A sétima etapa do Campeonato Regional de Motocross, realizada em Poxoréu, foi classificada pelos organizadores como “um show de manobras e muitos tombos espetaculares”. Disputada no final de semana, a competição reuniu pilotos de Mato Grosso do Sul e Goiás.
Na categoria CRF 230, o vencedor foi o piloto goiano Carlin Maia. Na categoria Iniciante, o vencedor foi o piloto Fernando, que representou a capital do Estado. Na Open, quando todos achavamque já estava decidida, o piloto Baianinho, de Rondonópolis, liderava a bateria de ponta a ponta, quando recebeu a placa de uma volta para o fim, o motor de sua moto explodiu e o piloto de Várzea Grande, Itamar, levou a melhor e foi o campeão.
Na categoria Intermediária, o piloto Alex, de Itiquira, está impossível. Ele não deu mole e foi o primeiro colocado. Na Júnior,o piloto Rodolfo Tafanelli, que já era líder foi o vencedor.
Na Força-livre, bateria mais esperada do dia, um dos melhores pilotos do Centro-Oeste, Carlin Maia, quatro vezes campeão mato-grossense de motocross, venceu a prova que teve como adversários Luan, piloto revelação do Campeonato Goiano de 2009; Selesio Junior, campeão sul-mato-grossense de Motocross; Rafael Caniggia, tricampeão regional mato-grossense e Adriano Soares que também já foi campeão estadual de Motocross.
Fonte: Jornal A TRIBUNA www.atribunamt.com.br/2009/
TRE-MT mantém sentença que declarou a inelegibilidade do jornalista Duda Sampaio, ex-candidato a vereador em Poxoréu
Em decisão unânime, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, negou provimento, na sessão plenária desta terça-feira, dia 27 de outubro, ao recurso interposto pelo candidato a vereador no município de Poxoréu, Carlos Augusto Sampaio (PPS), mais conhecido por Duda Sampaio, em oposição à sentença do Juízo da 5ª Zona Eleitoral que julgou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, com a consequente declaração de inelegibilidade e cassação do seu registro de candidatura. A magistrada reconheceu que o suplente utilizou o jornal impresso local de distribuição gratuita, para realizar promoção pessoal e propaganda negativa dos candidatos adversários, o que acarretou em visível desigualdade no pleito eleitoral.
De acordo com o juiz relator, Sebastião de Arruda Almeida, em todas as edições do jornal havia a coluna denominada "Poxoréu: Melhor cidade para viver só em época de eleição", contendo matérias de cunho depreciativo aos opositores do suplente. Em seu voto, o relator explica que em relação ao conteúdo das matérias constantes nas edições do referido jornal, foram publicadas várias reportagens sobre acontecimentos políticos do município, sendo que em algumas houve somente manifestação de opinião, e em outras, críticas excessivas às gestões anteriores, restando evidentes os excessos por parte do jornal, e mais precisamente por parte de seu diretor Carlos Augusto, então candidato a vereador.
A atleta de Poxoréu, Zenilda Rosa Paula, moradora da Vila Irantinópolis, venceu a Terceira Etapa do Circuito Municipal de Corrida de Rua, realizada no fim de semana em Rondonópolis. “É maravilhoso participar de provas como esta. O esporte faz bem para todos e devemos estimulá-lo”, declarou a vencedora ao jornal A TRIBUNA.
Em novembro de 1996, a atleta Zenilda Paula, também venceu competição Mini-Maratona do SESC de Rondonópolis, percorrendo aproximadamente 8 km pelas ruas da cidade.
O próximo desafio de Zenilda será a participação no pelotão de elite da Corrida de Reis, conhecida nacionalmente, que será realizada em janeiro de 2010, em Cuiabá.
Contribuição a discussão do perfil econômico de Poxoréu
Fábrica de Medicamento s Intermunicipal
José Raimundo Rodrigues
Poxoréu tem uma indústria de medicamento autorizada a produzir medicamento pela ANVISA/MS sob nr 1.03.833-6 (informações no site da ANVISA), sabemos que existe um investimento por parte das prefeituras de milhares de reais na aquisição de medicamentos, com isso sugerimos que criem um consórcio intermunicipal para produção de xaropes, expectorantes, analgésicos e antitérmicos, para atender à demanda de remédios populares da cidade e da região aproveitando essa estrutura já pronta e autorizada pelo Ministério da Saúde. Este projeto pode ter convênio com universidades, faculdades de farmácias, com a Fundação para o Remédio Popular (Furp).
A idéia é formar um consórcio entre municípios da região, que se unirão para investir na reforma e na administração da fábrica.
A fábrica de medicamentos, como consórcio municipal (regulamentado por lei federal), deverá ser uma sociedade civil com gestão autônoma e orçamento próprio, administrada por um Conselho de Prefeitos dos municípios integrantes. Poderão fazer parte da administração da empresa também membros dos Legislativos dos municípios, bem como membros da sociedade civil. O investimento inicial de cada município participante do consórcio pode ser de acordo com a sua demanda de medicamentos. Além da contribuição dos municípios, a prefeitura de Poxoréu irá buscar recursos dos governos estadual e federal para o empreendimento.
A idéia de reunir as prefeituras da região para somar esforços na produção de medicamentos é muito boa e pode trazer benefícios para os municípios. Sem dúvida, esta cooperativa de produção de medicamento obteria ótimos descontos na aquisição de matérias primas quantidades e seus dirigentes, pelo volume de compras, seriam recebidos com tapete vermelho pelos fornecedores.Juntos, os municípios têm mais poder de compra e podem negociar melhores preços, melhores prazos de pagamento e mais descontos. E ainda: podem economizar em itens como frete, armazenagem conjunta dos produtos, entre outros.
Fica a sugestão para Poxoréu e para outras cidades da região. Encampem a idéia de unir forças, para aproveitar essa fábrica, produzir empregos, podendo além da economia que terá por deixar de comprar os medicamentos dos laboratórios passando até a vender medicamentos para outros municípios que não participará do consórcio (cooperativa ou fundação). Informo ainda que em prol da coletividade nós sócios abriremos mão de nossos direitos sobre o patrimônio sem que haja ônus para o projeto.
Oficialmente, o povoamento de Poxoréu teve início em junho de 1924, quando se deu a descoberta das primeiras gemas diamantíferas na região. João Ayrenas Teixeira, acompanhado de mais seis garimpeiros, organizara uma segunda expedição à terra dos índios Bororo, localizadas nas adjacências do paralelo 16, no vale do Rio Poguba/Poxoréu – a primeira expedição teria acontecido no final de 1903, conforme registra Michael Baxter, em seu livro “Garimpeiros de Poxoréo”. O objetivo da nova expedição do grupo de João Ayrenas era confirmar a existência de ouro ou pedras preciosas na região do povo Bororo. No dia 24 de junho (dia de São João Batista, o futuro Padroeiro do local) a expedição chega às margens de um córrego, onde realiza as primeiras prospecções, encontrando sete chibius (diamantes pequenos). Em razão desse fato e por ser o grupo composto por sete companheiros, deram nome àquele riacho, de "Sete". Nos dias seguintes eles continuaram com as prospecções, encontrando pedras maiores e reconhecendo a riqueza das jazidas diamantíferas descobertas.
O decreto 856 de 02 de maio de 1925 cria o patrimônio de Poxoréo, então com 3.595 habitantes, informa a Revista “Municípios de Mato Grosso”, edição nº 03, ao registrar a memória de Poxoréu; sete anos depois, em 16 de fevereiro de 1932, de acordo com o decreto nº 131 foi elevado à condição de distrito de Poxoréu, subordinado ao Município de Cuiabá, Capital do Estado de Mato grosso.
Em 29 de março de 1938, spor força da Lei Orgânica Federal nº 311 e do Decreto nº 145, foi elevado à categoria de município. Por falta de regulamentação ou falha, essas autorizações legislativas não vigoraram na prática, continuando Poxoréu na categoria de distrito de Cuiabá.
Somente em 26 de outubro de 1938, pelo Decreto nº. 206 foi regulamentada efetivamente a emancipação político-administrativo de Poxoréu. O Município de Poxoréu foi instalado oficialmente em 1º. de janeiro de 1939, tendo como primeiro administrador o Interventor Municipal Luiz Coelho de Campos, nomeado pelo Interventor Estadual Coronel Júlio Müller.
Nas fotos abaixo, gentilmente disponibilizadas pelo doutor Giancarlo Pireddu, um dos primeiros voluntário da Operação Mato Grosso em Poxoréu e Maestro do Coral do Centro Juvenil no final dos anos 60 e início dos anos 70, atualmente professor de Economia da Energia e do Meio Ambiente da Universidade de Milano, na Itália – legítimo representante poxoreense naquele país irmão, mostramos um registro histórico do Padre César Albisetti, patrono da escola de mesmo nome em Poxoréu, acompanhando um funeral bororo, no mês de novembro de 1969, na reserva indígena de Meruri.
Na foto acima, da esquerda para a direita, Mestre Luis (alemão), Padre César Albisetti, Padre John Falco, Padre Domenico Corso, acompandando funeral Bororo em 1969. (Foto de Giancarlo)
Na seqüência fotos antiga de Poxoréu (possivelmente anos 30/40) e o destaque de uma repostagem da revista Manchete de 1983.
Por último, uma reportagem da revista Manchete, de 27 de agosto de 1983, sobre a “A Nova Corrida do Diamante” em Poxoréu
Para visualizar melhor a matéria, clique na foto com o botão direito do seu mouse, copie e salve como “Minhas Imagens” em seu computador; depois entre no seu arquivo “Minhas Imagens” e amplie a foto. Ai tenha uma boa leitura.
É aniversário de Poxoréu mais uma vez, 71anos de emancipação e 85 anos de história. Festival de Praia, gincanas, poesia, shows, feriado... De tudo um pouco, permitindo que cada munícipe faça a comemoração ao seu gosto e arbítrio.
Mais um aniversário, mais um momento para recordar a sua história.
Poxoréu nasceu do garimpo de diamante. Foi involuntariamente plantada em 24 de junho de 1924 pelo garimpeiro João Ayrenas Teixeira (que, infelizmente, ainda não ganhou o monumento a que faz jus nessa cidade). Esse bandeirante fora à região em busca de ouro e pedras preciosas. Era sua segunda expedição. Na primeira, estivera junto com Antônio Cândido de Carvalho, mas nada encontraram.Dessa feita, na data aprazada, eles chegam às margens de um riacho onde “pegam” sete chibius, sete pequenos diamantes de pouco valor.O riacho ficou conhecido como Sete. Mas o fato a ser destacado é que essas pedras do Sete foram encontradas de uma faiscada. Isso animou os exploradores a continuar com as prospecções, as quais resultaram bem sucedidas, atraindo para a região diversas levas de garimpeiros, oriundas de todos os monchões e grupiaras do país, contribuindo para que, em pouco tempo se formasse ali o povoado de São Pedro, em cujos termos chegaram a palpitar três mil corações. Segundo o jornal A Plebe, de Cuiabá, “a notícia da riqueza repercutiu até na Europa”. Baxter, em seu Garimpeiros de Poxoréo (1998), registra que em 1933 foram garimpados e taxados 2.313 quilates de diamantes em Poxoréu.
