meu cunhado fez. Mas duvido que eles se divertiram tanto quanto nós no caminho!!
Bem, no dia seguinte fomos visitar o resto das Cachoeiras. São ao todo 7, uma pertinho da outra. Com belezas e alturas bem diferentes, a última é quase impossível de chegar, pois só dá pra ver de cima. Pra descer, vai um dia inteiro. Mas quem quiser conferir, basta seguir até Poxoréu e pegar a estrada que liga às fazendas. Não há placas de sinalização da Cachoeira, pois fica dentro de uma propriedade particular, mas o dono deixa acampar sem problemas nenhum. E vale à pena, todas as cachoeiras depois desta são lindas, mas o acesso é somente a pé.
Obs.: ninguém dormiu a noite com medo da onça, que nem sinal deu. Por fim, achamos que o filho do caseiro queria apenas nos assustar. Não foi nesse acampamento que corremos de uma.. rsrsrsrs
Na década de 1930, Poxoréu era apenas uma pequena vila entre o Rio Poxoréu, e os córregos Areia e Bororo, casinhas de pau a pique embarreadas e cobertas de palhas de babaçu ou zinco, onde fervilhava nos fins de semana, a garimpeirada, os compradores de diamantes, mulheres solteiras, cargueiros de água, lenhadores, tropeiros vindos de vários lugares distantes, trazendo suas mercadorias (arroz, feijão, farinha, milho, carne seca, toucinho, rapaduras, etc.) para serem vendidas na praça.
Durante a semana tudo era tranqüilo, sossegado. Mas nos finais de semana, a Vila regurgitava de gente. O comércio de diamantes e de gêneros de utilidades era intenso, farras, as bebedeiras, a jogatina, as brigas, os crimes, tudo acontecia numa seqüência violenta, refletindo o espírito da época em que o cidadão ignorava a educação, as boas maneiras, a civilidade e se aprimorava no uso das armas, na valentia.
A gravata e a caneta davam lugar à cartucheira de balas, o punhal e o (revólver) 38.
Era comum ver-se, nos sábados e domingos, desfilarem em fila indiana pelo centro da vila, um grupo de valentões denominados por grupo do Lenço Preto. Eram sete a oito homens, vestidos a caráter, calça caqui, camisas mexicanas, chapéus mangeira abas largas, cartucheiras de balas, punhal, (revólver) 38 na cintura, e o indefectível lenço preto no pescoço. Quando esse grupo chegava, todo mundo ficava sobressaltado, temendo as arruaças e brigas que terminavam em velório.
As brigas pelos melhores garimpos eram constantes.
Havia muitos homens e poucas mulheres. Daí, a disputa, as brigas por causas dessa ou daquela garota, com tiroteio, pancadaria e mortes.
As poucas famílias existentes tinham que se manter cautelosas, afastadas do burburinho, as moças de bem e as senhoras respeitáveis.
Os homens de bem tinham que se fazer respeitar, não somente pela conduta exemplar mas, especialmente, pela coragem, valentia e rapidez no uso das armas. Do contrário não sobreviveriam por muito tempo, não. Seriam seguramente uns covardes e desprezíveis defuntos.
A covardia era derrota certa. A sobrevivência estava condicionada a valentia.
Uma coisa era importante: não existiam ladrões. Brigava-se, matava-se, às vezes por causa de suma importância, mas nunca por causa de roubos.
Bebidas, jogos, mulheres, eram os m principais motivos dos crimes. Por isso quem tinha suas esposas ou companheiras as mantinham debaixo de sete chaves.
Na vila de Poxoréu não tinha iluminação, nem mesmo os lampiões de esquina posteriormente arranjados. Também não existia água encanada. À noite as famílias se recolhiam cedo, o comerciante fechava suas portas e a vila estava em plena escuridão.
E foi aí que aconteceu àquela comédia na vida do valentão e o ciumento.
João Hilário, cabra valente, prevenido, tinha uma companheira muito bonita, com quem vivia há muitos anos e tinha uma filha moça, também muito bonita. A mulher e a filha não podiam sair nem À janela, que o Hilário reclamava. Viviam trancadas, espionadas implacavelmente. Como na rua em que moravam viviam também muitas mulheres solteiras, Hilário resolveu mudar-se. Mudaram para uma esquina de rua mais afastada, fazendo o transporte de suas coisas À noite. Terminada a mudança, João Hilário cansado, armou uma rede na sala de frente para dormir, tendo antes recomendado a mulher que arrumasse a cama e dormisse com a filha, que ele iria dormir na rede.
Hilário deitou-se, mas não conseguia conciliar o sono.