O mesmo historiador americano conta que várias frentes garimpeiras surgiram em torno de São Pedro. Dentre elas, Morro da Mesa (mais tarde Poxoréu). O povoado de São Pedro foi quase totalmente destruído por um incêndio, em outubro de 1927, o que possibilitou a “ascendência de Poxoréu”. O povoado virou distrito e finalmente se tornou cidade. Da pena do Interventor Federal de Getúlio Vargas em Mato Grosso, Júlio Müller, saiu em 26 de outubro de 1938, o seu decreto da emancipação, apesar de que somente em 01 de janeiro de 1939 o município foi instalado, tendo Luís Coelho de Campos como seu primeiro prefeito nomeado.
Desde então, são passados 71 anos. Muita água e muito cascalho já passaram pelas peneiras dos garimpeiros de Poxoréu, inspirando poetas, cantores e artistas na produção de seus versos, suas rimas e cantorias. Seu território inicial de 25.509 quilômetros quadrados hoje está reduzido a 6.907,60 quilômetros quadrados. De seu domínio, dentre outros, saíram Rondonópolis, Dom Aquino e Primavera do Leste. Atualmente, Alto Coité também está querendo ganhar o mundo. E, com certeza, quando chegar a hora, também vai se emancipar e vai contribuir mais significativamente para o desenvolvimento da região, como estão fazendo muito bem os seus irmãos mais velhos. Como bom sonhador, vejo uma grande metrópole sendo erguida no entorno do Morro da Mesa (450 metros acima do nível do mar), em cujo sopé está a cidade de Poxoréu, onde estará centralizado o governo metropolitano. Dali fluirá o comando do desenvolvimento para toda a região. Ao que, precipitadamente sorri, eu apenas pergunto: E por que não? A possibilidade somente surge a partir dos sonhos. Feliz é o povo que sonha. E Poxoréu é uma terra de gente que pensa e sonha grande. Exemplos disso são seus filhos que ganharam o mundo.
Desse modo, por tudo o que aconteceu desde 1924 e pelo que ainda acontece nos dias de hoje, é justo que Poxoréu faça festa para comemorar os seus 71 anos de emancipação e os seus 85 anos de história. O seu povo está de parabéns pelo progresso que tem disseminado em toda a região sudeste mato-grossense. Que todos se abracem, cantem, se divirtam e festejem bastante.
E viva Poxoréu! Viva! E viva Poxoréu! Viva! E viva Poxoréu! Viva! E viva João Ayrenas Teixeira, o garimpeiro que acreditou na riqueza desta terá. Viva! Viva! Viva!
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* Izaias Resplandes de Sousa é escritor mato-grossense, professor em Poxoréu, fundador da União Poxorense de Escritores (UPE); bacharel em direito, pedagocia e matemática. E-mail: respland@uol.com.br .
Domindo, 18 de outubro, foi dia de aventura. Dia de caminhar pelo mato... Pela natureza. Conhecer as lindas paisagens que circundam a cidade e que a muita gente que vive aqui ainda não viu. Muito menos os turistas que aqui aportam.
Agora a rota está aberta. A trilha pré-elaborada pela equipe de turismo da Prefeitura de Poxoréu, sob a Coordenação de Teodomira Alves de Oliveira Lima, é um percurso de fácil acesso e muito agradável.
Uma parte da caminhada foi feita pela estrada que vai para Guiratinga, MT. Isso até a saída do bairro dos Currais, um dos primeiros da cidade. Bairro histórico, com casas antigas. Simples, casa de gente humilde, como é o povo de Poxoréu. Ali, dobrando a direita, logo depois da Igreja de São Francisco, chega-se à famosa Gruta dos Currais. Da trilha à gruta, há uns trinta metros de subida. Nessa ocasião o passeio passou de largo e não subiu à gruta. Mas ela é uma oportunidade interessante para o turista de aventura.
Clique Aqui e acesse o Blog do professor Izaias Resplandes e veja matéria completa.
23/10 - Sexta-feira - 19:00h - Abertura Oficial do 3º Festival de Praia 23 e 24 - Sexta e sábado - 19:00h - Recital de Poesias da UPE - Externato São José Sexta - 21:00h - show om Celso e Cristiano - Local do Festival de Praia 23/10 -Sábado: Torneio de Voley de Praia 18:00h - Desfile Moda Praia 20:hs - show com Temperos do Samba 25/10 - Domingo: 12:00h - Motocross 19:00h - Show de Prêmios do Hospital São João Bbatista - Local do Festival de Praia. 22:00h - shows com Toque de Prazer e Jeito de Ser
Dedico este carta aberta para todos os José Raimundos de minha cidade, em especial àqueles que estão se mexendo para melhorar a postura diante dos problemas enfrentados pela cidade. Principalmente, aos que não se furtam em exercer um constante e saudável exercício de convencimento diário, baseado na premissa de que melhorar é possível, cabe a nós, dentro de nossos limites, fazer com que as pessoas enxerguem o que nós já conseguimos por meio de argumentos sólidos e coerentes. Idem, Ibidem
O nome José, etimologicamente é bíblico e representa: "o que acrescenta" – Raimundo, por sua vez significa: "protetor". Não sei se nos conhecemos, mas tomarei a liberdade de chamá-lo de amigo daqui para frente pelo fato de ter raízes em Poxoréu e gostar tanto quanto eu desse lugar.
Acho que o José Raimundo (seu nome ou simples codinome) não fez uma leitura mais aprofundada sobre o que fora escrito por mim textualmente. Se fez, equivocou-se ou faltou com a boa-fé ao comentá-la. A primeira coisa que mencionei no artigo foi "contribuição ao debate vocação econômica de Poxoréu", e em resposta comentada me afirmas "que é desnecessário" eu na minha humildade pergunto: O que seria necessário então?... Não contribuir?... Não debater?... Ou não ir contra a vontade e desmando de muitos políticos locais? Qual seria?...
Diante disso, afirmo que precisamos ler mais para melhorar nossa interpretação mediante as informações e seus significados simbólicos, com mais essa segurança, nós poderemos jogar para fora as nossas opiniões enquanto pessoas que se interessam por coisas úteis. É nosso dever se indignar e opinar em face dos acontecimentos que nos cercam.
No que concerne ao entendimento à aprendizagem é a capacidade de mudança de comportamento persistente que se realiza dentro da cabeça do ser humano.
Por isso, quero dizer ao leitor José Raimundo e a todos que queiram saber que não sou partidário do X(do atual) nem do Y(aquele que saiu), Pois percebo que de um tempo para cá, a cidade está dividida entre dois faróis de Alexandria, cada um ao seu modo, deu o mau exemplo em administração pública quando tiveram a chance de dirigir a cidade que tanto amamos. Fato que tem tornado o povo refém dessa irônica disputa entre o que no passado nos levou para o nada(11) e o que nos deixou em lugar algum(15).
Nunca gostei de rótulos e nem de classificações de qualquer natureza, por isso, percebo com facilidade os velhos clichês eleitoreiros se repetindo em todas as eleições municipais. Sinto-me na obrigação de dizer que fiz campanha pública e panfletária pelo "Y" em seu primeiro mandato, subindo inclusive em palanque, discursando e expressando minhas idéias e minhas observações sobre aquilo que entendia ser o melhor para Poxoréu naquela época.
Necessito citar isso, a quem queira saber que não estava interessado em apadrinhamento com cargo político, até fui convidado para trabalhar na equipe da prefeitura, recusei por razões obvias, estava me formando na universidade e preferi meu diploma de sofre (dias difíceis), diante das dificuldades enfrentadas, elas me deram a liberdade e moldaram-me para ser um profissional respeitado na minha profissão.
Nunca me arrependi, fiz a coisa certa, pois me decepcionei com os rumos da administração posteriormente. É verdade que avançamos em algumas coisas e retroagimos em muitos outras. Na minha modesta opinião teria ele(Y) feito muito mais pelo povo de nossa terra se tivesse acabando com muitos dos vícios históricos que ainda existem na administração pública local, e você sabe disso, tanto quanto eu.
Perceba, José Raimundo (codinome?), que ao passar os olhos pelo texto recortou somente as palavras "batedores de palmas" mais uma vez não entendestes a mensagem não estava me referindo ao "povo" e sim "a classe política" que não tem prestigiado a cidade com projetos e preferem fazer emendas parlamentares (alerta do Jeová Xavier, ratificado por Gilmar Lima Júnior). Isso é grave por dois aspectos:
Por causar um vício administrativo o de não fazer projetos, e olha que a cidade está ávida por isso não é de hoje, meu amigo.
Por induzir a troca de votos eleitorais em época de eleição e com isso, pulverizando a nossa representação (meu deputado e não o nosso deputado).
E sem falar nas conhecidas e famosas comissões (10%) para aprovar as tais emendas, que nos "desemenda" das vontades e reais demandas do povo. É só ir conferir essa verdade nos bairros da cidade.
Em razão do exposto, afirmo que meu discurso não é panfletário pelo contrário, são frutos de muitas leituras amadurecidas por isso, citei Marx e Baudrillard, além das práticas advindas da experiência não dissociada da praxe. Sou professor, é fico feliz quando se constrói ou se dá o devido valor a qualquer escola, é nelas que temos a chance de mostrar aos alunos e futuros cidadãos como atuar na atual sociedade corrompida com valores consumistas e pela inversão de papéis sociais. Oferecemos a eles as ferramentas necessárias para a mudança de postura social, aposto nisso todos os dias, não falo da boca para fora, minha prática é o meu discurso e vice-versa.
Por isso, entendo que reconhecimento quer seja por meio de palmas ou não, é importante, e é antes de tudo sinal de profundo respeito caro amigo, mas não podemos admitir que as pessoas que são pagas com os tributos oriundos de nossos impostos e de todo aquele povo, em especial, dos mais humildes, não se permita à devida obrigação de justificar os devidos pagamentos, com algo concreto.
Os quais, os nossos olhos curiosos possam ver quando retornarmos ao lugar em que gostamos e por isso, contribuímos, quer seja com capital ou com idéias que possam ajudar a elucidar as direções a serem seguidas pela administração, ou ainda discorda do que estou falando.
Digo aos que me lêem nesse momento, não sou o único, que se importa com a nossa Poxoréu, muitos outros tem por ela o mesmo amor desmedido e de alguma forma estão tentando ajudar aos governantes não nos interessando o seu partido político. Não esperando nada em troca nem mesmo aplausos. Tanto eles quanto eu e espero que você José Raimundo (ainda que no anonimato, posto a ausência do nome ou do simples codinome) também, devamos manter nossa humildade, não confundir: ser humilde, com falta de percepção, falta de opinião pessoal, ou observações com paixões político partidária.
Dou-lhe a saber que, mesmo distante mantenho um estreito vínculo com a cidade, viajo duas vezes por ano sempre nas férias, para rever os meus amigos, irmãos e a minha adorada mãe, continuo a manter as características da humildade por ser filho de pessoas humildes, portanto forjadas no berço, na célula embrionária, que é o lar, início do constante aprendizado para a vida.
Ademais, estou feliz que tenha se incomodado com o meu “artigo”. Ele só foi escrito para esse fim. Espero que outras pessoas da administração sintam o mesmo enjôo ao lê-lo. Sinto-me motivado, é por isso que concordo com você no final do seu texto. Isso faz com que ao escrever os meus artigos sempre deixe sugestões e não criticas vazia, poderá conferir, se assim o quiser.
Como eu disse antes, tenho um profundo respeito pelo povo de Poxoréu, nunca senti vergonha em dizer que sou desse município pobre economicamente, e muito menos de falar o que penso sobre ele ou das práticas dos seus políticos.
Além disso, se não bastasse, sou um autêntico fazedor de propaganda dessa cidade, onde estou e por onde passo. Continuo a dizer, parafraseando as palavras bíblicas da Parábola do Semeador: Mateus 13, 9-17 "Quem tem ouvido para ouvir, ouçam... Quem tem olhos para ver, vejam.
Creio que poderíamos começar já uma campanha por uma reforma administrativa em que se valorizassem as capacidades técnicas e não político-partidário - redução da quantidade de funcionários temporários, eliminação de cargos desnecessários, realização de concurso público para ajustar a máquina, combater os desperdícios financeiros, economizar no custeio assim sobraria recursos para investimento na infraestrutura do município e possibilitar a conquista de investimentos da iniciativa privada na geração de trabalho e renda, entre outros. Talvez assim, eu pare de fazer barulho com meu choro de povo que aprendeu a cumprir as suas obrigações reclamando o seu direito enquanto cidadão.
Termino dizendo, que há muito tempo já escolhi o lado da corda para puxar, e estou com o povo que sempre financiou meus estudos na escola pública onde estudei por toda vida e por meio dela me formando em Licenciatura. Tenho essa obrigação moral e ética com as pessoas do meu tempo, como forma de agradecimento, essa será a minha eterna contribuição. Espero que nos encontremos em breve, para um saudável bate-papo junto dos nossos mais queridos amigos poxoreenses. Ouça o grito “protetor” quando você for chamado para se engajar no exercito... "Acrescentai” o que escutas, ao que lhe é dito.
* Lindiomar Martins dos Santos é Educador e Especialista na Gestão do Trabalho Pedagógico em Sorriso – MT. Contato: prof.Letra_mar@yahoo.com.br
SESSÃO LEGISLATIVA DE POXORÉU, MT, DO DIA 19-10-2009.
PROF. LUIS CARLOS FERREIRA
Na sessão desta segunda-feira, sob a luz dos Salmos 143, lida a ata da sessão anterior, correspondências recebidas, requerimentos e indicações, o Sr. Presidente convidou à Tribuna Livre o Sr. José Maria (morador da Vila Stª. Terezinha), o qual relatou os anseios da população, bem como denunciou alguns casos de abandono, assim como reivindicou atenção da parte do poder público para aquela localidade.
À Tribuna Livre compareceram seis vereadores. Não se pronunciaram os vereadores João de Jesus [Baco-Baco], João Joaquim [JJ] e Juscélio [do distrito de Jarudore].
O vereador Valtércio elencou os cursos que serão ministrados na escola Cidade dos Meninos. Demonstrou sua preocupação com o atraso no pagamento do pessoal da Secretaria Municipal de Saúde, relatando o Lotacionograma (quadro de pessoal) da prefeitura de Poxoréu, ocasião em que falou sobre o excesso de contratações no atual governo municipal. "Atrasa salários... reduz horário de trabalho... mas, continua contratando..." disse Valtércio, complementando que "o maior nº. de cargos de confiança era do governo anterior, do Sr. Antônio Rodrigues da Silva, setenta; o prefeito atual já ultrapassou em mais vinte e dois. Já está com noventa e dois. Ele já sabia que o quadro estava inchado de cargos... pois, é do mesmo grupo".
O vereador Jailton veio à Tribuna, lembrando sua indicações em favor da Vila Stª. Terezinha. Em seu pronunciamento, parabenizou o Prof. Lindiomar (Doma), "por estar lá no Nortão se preocupando com Poxoréu". Fez a leitura de trechos de alguns artigos do Prof., postados no BlogPox.
Jailton informou à população que "por estar sendo impedido de trabalhar, no período da manhã, na Câmara, estou indo no Conselho, na Secretaria de Saúde, na Secretaria de Obras para manter expediente itinerante". Disse que em conversa com o promotor Público, sobre falta de iluminação pública em alguns pontos da cidade, foi dito pelo Promotor que "se houver denúncia... a lâmpada será colocada imediatamente, pois o povo paga pela iluminação".
Finalizou, declarando que ficou sabendo que haverá festa, nos dias 24 a 26 de outubro, alusiva ao aniversário da cidade.
O vereador Leônidas se solidarizou com os trabalhadores da saúde pública, em razão do atraso no pagamento dos salários dos mesmos. Parabenizou os romeiros da caminhada ecológica e os participantes do parapente. Disse que o maquinário para lapidação já se encontra em Poxoréu. Noticiou que haverá dois dias de festival de praia (24 e 25/10). Congratulou com a Secretária de Turismo, dizendo que "a Secretária está vencendo, com o apoio dos vereadores, mais este desafio".
O vereador Ozete demonstrou sua indignação, com o Executivo Municipal, diante do que ouviu do Sr. José Maria (representante da Vila Stª. Terezinha). "diante do que ouvi, do Sr. José Maria, fica claro que nada foi feito pela Vila Stª. Terezinha e, por extensão, por toda a cidade". Conclamou a cada morador de bairros de Poxoréu a ir até à Câmara e falar sobre a situação local.
Ozete indagou sobre a Secretaria de Esportes: Onde se localiza, quais suas atribuições... "Já expedi requerimentos sobre este assunto. Mas, não obtive respostas".
Disse que foi convocado a depor, perante o judiciário, sobre sua denúncia em desfavor do vereador João de Jesus, por uso indevido dos próprios públicos.
O vereador Miguel parabenizou os vereadores de oposição, nos seguintes termos: "Sou político de linha que parabeniza a quem trabalha, quer seja – ou não – oposição. Vocês estão abrindo os olhos dos administradores ao trabalho... vocês estão cobrando pelo crescimento do município. Por isso parabenizo vocês da oposição". Falou sobre os atrasos na folha de pagamento da prefeitura, considerando a esperança de que "no ano que vem, o Ronan vai por os pés no chão".
Disse aos moradores da Vila Stª. Terezinha que está pronto a ajudar na construção da casa do Ceará.
O vereador Edson TUR disse que não entende o que vem acontecendo na Secretaria de Obras, porque "o Secretário não está podendo trabalhar, pois quando começa a desenvolver o seu programa de trabalho, recebe telefonemas de alguém determinando para se deslocar para outro lugar".
Entende que o Poder executivo deva "enxugar" a máquina administrativa de pessoal. Declarou sua preocupação, dizendo "acho até que não deveria ter havido desvinculações de Secretarias, desmembrando uma em várias". Quanto à comemoração do aniversário do município foi enfático em afirmar "se fizer festa, a sociedade vai aplaudir; mas, o funcionalismo ficará sem receber seus salários".
A próxima Sessão Legislativa está agendada para o dia 29 de outubro de 2009, após o feriadão – alusivo à "Semana de Poxoréu".
Por falar em aniversario da cidade, este ano vai ter Festival de Praia? se tiver coloca as datas no site batistao, fazendo favor. Andre Dalberto
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Sim, teremos o FESTIVAL DE PRAIA, e EU e a KEILA estaremos lá como sempre com a CERVEJA mais GELADA de POXOREU. POR ISSO contamos com as presenças de todos vocês lá, a partir de SEXTA-FEIRA, dia 23 de outubro. João Mauro | jmmotopox@hotmail.com |
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Olá Jeová, faz algum tempo que leio com interesse tuas intervenções nesse blog, o que mais me atraiu a atenção é essa tua idéia de reforma administrativa, confesso que não tinha pensado nisso, e acho muito interessante, não que penso que nossos edis venham a aplicar algo parecido (só se for para colocar mais cargos de confiança), mas um debate sobre o assunto seria muito instrutivo para todos nós, só bater no governo é um pouco limitado como ação política. A questão da eficiência do executivo é central, quem conhece como a prefeitura funciona, sabe a dificuldade de fazer funcionar essa maquina. Quais seriam as implementações mais urgente de se fazer na sua opinião? Mantenho um blog-site (de oposição) há algum tempo, sobre as questões políticas do nosso município o AmadaeDocePoXoreo, - com novo endereço: www.adpx.com.br, onde desenvolvo analises da situação do município.Se quiser publicar ali será bem-vindo. Jean | NQPx
O Centro Juvenil busca cada vez a profissionalização dos jovens do Município de Poxoréu. Este ano alguns bairros da cidade e o Distrito de Alto Coité foram beneficiados com alguns cursos, tais como Atendimento ao Cliente, Técnicas de Vendas, Produção de Salgados, dentre outros. Os alunos foram assíduos e motivados na realização dos cursos.
Semana passada encerrou o curso de Atendimento ao Cliente no Distrito de Alto Coité e o . curso de Produção de Salgados na sede do CJ.
Estão em andamento os cursos de Informática Básica, Instalação Elétrica Predial, Produção de Biscoitos e Confecção de Estrutura de Madeira para Telhados e Forros na Escola Agropecuária Cidade dos Meninos, que também foi beneficiado com este curso.
Essa aprendizagem ajuda aos jovens na aquisição de conhecimentos facilitando assim o acesso ao mercado de trabalho.
Já estão abertas as inscrições para os novos cursos: Comida Regional, Montagem e manutenção de Computadores, Linguagem e Comunicação e Técnicas de Apoio Administrativo.
Evento em Poxoréu reune pilotos, alunos e amantes do Voo Livre
Uma ação conjunta entre a Secretaria Municipal de Turismo de Poxoreú e da escola Falcon Vôo Livre, com o apoio da Sol Sports e do professor e amante do Voo, Edinaldo Pereira, possibilitou a realização do primeiro encontro de pilotos de parapente de Poxoréu, segundo do gênero em Mato Grosso. O evento, realizado nos dias 17 e 18 de outubro, contou com a presença de diversos pilotos e alunos filiados ao Clube de Vôo Livre Chapada dos Guimarães.
O final de semana ensolarado possibilitou a realização de aproximadamente uma centena de vôos, que foram apreciados por diversos moradores da região que visitaram a rampa na serra do Tarquínio, a aproximadamente 13km da cidade de Poxoréu.
O evento serviu de estímulo para quem, há tempos, não voava e também para os iniciantes, que tiveram oportunidade de realizar os primeiros vôos termais, com direito a pouso na rampa, foto, filmagens e medalha de participação. Para os experientes, o evento serviu como prospecção para um possível campeonato, aprovando a rampa que também possibilitou vários vôos de distância.
Visando estimular o turismo de aventura, a Prefeitura Municipal deu todo apoio necessário à realização do evento, providenciando o conforto na rampa e no pouso, com resgate para aqueles que descerram a serra. Sem registro de acidentes, o final de semana foi a consagração de um esporte que precisa e acredita na força da união, entre entidades, empresas e clubes.
Contribuição ao debate vocação econômica de Poxoréu - Parte I
Emendai os vossos verbos ao tecido das ações...
“De que adianta as idéias,
sem homens que possam pô-las em prática?”