Casa de esquina sabe como é, passa um, passa outro, param, conversam. Ruas escuras, transeuntes tropeçando nos caixotes que os comerciantes deixavam nas calçadas, quedas, xingamentos, palavrões, nomes feios a toda hora.
No começo João Hilário se irritou. Depois não tendo mais sono partiu para a curiosidade de ouvir as conversas da esquina, e sorrindo a valer das quedas e tropeções, dos descuidados notívagos.
Lá pelas tantas, os desocupados voltando de suas aventuras noturnas, paravam na esquina e cada um contava as suas proezas, falavam mal de todo mundo. João Hilário aguçava cada vez mais os ouvidos e só faltava morrer de rir baixinho dos casos e piadas contadas pelos malandros. Ficou sabendo de tanta patifaria que não agüentava de curiosidade. Em dado momento, chega na esquina um grupo cantando modinhas. Cantaram umas duas canções e pararam para ouvir um retardatário que chegava dando notícias de ter surpreendido um grupo de namorados, dois homens e duas mulheres se abraçando na esquina próxima. As mulheres carregavam dois baldes d’água que puseram na calçada, para abraçarem aos dois homens , comentou ele.
Quando me aproximei de mansinho e foquei a lanterna para ver quem eram, os homens se arrancaram primeiro, tropeçando nos baldes, derramando toda a água e fazendo um barulho danado. Aí o grupo caiu na gargalhada. Lá dentro em sua rede João Hilário morria de rir. Foi quando alguém perguntou: você conheceu as duas mulheres que estavam abraçadas com os homens? Conheci sim. Eram a mulher e a filha do Hilário.
Nesta altura hilário pula atordoado pela notícia e corre para a cozinha surpreendendo a mulher e a filha que chegam assustadas com os baldes vazios.
- Que diabos vocês andavam fazendo?
- Nós fomos procurar água, mas não achamos nem um pingo...!
Aquilino de Souza, falecido, foi tabelião do Cartório do 2° Ofício, membro da UPE União Poxorense de Escritores e grande conhecedor ocular da história e dos fatos pitorescos de Poxoréu. Crônica publicada no jornal A Gazeta do Estudante, edição n° 11, Poxoréu, 09 de dezembro de 1983.
Passados quase dois anos da determinação judicial que obriga o Estado de Mato Grosso reformar a estrutura física e elétrica da unidade prisional em um prazo de 45 dias, a Secretaria de Infraestrutura estadual lançou o edital de tomada de preços para a reforma e ampliação da Cadeia Pública de Poxoréu- MT.
O julgamento da do Edital nº 069/2010, com o objetivo de selecionar a melhor proposta de empresa de engenharia – área civil, para execução de serviços será realizado na próxima quarta-feira, dia 12 de janeiro, na sede da SINFRA em Cuiabá.
Conforme decisão do Tribunal de Justiça, de maio de 2009, o Estado de Mato Grosso deverá reformar a estrutura física e elétrica da unidade prisional em um prazo de 45 dias prorrogável por igual período. Deve ainda garantir a segurança de todos os envolvidos na sua reforma; construir mais duas celas, com capacidade proporcional com o número de presos; construir local específico para a internação provisória de adolescentes; e construir local para abrigar presos civis. Além disso, a decisão determinou também que sejam adequadas as celas femininas; seja aumentado o muro que cerca a unidade prisional para evitar fugas; construída área para banho de sol de forma segura; construído local reservado para atendimento médico, psicológico e assistencial de adolescentes e reeducandos; além de manter padrão de higiene, salubridade e de limpeza mínimos necessários a todo ser humano.
Para quem não se lembra, BANZO era a doença da saudade que os negros africanos sentiam quando de viagem às terras brasileiras – falava a saudosa professora Delzinha Fernandes no meu longínquo quarto ano primário no antigo Grupo Escolar Coronel Júlio Müller. Mas ela se esqueceu de nos alertar que bem cedo, experimentaríamos o banzo com todas as suas cores e nunca mais nos veríamos livre dele.
Esse sentimento se tornou conhecido de muitos de nós, poxorenses estudantes em tempos difíceis, quando por volta dos 14 anos de idade, nos despedíamos de nossas famílias e de nossa cidade para estudarmos fora. Assim, diante das dificuldades de acesso, do dinheiro sempre muito curto, e da determinação de nossos pais e mães no bom baianês de que “estudante tinha é que estudar e não ficar friviando de lá prá cá e daqui prá aculá” - ficávamos o semestre inteiro sem retornar à nossa cidade. Pois bem, o banzo era maior nas 02 primeiras semanas quando saíamos de casa, melhorava durante algum tempo quando começávamos a “dar o tapa nos estudos” e piorava quando se aproximava o dia de retornar para casa. Era motivo de piada entre os estudantes... Bastava que víssemos alguém muito contemplativo que logo “diagnosticávamos” entre risos: tá com banzo!