[Karl Marx]
Lindiomar Martins (DOMA)*
Olha aí freguesia, vamos chegando, laranjas... laranjas... laranjas, doce como um pingo de mel. Ao ouvir novamente esta frase feita em um destes dias ensolarado qualquer, recordei os meus tempos de menino quando ela era anunciada pelas ruas de Poxoréu. Era o sinal, sabíamos que a qualquer instante apareceria o caminhão barulhento dos moços vendendo os sonhos em cascas amarelo-esverdeadas e nós meninos, saíamos correndo atrás fazendo um enorme barulho, chamando ainda mais a atenção para o produto a ser vendido.
Aqueles vendedores de sonhos cítricos traziam sempre consigo em seu caminhão um grande elenco e um discurso bem elaborado a cerca do produto o qual se dispunham a vender. Tive a impressão quando li aqui neste espaço a matéria falando sobre a escola “Cidade dos Meninos” onde aparece uma imponente fotografia do governador com a sua enorme comitiva de batedores de palmas, que eles estavam tentando vender a nós a doce idéia de que havíamos encontrado naquele exato momento a solução para os nossos problemas econômicos ao ter salvado a escola e a futura carreira de muitos alunos em função do fechamento da instituição em definitivo.
A quem discorde, mas, o chefe da aldeia do Paiaguás, ele só fizera o que era de fato a sua obrigação enquanto governador e mais nada, aliás, meio tarde, pois a escola viu-se obrigada a paralisar as aulas para que fosse ouvido o vosso clamor.
Esses tipos de factóides eleitoreiros é que reforça a nossa tese, de que é necessário romper com a democracia do simulacro, “a democracia pasteurizada, refeita a imagem dos hegemônicos” tal qual afirma o filósofo francês Jean Baudrillard, esse quadro em geral acontece quando o governante que sai perde a voz e o que entra apresenta-se parecendo um barítono, numa peça bufa. “Todos eles são vítimas da vontade de aparecer imaterializando tanto a noção de futuro quanto à de passado, pulverizando os acontecimentos reais” veja o exemplo dado pela câmara de vereadores do município.
Faz se aqui uma leitura da política interiorana brasileira quanto mais atrasada as formas de governo, mais se manifesta o mandonismo por meio das perseguições aos adversários políticos. Negando a estes o elementar o pão e a água para que sobrevivam, por outro lado, favorecem aos amigos com o apadrinhamento que contribui para a desorganização do serviço público e para a perda de qualidade técnica necessária aos servidores dessas localidades.
Alia-se a isso, a falta de autonomia e o despreparo da maioria dos postulantes secretários que não sabem direito o que fazer, eles estão lá somente para atendem a cota partidária e não as reais exigências necessárias para o desempenho das funções as quais foram incumbidas quando selecionado por seus chefes do poder executivo.
Esse fator tem gerado ao longo dos anos a inércia administrativa, a corrupção e a penúria orçamentária a qual tem impedido o avanço rumo ao desenvolvimento na maioria das cidades brasileiras, em nosso caso não é muito diferente.
O joguete político de partidos e partidários não lhes dá o direito de alijar a evolução de toda uma cidade ao longo de tantos anos. Por culpa do desgoverno em função de necessidades de grupo ou grupos, essa dívida nós já pagamos na era dos governos militares, é hora de dar um basta a estes tipos de práticas mesquinhas e atrasadas.
Enfim, estamos discutindo os rumos os quais nossa cidade poderá tomar, isso já é um começo, mas ainda tem muita gente que só quer fazer discursos e roubar a cena, aparecer midiáticamente (é a sociedade do espetáculo), quantos desses falastrões de fato importa-se com a nossa cidade e seus problemas.
Por isso, não podemos viver tão somente das políticas de emendas parlamentares, bem como afirmou o professor universitário Gilmar Lima Júnior em seu artigo, temos que exigir de nossos dirigentes políticos que parem com essa mania de pedir (política de barganha eleitoreira) sem ter projeto de curto médio e longo prazo.
Esse fato tem nos fragilizado enquanto cidade - pede-se somente o elementar-, é preciso pensar em longo prazo olhar mais além. Há quanto tempo discutimos sobre turismo, agricultura familiar e pecuária? Não sou contra as tais discussões, pelo contrário acho salutar que a façamos, mas precisamos de ações concretas de quem de direito tem a responsabilidade para tal, sabemos que as nossas demandas são grandes pela quantidade de desmandos que temos sofrido durante várias gestões administrativas improfícuas.
Nesse ponto do debate concordo com alguns dos debatedores que expuseram sua opinião aqui neste espaço, precisamos aprender a gerir melhor o capital da administração pública, o nosso orçamento não é tão baixo assim, nossos gastos é que são mal feitos.
Percebam que a aplicação em infra-estruturas que visem gerar renda para serem redistribuídas em novos programas sociais são insignificantes conforme rápida análise das contas publicadas no portal do TCE. Daí a decorrência de viver emendando com vários deputados e não ter nenhum grande programa gerador de divisas ao município, seja na produção da bacia leiteira, na pecuária, na agricultura, no turismo e quiçá no entretenimento cultural ou outro qualquer que mereça atenção e respeito da classe política local.
Não obstante, que as marcas deixadas pela mediocridade da maioria dos políticos que já administrou a nossa velha Poxoréu, as quais foram surgindo justamente pela ausência de políticas que estabelecessem um projeto desenvolvimentista para esta cidade ou que ao menos desse encaminhamento à vocação das potencialidades as quais o município é detentor.
Contribuição ao debate vocação econômica de Poxoréu - Parte II
Emendai os vossos verbos ao tecido das ações...
Lindiomar Martins (DOMA)*
Penso que já não mais vivemos a época do eldorado no garimpo, portanto faz-se necessário criar outra(s) matriz(es) econômica, livremo-nos das formas arcaica de pensar politicamente que continuam ainda na versão garimpeira do imediatismo.Os letárgicos anos dourados, em que se prometera uma revolução por meio da agricultura não teve sucesso por não ter sido preparada à sociedade para a mudança de postura exigida para a nova filosofia. Contudo ainda padecemos do sono causado pelos maracujás e continuamos a dormir dentro dos nossos casulos.
Por todos esses acontecimentos relatados, é que se torna extremamente importante o debateopinativo centrado em idéias claras que possam contribuir com sugestões ou ações concretas que visem melhorar substancialmente a nossa combalida economia.
Todavia, os gestores precisam ser melhores preparados para que consigam resgatar alguns pontos básicos e inovar em vários aspectos da administração tais como:
1. Recuperar a auto-estima dos moradores, com tratamento igualitário, sem privilégios e com transparência nas ações. Comprometer-se em qualificar os servidores de suas secretarias para pensar nas melhores soluções para os problemas. Aproveitar os idosos e suas experiências, os moradores das zonas rurais e a sua produção agrícola, aproveitar melhor o imenso contingente de jovens que necessitam de se ocupar com algo produtivo que dê a eles dignidade.
2. Resgatar a história da cidade por meio da pintura e recuperação do patrimônio histórico, isto incentiva a melhoria individual e coletiva, o belo é contagiante e impulsiona as nossas ações para melhorar tudo ao nosso redor. Reformar, reorganizar e redefinir praças, creches, jardins, monumentos, prédios públicos e espaços de convivência social em toda a cidade. Precisamos educar aos cidadãos com campanhas publicitárias na mídia local para que possamos diminuir a sujeira nos quintais e terrenos baldios e nas ruas, evitar a depredação da coisa pública, pois as coisas que nós gostamos, não as destruímos.
3. Movimentar a economia e a sua cadeia produtiva priorizando aos pequenos produtores que são os que mais sofrem com a falta de rumo na economia da cidade. O comércio e os empresários precisam aprender a planejar, a comprarem em conjunto, a praticar preços competitivos e mais justos. Iniciar um programa de arborização das ruas, dos bosques e nascentes dos nossos principais rios e córregos para que não sejam extintos.
Enfim, não será fácil mudar tanta coisa assim, mas precisamos iniciar com algumas ações mais simples com vista ao projeto maior que vise o bem administrar. Precisamos de gente que tenha coragem para fazê-las. Não será necessária nenhuma mágica mirabolante ou alguma grande indústria, até por que ela não virá tão cedo para a nossa cidade enquanto não arrumarmos muitas coisas que estão pendentes (área do distrito industrial, melhoria nas estradas vicinais para escoamento da produção etc...etc...)
Sejamos bem realistas, pequenas agroindústrias seriam bem vindas, abatedouro, pequenas fábricas de rações, granjas, suinoculturas, piscicultura, e várias outras micro-empresas que contribuiriam muito para a diversificação e fortalecimento da economia local, gerando vínculo empregatício e renda para as famílias desses trabalhadores, salvaguardando a economia local.
É fato que ao longo da história do município toda a divisão que nosso território experimentou não foi vantajosa para nós, ela só serviu para mutilar todos os nossos sonhos de grandeza. Por outro lado, tem nos ensinado uma lição muito antiga, temos que unir forças, do contrário à vaca vai para o brejo e um após outro todos nós vamos juntos com ela, quer queira ou não.
Por isso, a única divisão que realmente nos é vantajosa é a divisão da cultura, da dignidade do cidadão e da economia capital. Em outros tempos já fomos o melhor município da região e por qual motivo não podemos sê-lo novamente?
O mundo mudou, a orientação econômica mudou, tudo mudou ao nosso redor, mas as modernas lideranças de nossa cidade ainda não perceberam esse fato, pois os últimos governantes que administram-na não tiveram coragem de operar mudanças radicais. Nós padecemos pela ausência de governos fortes, pelos mesmos motivos de não temos grandes projetos, falta de preparo técnico, conhecimentos econômicos e medo de apostar no futuro.
Por tanto, não aceitamos desculpas alçadas em censo comum, o Brasil tem atravessado nos últimos anos a melhor fase histórica desde o milagre econômico. Precisamos aprender a deixar de emendar nossas práticas políticas com vantagens pessoais, essa tem sido a nossa derrocada confundir o público com o privado.
Enfim, a nossa já minguada representação parlamentar carece de lideranças que defenda a cidade fora do espaço geopolítico do município, sejam elas oriundas da câmara municipal, ou das secretarias de governo, do contrário vamos viver eternamente emendando a nossa economia aos nossos vizinhos (Rondonópolis, Primavera), até o dia que nos falte linha, agulha, alfaiate, tecido que suporte a costura, ou emenda no pano para tanto estrago. Vender sonhos é muito fácil, pensem nisso...
*Lindiomar Martins é Educador e Especialista na Gestão do Trabalho Pedagógico em Sorriso - MT e-mail para contatos: prof.letra_mar@yahoo.com.br
A celeuma em torno do uso de um trator do município na propriedade rural do presidente da Câmara de vereadores, assunto que vem dominando as últimas sessões daquele Poder e as “rodinhas” de conversa de rua, nos revela mais uma vez que o grande problema desta cidade é a falta de administração.
Durante a última reunião da Câmara, ouvia-se que o nobre vereador presidente teria recebido autorização para três horas de aragem de suas terras, mas parece que a preocupação maior dos edis era saber quantas horas efetivamente foram feitas, já que o operador da máquina falava 18 horas e um informativo da própria prefeitura, 13.
Não interessa tanto, a meu ver, saber a extensão do benefício, mas o que o caso revela e nos entristece: uma tamanha falta de ética, de uso e abuso da coisa pública como se fosse coisa de ninguém e a necessidade de mudança que poderia ser enxergada nessas oportunidades.
É simplesmente triste ver a atuação da nossa Câmara de Vereadores, que nos custa um milhão por ano, nessas situações. Para se ter uma ideia, um determinado vereador, achando-se bom de conta, propôs encontrar o número de horas trabalhado, levando em conta os intervalos de trabalho da máquina e até de sair pelas ruas catando quem pediu e não ganhou os mesmos benefícios, para, segundo ele, provar que só ganha quem é simpáticoa “administração”. Quanto trabalho. Bastaria um simples cadastro dos interessados (pequenos agricultores) e uma seleção dos que realmente precisam do benefício, para saber quem foi preterido.
Lembro-lhes que para configurar ato de improbidade administrativa não basta provar que não houve prejuízo ao erário. O artigo 11 da Lei de Improbidade (8.429/92) contenta-se com a simples violação dos princípios da administração pública, e para não correr esse risco, o jeito é administrar, não com esperteza, mas com sabedoria.
Na sessão desta terça-feira, transferida de segunda-feira – em razão do feriado católico, da Padroeira do Brasil – compareceu para prestar esclarecimentos sobre a Pasta da Secretaria de Agricultura, o Técnico Agropecuário, Sr. Antônio Gerson (na condição de Secretário interino), atendendo convocação do Poder Legislativo, por força do requerimento nº. 048/2009, de autoria do vereador Jailton Costa Xavier.
O assunto principal girou em torno da prestação de serviços na fazenda do vereador João de Jesus, com maquinário do Poder Público. Ocasião em que o Secretário não soube esclarecer a mando de quem foi realizada a gradagem, a qual resultou na celeuma que vem tomando conta dos últimos expedientes do Poder Legislativo.
Em dado momento, o Secretário de Agricultura afirmou que autorizou fazer três horas de serviço. Disse que passando desse limite não tem o seu aval. Portanto, não sabe se o Operador da máquina fez horas a mais por sua conta, ou a mando de alguém (que não soube informar quem).
O vereador Jailton disse que “até o prefeito foi desrespeitado, quando disse que o trator não sairia do local de onde estava prestando assistência para ir à fazenda do vereador João de Jesus. Mas, uma contra-ordem foi dada e nem o secretário sabe explicar o porquê de não ter sido acatada sua ordem”.
O vereador Miguel David de Moraes demonstrou sua preocupação dizendo que “quem autoriza fazer gradagem, além das três horas estipuladas, só pode ser o Coordenador, ou o próprio Secretário”. Afirmou ainda que “apesar de reconhecer seu trabalho, é grave fazer mais de dez horas sem a sua autorização e não ser punido. Portanto, quero saber quem autorizou... pois, fazer tantas horas sem autorização é grave demais...”.
O vereador presidente, João de Jesus, desconversou, dizendo “o caso está na Promotoria... vamos ver prá quem Maria fica”.
[Para a Equipe BlogPox, comprovada a utilização irregular da máquina municipal para fazer serviço particular na propriedade do vereador, a prática pode configurar o crime capitulado no inciso II, do artigo 1º. Do Decreto-Lei 201/67, além do ilícito de improbidade administrativa previsto no artigo 10, inciso XIII da Lei nº. 8429/92, motivo pelo qual devemos alertar os envolvidos para que o custo da operação seja ressarcido aos cofres do município, a fim de evitar uma condenação em face de eventual medida judicial manejada pelo Ministério Público].
O que transcorreu daí prá frente, foi expediente de rotina da Casa Legislativa: Matéria da Pauta, com leitura de um Projeto de Lei (de autoria do Vereador Jailton), mudando o nome da rua D. Bosco, para rua Sebastião José de Almeida; Indicações para reparos de tapas buracos...
No tema livre: Parabéns... Parabéns... (pelas datas comemorativas!).
Aliás, o vereador Edson Tur teceu duras críticas ao serviço funerário local, dizendo – dentre outros argumentos – que “o serviço funerário de Poxoréu, além de cobrar muito caro pelo que faz fora do plano, é negligente e abusivo...”. Repudiou as atitudes do ex-prefeito, Antônio Rodrigues, por haver feito a Lei de Concessão dos serviços funerários pelo período de cinco anos de prazo e levando em consideração o nº. de sessenta mil habitantes para que se altere a lei”. Denunciou as péssimas condições de higiene da Capela que fica no interior do Cemitério, dizendo que “já presenciei caixão e luvas com sangue, a mais de dois dias, jogados num canto. Agora que foi construída a capela da funerária S. João Batista, embora sob pressão, vamos ver como será seu regimento”.
Recordando a sessão anterior, o vereador Jailton Xavier disse que até o mês 07/2009, em Aparecida do Leste havia uma Agente de Saúde: “A dona Filomena recebeu, como agente de Saúde, até o mês 07/2009”.
Parabenizou o Governo do Estado, em razão da estadualização da Escola Cidade dos Meninos. “Mas, está pecando pela burocracia idiota que parou as obras da Escola Júlio Müller”, afirmou Jailton.
Apreendidos pescado e apetrecho de pesca predatória
Uma guarnição da PM Ambiental do Comando Regional Sul, em rondas pela região rural, na localidade denominada Água Emendada, localizou um morador de Primavera do Leste com pescado irregular e apetrecho de pesca predatória.
Ao ser abordado pela guarnição, na localidade de Água Emendada, município de Poxoréu, na tarde de segunda-feira (12), por volta das 15h30, os policiais encontraram em poder do suspeito duas caixas térmicas, cerca de 35 quilos de pescado irregular, uma rede de arrasto malha 08, um tarrafão, uma lanterna e um facão.
Comprovada a prática de ilícito ambiental, foi feita a apreensão de todo o material que foi conduzido para o depósito da PM Ambiental na sede do Comando Regional Sul, em Rondonópolis, e o pescado apreendido foi doado à instituição de caridade “O Bom Samaritano”. O caso deverá ser investigado pelos organismos ambientais e levado à Justiça Ambiental para os procedimentos de praxe.
TCE julga procedente recurso do Poxoréu-Previ e retira condenação do Prof. Luis Carlos Ferreira referente as contas de 2007.
Em sessão ordinária dessa terça-feira, dia 13 de novembro, os conselheiros do Tribunal de Contas de Mato Grosso votaram pela reforma parcial de decisão proferida durante julgamento das contas anuais de 2007 do Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Poxoréu. O recurso, interposto pelo diretor Luis Carlos Ferreira, foi relatado pelo conselheiro José Carlos Novelli.
Na ocasião do julgamento, o Pleno determinou que o ex-gestor do Poxoréu-Previ devolvesse aos cofres públicos o valor de R$ 9,1 mil, equivalente a 268,59 Unidades Padrão Fiscal, referentes ao pagamento de servidora com acúmulo de funções públicas.
Em sua defesa, o professor Luis Carlos alegou que a contratação da contadora, que é servidora efetiva da Prefeitura Municipal de Poxoréu, ocorreu porque nenhum outro profissional aceitou o cargo devido à baixa remuneração. Além disso, o diretor Ferreira argumentou no recurso que há compatibilidade de horários, uma vez que ela trabalha somente meio período no Fundo.
As justificativas do gestor foram aceitas pelo relator Novelli, uma vez que comprovou o déficit de profissional e que as atividades eram exercidas em horários distintos. Outro fato que levou o relator a reconsiderar a decisão foi a efetiva prestação do serviço, sem qualquer prejuízo ao Fundo de Previdência.
Com a nova deliberação, o Tribunal Pleno excluiu a restituição de valores e manteve inalterado os demais termos do julgamento regular das contas anuais do Poxoréu-Previ. Mesmo posicionamento teve o Ministério Público de Contas.
Você gosta de ar puro e de estar em boa companhia? Todos gostamos!
Então, junte-se a nós e vamos participar da I Caminhada da Natureza de Poxoréu, no dia 18 de outubro, domingo, a partir das 7h30min!
Partiremos da histórica rua Bahia, esquina com a Mato Grosso, indo para a Alameda Monchão Dourado, descendo até a famosa gruta dos Currais, e, finalmente, o rio Poxoréu. Daí, passaremos pela fazenda do Mano e vamos retornar pela Vila Santa Teresinha.
Teremos pontos de hidratação e apoio médico e contaremos com a presença do corpo de bombeiros.
Vamos dar esse abraço à natureza e ao município de Poxoréu, na comemoração de seu aniversário!
Inscrições podem Sr Freitas na Secretaria de Turismo ou pelo telefone (66)3436-1349.
Promoção: Prefeitura Municipal de Poxoréu e Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente.
Vai rolar o Encontro Estadual de Pilotos de Parapente, na comemoração do 71º aniversário de emancipação político-administrativa de Poxoréu.
Primeiro evento desta natureza na região sul do Estado de mato Grosso, com presença de pilotos de nível nacional, acontecerá na Serra do Tarquínio, logo após o acampamento do MST no quilômetro 13 da Rodovia MT-130, sentido Rondonópolis, nos dias 17 e 18 de outubro.
Vamos ver o céu colorido pelos parapentes e seus pilotos.
A abertura acontecerá no dia 17, às 8h00min, na Serra do Tarquínio, local do evento, com a participação de diversas autoridades.
Uma iniciativa do Prof. Edinaldo, promoção da Secretaria de Turismo e Meio ambiente. Apoio: Falcon Vôo Livre, escola de Parapente; Sol Paragliders; Honda Motos e Prefeitura Municipal de Poxoréu.
Contribuição a discussão sobre perfil econômico de Poxoréu II
Mais considerações a respeito da vocação econômica da cidade.
Gilmar Alves Lima Júnior
Eu acho válida a tentativa de reunião do grupo, como vem ocorrendo. São pessoas que representam setores da sociedade, não necessariamente precisam expressar a opinião pessoal, podem e devem voltar aos que representam ou seus pares, como comerciantes, agricultores, funcionários públicos e buscar fomento às discussões.
Tentando contribuir, faço uma aposta diferente. Aposta na vocação da cidade de Poxoréu deve ser desenvolvimento sustentável.
Um desenvolvimento sustentável que pode ser alicerçado em 3 bases: turismo e meio ambiente, agronegócio e a agricultura familiar.
Se pensarmos pela óptica de um diferencial para Poxoréu, o turismo ecológico é tentador. Na região, apenas Jaciara é destaque, assim poderia ser um roteiro, a curto prazo, para público da região (Rondonópolis, Primavera do Leste e Cuiabá). Mais discussões sobre um plano de desenvolvimento para esta vocação fica pra depois.
A agricultura e pecuária já são responsáveis pela maior parte da economia do estado de Mato Grosso e do município de Poxoréu, é realidade Gera poucos empregos diretos, mas arrecadação de impostos de somas consideráveis (vide o artigo do professor Gaudêncio Amorim sobre a arrecadação vinda das terras às margens da BR-070), e concentração de riqueza. Um zoneamento (acho que o Plano Diretor já fez isso) deve apontar quais as fronteiras agrícolas do município e que o será necessário para apoiar o seu desenvolvimento, desde o licenciamento ambiental até abertura e manutenção de estradas.