Naquela época, o banzo era uma saudade doída e uma vontade de voltar para casa, para nossa pequena Poxoréu com tudo o que “lá tinha” de bom em “tempos diamantíferos”. Hoje, percebo com muita tristeza, que a saudade que temos é da Poxoréu que tivemos um dia. O diamante se foi e como toda cidade movida à mineração e com administradores sem visão empresarial, deixou-nos seqüelas severas: uma cidade parada no tempo com pessoas desempregadas, sem fonte de renda digna, pessoas vivendo na pobreza e rios cruelmente assoreados e degradados pelo garimpo.
Entretanto, para quem conheceu o rio Areia (nos tempos da biquinha), também sabe que somado aos danos provocados pela garimpagem, ainda tivemos a hidrelétrica que acabou de vez com o rio. Hidrelétrica essa que mal funcionou e nos dá problemas há anos. É... Também passei o natal aí, à luz de velas! E como disse seu Pedro Pereira Borges em uma matéria publicada nesse blog, o linhão passa em nosso quintal há anos e nada é feito.
Mas Poxoréu, apesar de tudo ainda possui uma imponente e invejada topografia e acredito que, uma iniciativa do setor turismo poderia trazer muitos benefícios para a cidade. Mas para isso, há a necessidade de incentivos à iniciativa privada para a construção de infra-estrutura adequada à recepção de turistas (com hotéis/pousadas e treinamento de guias) – essa deficiência pode ser percebida vergonhosamente quando do festival da viola, onde os turistas não têm onde ficar. O turismo poderia ser estendido às várias águas quentes, às várias cachoeiras, aos vários rios que passam nos distritos e ao próprio centro histórico da cidade (tombado como patrimônio histórico de Mato Grosso e até o momento nada recebeu). Poder-se-ia também incentivar e apoiar a reativação das festas de Carnaval (que já foi o melhor da região e atraía pessoas de outros estados) e de São João (outrora muito freqüentado).
Indo mais adiante, poder-se-ia incentivar a iniciativa privada na instalação de fábricas de tecidos e de roupas de algodão (o algodão está bem aí!), frigorífico (Poxoréu tem um dos maiores rebanhos bovinos de Mato Grosso) e associado aos frigoríficos, os curtumes para aproveitamento dos couros de bois.
Tudo isso e muito mais, poderia ser feito por nossa cidade.Mas volto à questão do Banzo: Nós Poxorenses, sofremos de banzo. Banzo de um passado glamoroso, de uma cidade com movimentação sócio econômica frenética que tivemos um dia. É necessário que voltemos ao futuro, esqueçamos o “lá tinha” e cuidemos do “lá terá”.
O diamante acabou! O BANZO, esse (a exemplo do que fez com o negro africano rumo à terra brasileira no período colonial), se não tomarmos cuidado, poderá matar nossa cidade definitivamente.
1 Cida (Trajano) é professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso; é natural de Poxoréu e tem muito orgulho de suas origens. Não tem e nunca ocupou cargos administrativos e escreve como leiga no assunto.
Em uma cerimônia concorrida realizada terça-feira, dia 4 de janeiro, o vereador Leônidas Machado Barcelos (PMDB), tomou posse como presidente da Câmara Municipal de Poxoréu. Além do prefeito Ronan Figueiredo, vereadores, servidores, autoridades religiosas, vereadores de Primavera e General Carneiro, secretários municipais, um grande número de populares compareceram na Câmara para prestigiarem a solenidade. Leônidas foi eleito ainda no dia 29 de dezembro de 2010, por 6 votos a 3, e a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Poxoréu para o ano de 2011, ficou composta com os seguintes membros: Presidente: Leônidas Machado Barcelos (PMDB); Vice-presidente: João de Jesus "Baco-Baco" (PR); 2º vice-presidente: Edson Figueiredo "Tur" (PT) e 1º secretário, João Joaquim "J.J" (PR).
O primeiro ato de 2011, do prefeito Ronan Figueiredo, foi dar posse no dia 3 de janeiro, ao novo Diretor Executivo do POXORÉU-PREVI (Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores Públicos de Poxoréu), Rony Ribeiro Rocha. A cerimônia aconteceu no gabinete do prefeito e contou com a participação de vários secretários, do ex-presidente Luis Carlos Ferreira, funcionários ativos e inativos, vereadores Leônidas Barcelos, João Joaquim J.J., João de Jesus Baco-Baco, Zeca Vilela - representante do Deputado Estadual J. Barreto e familiares de Rony. O novo Diretor Executivo do POXORÉU-PREVI, estará à frente da autarquia no triênio 2011/ 2013.