Os 11 assentamentos, outras famílias que esperam por terras, em pequenas propriedades e pequenos proprietários mais antigos têm um grande fator positivo, que é segurar o homem e sua família no campo e gera um número maior de empregos diretos. Talvez um plano organizado pela secretaria de agricultura para identificar culturais viáveis, acesso dos produtos ao mercado e agregação de valor aos produtos será importante, isso em um curto prazo. Tenho dúvidas (preciso de maior esclarecimento) sobre o poder de alavancar a arrecadação e crescimento de uma região deste viés.
A vocação vai ser transformar a organização dessas atividades econômicas com o desenvolvimento sustentável. Uma cidade desenvolvida é aquela que oferece serviços de saúde, educação, transporte, lazer, habitação, saneamento básico (coleta e tratamento do esgoto e captação, tratamento e distribuição da água potável), com serviços de qualidade e fácil acesso. Nesta cidade desenvolvida há geração de emprego e renda caminhando junto com a conservação da biodiversidade (genética, dos ecossistemas e das espécies).
Em suma, a discussão é fazer cumprir desde já o Plano Diretor Participativo do município, eu salvei este documento há algum tempo atrás, e como leigo, mas interessado, achei muito bem escrito.
Assim, querendo ser sucinto, que enxergo as vocações econômicas de Poxoréu e um futuro de desenvolvimento.
Gilmar Alves Lima Júnior- Biólogo, Mestre em Botânica. Professor de graduação em Biologia e pós-graduação em Gestão e Perícia Ambiental da Universidade de Cuiabá (FAED/PEU). Pesquisador do Núcleo de Estudos Ecológicos do Pantanal Mato-grossense (NEPA-UFMT). E-mail: gilmarjunior@yahoo.com.br .
João Batista, por favor, cai em si! Esse pessoal só fez ondas e vieram para aparecer na foto. Quem fez o trabalho, quem teve a dedicação foi o Chico Daltro e os Orionistas, eles não só salvaram a escola como lhe deram um belo empurrão como entidade. Temos provavelmente agora, uma capacidade administrativa a altura da estrutura física instalada. Esse episodio deveria levar outros instituições beneficentes de Poxoréo a repensar suas opções e a perceber onde esta o apoio verdadeiro, para suas sobrevivências, o que a prefeitura conseguiu fazer para o Hospital São João Batista, para o Centro Juvenil ??? Água mole em pedra dura... vai mas conversa fiada... nem em pedra mole!
Batistône ..... Batistône.......... fez até um bom relato do evento e do histórico da escola, mas no fim tem que puxar o sa...... ooops, a sardinha para a politicagem, você pretende ser um observador isento do nosso dia a dia, mas não agüenta e se desmancha em elogias aos nossos maravilhosos membros do executivo... citando ao seu texto: As lideranças políticas, entre as quais, ... ai vem o gotha da classe dominante em NPPx (nossa pobre Poxoréo) esqueceu-se até de algumas pessoas de destaque dessa liderança, com por exemplo essa figura humana que é o gilmarzinho, não sei se o Afredo da Mota Menezes esta a vontade nessa companhia, ......voltando ao seu texto:.... conseguiram superar os entraves burocráticos e efetivar o convênio com o governo Blairo Maggi.
Jean | NPQx
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Pessoalmente e em nome da Fundaçao Giuseppe Tovini quero expressar minhas, nossas felicitaçõess pela decisão tomada pelo Estado de Mato Grosso de estadualizar a Escola Agrotécnica "Lar do Menino Jesus". Agradecemos ao Governador Blairo Maggi pela sensibilidade demonstrada para o trabalho da Doutora Edwige, da Fundaçao Tovini e da Uniao Européia. Queremos parabenizar a todos porque essa decisão garantirá à Escola Técnica Estadual de Poxoréu um glorioso futuro em prol dos jovens, da Cidade de Poxoréu e da Região inteira. Muito obrigado.
Bruno Marini e Fondazione Giuseppe Tovini - Brescia - Itàlia
Bruno Marini . Italia | poxoro@libero.it | Bagnolo Mella - Itàlia |
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Ao ensejo, parabenizamos a todos aqueles que tiveram êxito na empreitada. Porém, conclamando aos mesmos que tem batalhado, às vezes anônimos, pelo progresso de Poxoréu, para que continuem a luta, desta feita, reivindicando o asfaltamento da via de acesso àquele educandário que, de carona, beneficiará - também - o aeroporto local. Queremos dizer, também, que é desta maneira que se vai descortinando a "vocação econômica" de Poxoréu: Através da formação social e educacional dos jovens da região. Pois, cabe a eles o despertamento de um novo alvorecer (que já começou!!!) para este município, pujante de moços e moças em fase de preparação para gerir os destinos de nosso grande Poxoréu!!! Ao Senhor Governador, Engº. Agrônomo Blairo Maggi, que dispense a devida atenção e dê assistência ao espaço que (graciosamente) recebeu, fazendo por onde não caia por terra o sonho que a Drª. Edwige Dassi tornou realidade: Que aquela Escola continue sendo uma Escola (agora Pública) diferenciada, prá melhor!!
Prof. Luis Carlos Ferreira | allow2006@hotmail.com
Poxoréu terá cursos tecnológicos de nível superior.
João Batista Barbosa
Nesta segunda-feira, dia 12 de outubro, a Fundação Lar do Menino Jesus, representada pelos seus administradores padre Magno Guilherme Angeli e padre Geraldo Mangela, firmou convênio de comodato com o Estado de Mato Grosso, no ato representado pelo governador Blairo Maggi e pelo secretário de Ciências e Tecnologia (SECITEC), Chico Daltro, fato que possibilita a estadualização da Escola Agropecuária "Cidade dos Meninos" e criação de novos cursos.
O evento, realizado nas dependências do Centro Juvenil, também contou com a participação do prefeito Ronan Figueiredo, dos deputados estaduais Vilma, Sebastião Resende, J.Barreto, deputado federal Wellington Fagundes, vereadores, secretários do município, alunos, educadores e membros da sociedade poxoreense.
Fundada em 1995 pela médica italiana doutora Edvige Dassie, a Escola Agropecuária era mantida com recursos financeiros provenientes da Europa, principalmente de fundações como a Fondazione Giuseppe Tovini (da Itália). Em maio de 2004, quando concluída sua construção, já possuía um complexo e infraestrutura com laboratórios de informática e de pesquisas voltadas à agricultura, biblioteca, auditórios, cozinha, refeitório e um ginásio esportivo.
Essa estrutura foi transferida, em 2007, para a organização católica “Pequena Obra da Divina Providência”, ligada à Congregação Orionita, que incorporou aFundação Lar do Menino Jesus, a Escola Agrícola, a Creche Lar do Menino Jesus e o Centro Social do Distrito de Alto Coité.
O processo de transformação da escola em estadual será concluído até o fim deste ano, e, a partir de janeiro de 2010, contará com cursos técnicos em agropecuária, informática, administração, meio ambiente, agricultura familiar, secretariado empresarial, num total de 551 vagas, com educação profissional e tecnológica do ensino médio e superior da SECITEC, buscando a satisfação e o benefício do interesse público da região. Os cursos serão gratuitos.
A direção da escola continuará com os padres orionitas. Em dezembro será realizado o exame de seleção para contratação de novos professores e servidores da Escola Técnica de Poxoréu.
Em agosto de 2009, quando a ameaça de paralisação das atividades educacionais, o BlogPoxnoticiou que a continuidade das atividades da Escola Agrícola dependia da assinatura do convênio de parceria com o Estado de Mato Grosso. Alertávamos que, somente com a mobilização da classe política – cada liderança contatando o seu deputado, cada deputado incentivado a intermediar a solução junto à Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia.
As lideranças políticas, entre as quais, o prefeito Ronan Figueiredo (PMDB), vice-prefeito Osmar Resplandes (PR), os vereadores Edson "Tur" Pereira Figueiredo (PT), João de Jesus Oliveira "Baco-Baco" (PR), João Joaquim (PR), Jailton Xavier (PP), Jucélio Oliveira Barbosa (DEM), Leônidas Machado Barcelos "Mototaxi"(PMDB), Miguel Davi de Moraes (PMDB), Ozete Francisco (PP) e Valtércio Teixeira (PP), o ex-prefeito Antonio Rodrigues, professora Isabel de Oliveira, professora Lena Guedes, professor Antonio Lélis, entre outros, contando com o imprescindível apoio do professor e jornalista Alfredo da Mota Menezes e do secretário Chico Daltro, conseguiram superar os entraves burocráticos e efetivar o convênio com o governo Blairo Maggi.
Escola Agropecuária Cidade dos Meninos estadualizada
Jonas Da Silva
Redação Secom-MT
A estadualização da Escola Agropecuária Cidade dos Meninos, em Poxoréu, segue a política do governo Blairo Maggi na educação profissionalizante de interiozar e ampliar vagas para jovens nesse tipo de conhecimento.
Agora a instituição de ensino passa a ser a Escola Técnica Estadual de Poxoréu, cuja finalidade é ofertar cursos de educação profissional e tecnológica na região Sul e cidade, a 251 Km de Cuiabá, considerada a Capital dos Diamantes, e portanto, de economia garimpeira exaurida.
O ato de estadualização da Escola Cidade dos Meninos foi assinado nesta segunda-feira (12.10) entre o governador, o secretário e o presidente da Instituição Lar Menino Jesus, então mantenedora da escola, padre Magno Angeli e com a presença do prefeito Ronan Figueiredo. "Quero que as pessoas permaneçam na região, fiquem na sua cidade para estudar e trabalhar", exemplifica o governador Blairo Maggi.
A nova unidade educacional de responsabilidade do Estado era tocada por irmandade religiosa da Itália, de onde provinha recursos de manutenção. Devido sua estrutura grande, a escola necessitava de parceria do setor público, sob o risco de fechar o curso de técnico de agropecuária.
"A gente viu a preocupação não só do padre Magno, mas de pais de famílias com a hora da escola fechar suas portas", transmitiu a aflição da comunidade o prefeito Ronan. "Para Poxoréu seria uma derrota imensurável", alivia-se. "Quantas pessoas não saíram dali com emprego garantido. Tenho certeza que há três ou quatro anos as pessoas vinham lutando para isso não acontecer", contou a jornada de articulação e trabalho coletivo.
Ex-aluno da escola e atual professor da instituição, Alan Pereira da Silva, diz que a escola fez diferença em profissão e de tantos outros jovens, após fazer o curso técnico em 1996.
"Devido à escola agropecuária, pela qualidade técnica dos professores, passei em Agronomia na UFMT. Depois retornei à escola como professor", compara em um desses símbolos da vida. "A escola tem formado muita gente, que é gerente de fazenda, técnico de multinacional. O curso ajudou todos. Nosso percentual de aprovação no vestibular é de cerca de 70%", comenta, animado.
Entre 1996 e 2008 foram formados 226 técnicos na escola.
O governador expressou aos presentes na assinatura do contrato de comodato por 20 anos alguns exemplos que mostram o impacto positivo da educação formal e informal na vida das pessoas.
"Criamos famílias onde o pai fica de um lado, a mãe fica de outro, e cada um educa de um jeito, de acordo com a personalidade", diz para justificar o grande desafio atual com o ensinamento e futuro profissional dos jovens em especial. "Já ouvi relato de mãe que chega com o guri na escola pela orelha e diz para a professora tomar conta porque não aguenta mais", contou sobre a necessidade de toda a sociedade reconhecer um sistema de educação que não dá mais resultado.
Uma dessas soluções, sugeriu, é o formato da Escola Técnica Estadual de Poxoréu. "Meu primeiro dia de aula foi numa escola franciscana. Minha personalidade foi moldada dentro de uma comunidade religiosa. Podemos ter escola técnica com curso, a ciência, e o conhecimento religioso", comentou como em outras vezes sua história de vida na educação. O governador agradeceu pelo trabalho voluntário dos italianos salesianos integrados aos religiosos orionitas na educação na cidade.
Maggi se disse contente pela assinatura da criação da Escola Técnica Estadual de Poxoréo por ser dia de Nossa Senhora Aparecida, da qual é devoto, Dia da Criança, e Dia do Agrônomo, sua profissão.
Contribuição a discussão sobre perfil econômico de Poxoréu
Gilmar Alves Lima Júnior
Acompanho há mais de 3 anos este blog, dentre outros endereços na internet que trazem informações sobre Poxoréu, somado às conversas “ao pé de ouvido” de quando visito a cidade. Sempre que reencontro meus tios e avó, pergunto: E as novidades de Pox?
Mas nunca me atrevi a escrever comentário, como agora. Contudo em janeiro de 2006 passei alguns dias tentando colaborar na Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, na época Sec. Mun. de Indústria, Comércio, Turismo e Meio Ambiente. Apesar de bem recebido pela secretária, não tive muito sucesso (por outras considerações). Antes de mais nada, é bom esclarecer que meu objetivo era contribuir (de forma gratuita) à cidade onde nasci, me criei, algo com um retorno pelas oportunidades que eu tive, com minha formação profissional. Este também é meu objetivo aos escrever estes parágrafos.
Eu fiz as contas e concluí que nos últimos anos cheguei a visitar cerca de 63 municípios de MT, destes, 40 passei alguns dias, ou fiz várias visitas, conheço um pouco mais. Visitei deste a divisa MT/AM, no rio Roosevelt (Colniza), a divisa MT/PA passando pela balsa do Teles Pires, adentrando alguns km no estado vizinho, até ficar hospedado 20 dias de frente para Ilha do Bananal, divisa MT/TO/GO. E claro nasci e resido no sul do estado. E mais, tive aoportunidade de residir 2 anos em MG e visitar outros estados.
Sempre que chego nas cidades para trabalhar ou a passeio, faço uma comparação com Poxoréu. Cheguei a conclusão que Poxoréu está “com a faca e o queijo na mão”, diferente de muitos municípios, tem acesso por estradas asfaltadas, 4 operadoras de telefonia móvel, acesso a telefonia fixa e internet, terras férteis ou com qualidade para produção agropecuária, locais com potencial turístico ou para conservação ambiental, estabilidade política e uma localização estratégica, próximo as BRs- 070 e 364 e distante apenas 240 km da capital. Confesso que cheguei a pensar, deve ser falta de dinheiro, quanto eu estou sem dinheiro (final de cada mês) fico com “mãos e pés atados” para fazer muita coisa. Mas apelo para o que não precisa (ou não de muito) dinheiro, como encontrar os amigos para roda de conversa.
Bom, mas voltando, Poxoréu estaria numa situação adversa da maior (ou todos) os municípios do Alto Araguaia, por exemplo. Ainda, de municípios que tiveram seus prefeitos ou ex-prefeitos presos em mais de uma operação da polícia federal, ou que não possuem serviço de telefonia móvel (Cocalinho), que durante a estação chuvosa é quase impossível chegar pelas estradas (Paranaíta e outras), ou ainda que funcionem até o dia de hoje com energia gerada por motor a óleo diesel (Apiacás).
Como explicar os pontos negativos das taxas de crescimento da cidade? A diminuição no número de habitantes a cada novo censo do IBGE? e o “descrédito” que acomete parte dos moradores da cidade, quando o assunto é crescimento econômico-social da cidade?
Partindo não da resposta destas questões, mas sim diretamente para pergunta do Prof. e secretário de planejamento Gaudêncio Amorim, qual “O CAMINHO” para Poxoréu? Qual sua vocação econômica?
Confesso que fui dormir outra noite pensando: Vou escrever algo, com proposições que ajudem aos que discutem esta pergunta!
Não conseguia responder, não enxergava Poxoréu crescendo com nova arquitetura das avenidas ao cortar a MT-130, ou com distrito industrial, ou recebendo novos visitantes aos finais de semana para explorar os esportes radicais. Por que eu não conseguia ver ou imaginar tudo isso? E hoje abrindo o blog, li comentários, e fechou justamente a questão na minha cabeça.
Concordo com as afirmações já escritas, que sem melhor planejamento do que já temos, do que já arrecadamos, organização das finanças e mais eficiência na gestão pública, em paralelo a discussão da vocação econômica, caso contrário, poderia ser algo como colocar a “carroça na frente dos bois”?
Há algum tempo atrás li um comentário, se não me falha a memória, do Jeová Xavier. Numa das suas opiniões, ele escreveu que Poxoréu possuía (possui?) uma “política de emendas parlamentares”, em que o povo torna-se refém dos políticos. Este é o maior problema, maior “pedra no caminho” para o desenvolvimento econômico-social-ambiental e político desta cidade: A política de emendas parlamentares, na minha humilde opinião.
Uma vez recebi a resposta que a Prefeitura de Poxoréu não tinha interesse em projetos junto com organizações não governamentais, ou fundações de empresas privadas por conta da necessidade de contra-partida financeira. Pensei, não há necessidade, guardei a resposta pra mim.
Emendas parlamentares sim, exigem contra-partida do povo, nas eleições (....) Não devemos, nem podemos abrir mão das verbas destinadas pelos deputados, mas fazer disso carro-chefe para crescimento, não é viável. Sim, tem-se feito isso a algum tempo, décadas talvez em Poxoréu.
Assim, concomitantemente com a discussão sobre a vocação econômica do município, penso que seria salutar uma discussão sobre um arrojo administrativo, para que no futuro (espero que num curto tempo) com economia mais forte, dar respostas com capacidade às necessidades sociais e ambientais geradas a partir do crescimento da economia.
Estas considerações são pessoais, de cunho administrativo (embora não seja minha área de atuação,mas sim de “bedelhice”), e não político.
Gilmar Alves Lima Júnior- Biólogo, Mestre em Botânica. Professor de graduação em Biologia e pós-graduação em Gestão e Perícia Ambiental da Universidade de Cuiabá (FAED/PEU). Pesquisador do Núcleo de Estudos Ecológicos do Pantanal Mato-grossense (NEPA-UFMT). E-mail: gilmarjunior@yahoo.com.br .
“Certissíssimos" e em boa hora os comentários de Jeová Xavier e Junior Camilo. Tenho me contido em tecer comentários, apreciando matérias desse "naipe", por considerar quem as escreve, pois os meus impropérios não soariam bem. Em resumo, entretanto, digo - para resumir a fala - que: reuniões de intelectuais (em Poxoréu - até aos dias de hoje) só vem dando frutos no meio upenino, mesmo com as ausências de alguns de seus membros. As demais, são apenas balbucios de leguelhés na área em que pretende dar sua pitada. Prova é que não vinga nenhuma das reuniões desses "líderes"... E, certamente, por inversão da pirâmide sócio-política e econômico-financeira. Aqui vale uma boa leitura da Parábola da viúva pobre, para o Governo Municipal observar melhor como o povo lança seus tributos na "burra" da Prefeitura, e aplicá-los com adequado planejamento, fazendo-os render a cento por mil (cortando gastos inadequados e aplicando de modo consciente e eficaz, em prol da população poxorense). Assim vai!!
Prof. Luis Carlos Ferreira
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Li e reli os dois comentários atacados pelo mestre Luizinho e não descobri onde causei tamanha lesão as suas teorias sobre o assunto discutido. Sabe, caro poeta, por que esses pobres mortais se reúnem para discutir os problemas da cidade? Simples: Porque são as pessoas que se dispuseram a tanto, mesmo cientes das dificuldades e das críticas que viriam, mas à frente daqueles que são (?), ou pelo menos se sentem, capazes de iniciar uma discussão mais profícua, como por exemplo, a citada UPE, da qual você é membro, e que até o momento não tem sido uma ajudadora nessas questões. Entendo, sabemos que as cabeças mais reluzentes da entidade e até mesmo esta, talvez por comprometimento com as últimas gestões públicas (diga-se de passagem, péssimas), não foram capazes de desenvolver qualquer programa ou projeto que pudesse resultar, por exemplo, numa biblioteca pública. Não me lembro de outro movimento da entidade além do que alterou sem consulta pública e indevidamente o nome da cidade.
Sabedor de que as reuniões da UPE são frutíferas, caso os senhores não queiram se juntar a esses leguelhés (joão ninguém, segundo Aurélio), por favor, façam alguma coisa para melhorar esta cidade, quem sabe "contaminando" aqueles que estão na administração, com novas ideias. Por mais que pareça, não tenho pretensão de dar "pitada" em assunto que não conheço. A única coisa que tenho pensado, e entendo que é a base de tudo, é que temos de discutir primeiro uma ampla reforma administrativa, tornando a administração mais eficiente e capaz de sustentar o mais simples projeto, depois a questão da vocação econômica e tantos outros assuntos. Pedir boa gestão da coisa pública, menos corrupção (pelo menos), não pode romper a métrica de nenhum intelectual. Aliás, conheço muitos deles que tem medo de trazer esses assuntos a público, seja por medo ou conveniência. Vamos sonhar primeiro com uma cidade decente, bem administrada. O bonde sobe ao morro da mesa depois.
Jeova Xavier
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O site do TCE é essencial para a democracia. Ali estão sendo publicados os números que mostram como os responsáveis pelo município gastam o dinheiro que é arrecadado. O TCE percebendo que é incapaz de realmente fiscalizar os poderes executivos, por causa das falhas da lei e da esperteza dos contadores, disponibiliza os dados reais para que os cidadãos possam fiscalizar a gestão financeira do seu município. Por exemplo, você sabia que a arrecadação da prefeitura de Poxoréo é 70 % da arrecadação de prefeitura de Primavera ? (quando relacionamos a quantia arrecadada com o numero de habitantes!) Esse fato derruba muitas idéias preconcebidas e mostra como é inconsistente a administração de Poxoréo, e como é péssimo o serviço prestado. Algumas analises sobre os números publicados pelo TCE podem ser encontradas no:
preciso que o Prefeito explique: como, porquê e em que condições ele demitiu Dona Filomena - Enfermeira de longas décadas em Aparecida do Leste. Pois,até prova em contrário, ela era "uma mão na roda" para os moradores e região, até o prefeito demití-la, sem,contudo pagar-lhe os direitos trabalhistas. Isso é que os ex-vereadores presentes à sessão itinerante também deveriam ter tratado. Entendo que uma reunião itinerante deva tratar dos expedientes da localidade em que, temporariamente, venha a se instalar, ou no mínimo, ao menos dar prioridade à problemática do local. Caso contrário, é apenas mais um gasto (em amplo sentido: financeiro, de tempo e espaço e de disponibilidade humana) desnecessário. Talvez, daí a razão da escassez da presença e do calor humanos. Entretanto,em contato como ex-vereador Alcebiades, daquela localidade, o mesmo entende que a reunião foi muito proveitosa...Mas, e sobre a tão dedicada Dona Filomena, como é que fica? Sem defesa?! Com a palavra, o Sr. prefeito.