POSSE TAMBÉM NA ASSEMP - Neste mesmo dia, na parte da tarde, na sede da ASSEMP (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poxoréu), Rony Ribeiro, que era presidente da entidade, passou o comando para o servidor público José Nunes Neto [Zé Neto], que irá presidir a ASSEMP nos próximos dois anos.
Ao passar pela Avenida Brasil e ver as palmeiras do seu canteiro [foto ao lado], me vem à lembrança uma iniciativa de Júlio Tunes, por volta de 1989/1990, quando chefe de setor da secretaria de obras. Naquela época, ele comandou um verdadeiro mutirão de limpeza das ruas, praças, canteiros e terrenos baldios da cidade. Mandou retirar lixos, entulhos, restos de construção, matagais etc. Cuidou das praças e dos canteiros. Plantou árvores e palmeiras.
Passados mais de 20 anos, o servidor Julio Tunes não tem o poder de mando do passado, mas continua defensor de pequenas ações. “As pequenas ações, a exemplo do plantio e poda de árvores, tapar pequenos buracos do asfalto, a limpeza constante de ruas, canteiros e praças custam muito pouco e melhoram a ambiência da cidade”, não cansa de repetir.
O Julinho Tunes está correto: com arborização, limpeza e um pouquinho mais de boa vontade e atitude será possível melhorar o visual e a ambiência da cidade em 2011, como mostra a foto de Nélio Oliveira.
Infelizmente, como filho de Poxoréu, ainda não tive a oportunidade de retornar para minha terra para viver o que me resta dos meus anos. No entanto, ainda o farei.
Fui antes do Natal a Poxoréu, isto é, depois de quase dois anos da administração do prefeito Ronan Figueiredo. O que vi foi um espetáculo deprimente. Uma cidade que não brilha no Natal não tem esperança. Aliás, que esperança pode ter Poxoréu? Entra prefeito e sai prefeito e nada. Precisamos deletar o passado, recriar o presente para poder reinventar o futuro.
O espetáculo deprimente foi a ausência total de qualquer referência ao Natal. Não havia luzes, não havia nada que dissesse que havia o clima do Natal na cidade. Será que isso não é fruto da visão de futuro da nossa cidade? Se depender das luzes, parece que elas foram apagadas definitivamente da nossa história.
Como parte das mazelas de nossa cidade, vim a saber que um empresário de Primavera do Leste comprou um terreno no trevo da MT-130 com a Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, não me lembro se é este o nome da avenida, ao certo. O povo conta que dois outros proprietários de postos de combustível, acostumados com o monopólio dos produtos na cidade, protestaram contra o negócio. Tentaram pagar o dobro do valor do terreno para a antiga proprietária do mesmo, mas ela já tinha efetuado o negócio e não pode voltar atrás. Fiquei chocado com isso, porque, em pleno século XXI, a livre concorrência ainda não chegou à nossa cidade. Dizem que foram até o Prefeito para que ele desfizesse o negócio. Felizmente, para a cidade, ele não tem poder sobre a iniciativa privada!
A pergunta que me veio à mente foi esta: em que mundo Poxoréu está? Como pode sobreviver uma cidade que ainda pauta sua política e sua economia sobre uns poucos caciques, como no caso foram os donos de postos, sendo que um deles nem funciona direito? Acredito que mais um posto em Poxoréu renderá como fruto uma maior concorrência, empregos que melhorarão as condições de vida de pelo menos umas 20 famílias.
Até pouco tempo atrás, Poxoréu não tinha energia para ajudar na instalação de empresas geradoras de serviços e empregos. Hoje, o linhão de energia passa pelos nossos quintais e não vi uma subestação para servir Poxoréu. Está na hora de alguém criar em algum lugar na nossa cidade um pequeno espaço para um parque industrial e fazer como muitas cidades o fazem: colocar uma placa: "Empresários, invistam em Poxoréu", e dar-lhes pelo menos um pequeno terreno para iniciar sua atividade, sem exigir uma doação para a própria conta, como dizem que um ex-prefeito fez quando a Sadia, que está em Campo Verde, tentou se implantar na cidade, há mais de dez anos. Naquela época, dizem as boas ou as más línguas, ele teria pedido irrisória quantia de trezentos mil reais, no que foi recusado pelos donos do empreendimento que poderia ter mudado os rumos da cidade. Primavera do Leste, Campo Verde e Rondonópolis fazem isso com sucesso. Por que não daria certo em Poxoréu.
Diante disso, fica a pergunta: Poxoréu tem futuro? Sim. Tem. Mas precisamos romper com nossos mitos fundadores, que nos fazem voltar ao glorioso passado garimpeiro e olhar para frente com outros olhos, os olhos da refundação sem coronéis, sem talvez os políticos que temos, com tudo novo. Do passado, precisamos nos espelhar no espírito empreendedor daqueles que exploraram a terra em busca do diamante. Mas também precisamos deixar de lado o ufanismo e continuar a explorar outras possibilidades para o nosso povo.
Será que para mudar a política de Poxoréu precisamos mudar todos os políticos, a começar pelo prefeito? Confesso que tinha muita esperança no Ronan. Infelizmente, parece que ele é mais um cacique à moda antiga, como todos os outros, sem visão, sem ação. Até a Prefeitura reflete o que está acontecendo na cidade. Um prédio feio, uma casa de morro de favela adaptada como paço municipal, não funcional, escondido entre árvores e com atendimento somente numa das partes do dia. O que isso significa? Que a cidade não tem serviços para oferecer.
Aliás, para fugir da reclamação, a Prefeitura dispõe de um site. Lá diz qual é o e-mail do prefeito. Quando se tenta mandar algo para ele, o e-mail retorna, porque parece que nada funciona na Prefeitura. É a falta de ligação entre as necessidades do povo e os interesses dos políticos. Até quando isso irá continuar assim?
Desculpem-me o desabafo, mas a cidade hoje está refletindo o que o IBGE confirmou: a decadência. De mais de 20 mil habitantes no ano 2000, voltamos para 17.600. Guiratinga aumentou seus habitantes e vê o agronegócio crescer nas áreas que antes eram dedicadas ao garimpo. O que precisamos fazer em Poxoréu?
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". (Fernando Pessoa)
Poxoréu precisa de novas pontes para o mundo. Desde o tempo em que a ponte do rio Areia isolava parte da cidade, o povo grita do outro lado do rio: “Queremos uma ponte nova!!!”. Vieram as emendas, as obras, outras emendas e mais obras até que a população ganhou uma nova opção de trânsito. Ir ao bom e velho “Chopão Beira Rio” não seria mais uma tarefa de Indiana Jones na pinguela do Aminadalb, que também as águas levaram. As memórias do que falta ao povo de Poxoréu rende risos por que temos o sagrado dom de rir de nossas misérias. Mas, há que gerar alguma indignação. Não podemos deixar que sufoquem nossa capacidade de indignar com o descaso.
É cansativo, também, viver a remoer as pequenas bravatas de indignações juvenis. Acomodamos nossos olhares a perceberem como adequada a paisagem e isso tem conseqüências na forma com que compreendemos o mundo, com todas as suas necessidades. Lamentamos muito pelas parcas forças que demonstramos quando bateram nossas carteiras, roubaram nossos sonhos, sacrificaram nosso futuro em nome de grupelhos, que estão sempre aí para dançar e churrasquear com o povo festeiro de nossa querida Poxoréu. E assim vai grupo, vem grupo. Sabe-se das extorsões, das notas superfaturadas pela prefeitura aqui e acolá, das tramóias para desviar recursos das crianças e dos idosos e das artimanhas para empacar obras, cavucar lagoas. Mas nada que uma toada de viola não cure. Nada que uma boa pinga não transforma em piada.
O tempo ensina, mas também atormenta. Há alguns anos, debatemos com argutas contribuições o plano para a inserção de Poxoréu no mercado internacional do ecoturismo, debatemos soluções para geração de renda, elevação de auto-estima, marketing de cidades, melhoria de qualidade de vida, formação de novas lideranças e tantas outras coisas que em nada deram. Na hora de colocar isso em prática por algum corajoso de plantão, o tempo foi zombando e nos calando cada vez mais com a sensação de que falávamos sozinhos. Não temos aliados no poder.
Agora, mais uma ponte, mais uma obra, mais recursos, mais tempo a esperar. A ponte que falta, mesmo, é para este mundo novo que há tempos passa ao nosso lado e que não somos capazes de participar por causa das politiquinhas isoladas (e isolantes) de cada grupo. O mundo se apresenta a cada dia com mil possibilidades de encantamentos, ciência, tecnologia, conhecimento, democracia on line, desenvolvimento sustentável nas pequenas cidades e muito mais. Poxoréu precisa de uma ponte para este novo mundo.