Prof. Luis Carlos Ferreira | allow2006@hotmail.com
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Eu tenho muito respeito pelo Alfredo da Mota Menezes, desde que o vi na Tv, numa noite de eleição comentando a mesma, principalmente pala clareza do seu raciocínio. Ele fez um comentário, naquela ocasião, que resume perfeitamente a situação política da nossa região. Falando de Poxoréo e Primavera, ele advertiu nossos responsáveis políticos da necessidade de fugir da zona de influência de Rondonópolis, sob pena de serem eternamente apenas satélites sem poder algum. Essa emissão de Tv deve ter acontecido há uns dez anos, e a advertência continua válida até hoje, e provavelmente não será mudada amanha. Penso que esse grande Poxoréense fica devendo um comentário sobre a situação do nosso município, aprecio seus artigos de cunho saudosista, mas fico esperando que aplica um pouco dessa clareza de raciocínio a situação deplorável de Poxoréo. Não para admoestar os responsáveis, mas para estabelecer um marco, uma referencia ideológica.
Sobre a Escola Agrícola, é com um grande alivio que vejo se concretizar essa parceria com o Estado de Mato Grosso, acompanho a ‘Cidade dos Meninos’ desde sua criação, e colaboro com a Dra Edvige desde que a creche era um barraco de palha, fui arquiteto da Creche, da Escola Agrícola, e do Centro de Reabilitação que se encontra ainda em construção, também fui professor na escola, e realmente fiquei sentido quando se cogitou fechar aquela escola. Tenho convicção que essa oportunidade dada aos jovens de poxoréo é a melhor coisa que aconteceu nos últimos vinte anos em Poxoréo. Rapazes condenados a mediocridade, acharam ali o caminho certo, a possibilidade de realização na vida, a maioria esta hoje, bem de vida, casados com filhos, e respeitados e com uma profissão digna e remuneradora. Esse é o nosso pagamento pelos esforços feitos para que esse ‘loucura’ da Dra Edvige se torna realidade. Penso que os alunos que receberam essa educação tem uma divida, não conosco, mas com o município, eles terão que ser a ferramenta que vai reerguer Poxoréo. A Escola Agrícola tem caráter regional, é muito importante esse aspecto, na realidade a escola é mais proveitosa, na pratica, para Primavera do que para Poxoréo, e é preciso que os representantes sociais daquela cidade se conscientizam disso, e dêem o devido retorno, sempre cobrei isso deles. Parabéns ao Valtercio pelo empenho em costurar com o PP esse apoio do Estado. Nós o recebemos no rol dos membros ‘Honoris Causa’ da confraria dos que realmente ajudaram a ‘Escola Agrícola Cidade dos Meninos’ e os verdadeiros interesse da população de Poxoréu.
A maioria dos cidadãos vota e esquece de acompanhar as ações de seus representantes. O portal do TCE na internet proporciona a ajuda para que o cidadão saiba o que se gasta e quais os resultados sociais obtidos.
Clique aqui e veja as receitas, despesas e prestações de contas do Município de Poxoréu, poderes Executivo e Legislativo.
Abrindo as festividades alusivas ao 71º aniversário de Poxoréu, a Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, em parceria com a SEDTUR-MT, realizará, no dia 18/10/2009, a partir das 7h00min, a 1ª “CAMINHADA DA NATUREZA” DE POXORÉU.
É uma forma de alertar para os efeitos da intervenção humana sobre o meio ambiente, usando para isso uma festividade, a mais importante do município.
Segundo a Secretária, Teodomira Alves Lima, o percurso começará na rua Bahia, no centro histórico da cidade, indo rumo à Alameda Monchão Dourado e descendo a trilha que leva à famosa “Gruta dos Currais”. Quem quiser, poderá se aventurar um pouco pela caverna. Retornando à trilha, desce-se até a margem do rio Poxoréu e vamos atravessá-lo, chegando à fazenda do Mano, numa visão de beleza singular. Daí, o caminho de retorno até a Vila Santa Terezinha, à sobra da escarpas da Pedra do Mano e, finalmente, até o ponto inicial.
Um círculo!!! Um abraço à natureza! Um abraço a Poxoréu, pela passagem de seu aniversário! Um alerta a quem depreda nosso patrimônio natural.
Quem quiser participar, pode se inscrever na Secretaria Municipal de turismo, pelo fone 3436-1349. Prepare-se! Pegue uma roupa leve, boné, protetor solar e vamos caminhar!!!
Haverá pontos de hidratação e apoio médico, providenciados pela Secretaria de Saúde e contaremos com a imprescindível presença do Corpo de Bombeiros para nos auxiliar e orientar.
Enfim, um evento saudável, no qual a alegria, a animação, a festa, estarão sempre de mãos dadas à segurança.
Porém, multa vereador Miguel David de Moraes por irregularidades
Em setembro, o Tribunal de Contas do Estadoaprovou com determinações legais e recomendações, as contas anuais da Câmara Municipal de Poxoréu, exercício de 2008, gestão do senhor Miguel David de Moraes, tendo como co-responsável o contador senhor Helcias Alves Rodrigues, inscrito no CRC-MT sob o nº 1745-0/8,nos termos do artigo 21, § 1º, e artigo 22, §§ 1º e 2º, da Lei Complementar nº 269/2007,c/c o artigo 193, §§ 1º e 2º, da Resolução nº 14/2007, Regimento Interno deste Tribunal, porém, determinou ao senhor Miguel David de Morais, a ressarcir aos cofres do município com recursos próprios o montante de R$ 161,10, correspondente a 5,34 UPFs-MT, despesas referentes a juros e multas no pagamento, pertinente aos pagamentos em atraso das contas detelefone e energia elétrica,no prazo de 15 dias.
Na mesma decisão, o TCE aplicou multa ao vereador Miguel David de Moraes, correspondente a 10,00 UPF´s-MT,pelas irregularidades relacionadas a falhas de controle interno, conforme dispõe o artigo 75, inciso III, da Lei Complementar nº 269/2007, c/c artigo 289, inciso III, da Resolução nº 14/2007, que deverá ser recolhida com recursos próprios, no prazo de 15 dias, ao Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, encaminhando o comprovante do recolhimento ao Tribunal de Contas, sob pena de execução e multa ao correspondente a 20,00 UPF´s-MT, conforme dispõe o artigo 289, inciso VIII da Resolução nº 14/07-RITCE, c/c o artigo 75, inciso VIII, da Lei Complementar n° 269/2007, referente ao envio intempestivo dos informes do Sistema APLIC, referentes aos meses de janeiro, fevereiro, março e agosto, em descordo com o § único do artigo 183 da Resolução nº 14/2007, Regimento Interno do Tribunal de Contas, que deverá ser recolhida com recursos próprios, no prazo de 15 dias, ao Fundo de Reaparelhamento e Modernização do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, encaminhando o comprovante do recolhimento a este Tribunal de Contas, sob pena de execução;
O Conselheiro Relator Waldir Júlio Teis recomendaainda ao gestor atual da Câmara Municipal, presidente João de Jesus Oliveira, adotar providências a fim de que as irregularidades descritas no relatório não se repitam no próximo exercício, sob pena de aplicação da penalidade descrita no inciso VII, do artigo 289, do RITCE.
A sessão legislativa desta data foi realizada em Aparecida do Leste, por sinal a última itinerante do ano. Nela foram apresentadas as mensagens e projetos de leis – oriundas do Poder Executivo – de nº. 071 e 072, tratando, respectivamente, do Plano Plurianual 2010/2013 e da estimativa da receita e fixação das despesas para o ano de 2010. As mensagens e os projetos de leis foram às Comissões Legislativas para a devida apreciação e emissão de pareceres.
O auditório contou com as presenças, dentre outras pessoas, dos ex-vereadores pelo distrito: Aristides, Hermes e Zizi, sendo que o ex-vereador Hermes (popular Jacaré) fez uso da Tribuna Livre para, em nome da população aparecidense, reivindicar melhorias para o Posto de Saúde local: Enfermeiro e assentos para os usuários. Pediu, também, que se instale uma torre de celular para atender o distrito e região.
O vereador Jailton Xavier indicou a necessidade de patrolamento na rodovia MT/260, no trecho que demanda à cidade de Dom Aquino.
O vereador Leônidas indicou a necessidade de uma reforma geral no centro comunitário do Assentamento Stº. Antônio da Aldeia. Também indicou a necessidade de que seja arborizado o distrito sede.
No espaço reservado ao tema livre – onde o vereador faz uso da fala – sete vereadores se pronunciaram.
O vereador Jailton Xavier ensinou aos requerentes de Aparecida do Leste o modo mais eficiente de encaminhar seus requerimentos, dizendo que é mais correto “pedir por escrito, diretamente ao prefeito e com cópia para a Câmara, para que os vereadores possam se juntar à reivindicação”. Denunciou que Aparecida do Leste está sem aulas “por falta de transporte escolar, sob a responsabilidade do Sr. João Gabriel”. Finalizou, assegurando aos moradores daquele distrito que está disposto a mediar expedientes sobre o programa “Luz para todos”.
O vereador Valtércio anunciou a vinda do Governador Blairo Maggi, acompanhado pelo Deputado Chico Daltro e comitiva, a Poxoréu para assinar o convênio de estadualização da Escola Agropecuária Cidade dos Meninos. Solicitou da Tribuna para que seja adiada a eleição da Mesa Diretora, da próxima sessão para dia 19 do corrente, pois quer se fazer presente e votar, sendo que na próxima sessão estará em trânsito.
Agradecendo ao povo de Aparecida pelos 11 votos que teve naquele distrito, o vereador Leônidas prometeu trabalhar por aquela localidade.
O Vereador Édson TUR, falou sobre os seis votos que obteve em Aparecida e prometeu “manter as portas do gabinete sempre abertas ao povo de Aparecida do Leste”.
O vereador Ozete observou que nos idos de 2004, quando esteve em Aparecida do Leste, na condição de vereador “a casa estava cheia... mas, hoje está faltando um pouco daquele calor humano”. Disse que “se o vereador não fizer nada, pior será para ele...”. Cobrou do Executivo melhorias para a estrada que demanda do distrito sede para o distrito de Aparecida do Leste. Alertou aos presentes quanto à importância de se votar em pessoas do distrito, para se ter um representante. Parabenizou ao vereador Valtércio pelo “feito importante para a Escola Cidade dos Meninos”. Informou que recebeu um telefonema de alguém que pediu para não ser identificado, dizendo que o carro da saúde está carregando pessoas para festas.
O vereador João de Jesus, presidente do legislativo, proferiu seu discurso, dizendo que “estive, juntamente com o prefeito Osmar Resplandes, em Aparecida do Leste, mais precisamente na casa do Zizi (vereador naquela época). Ouvi dos presente que a prioridade seria o Posto de Saúde. Trouxemos o Posto de Saúde. Mas, vejo que falta uma equipe de trabalho, porque não tem condições de atender... Na minha reeleição, o povo disse que eu mudando para Poxoréu, esqueceria o distrito de Aparecida. Já arrumei recursos, com o Deputado Sérgio Ricardo, para este distrito. Dos R$:250.000,00 que consegui, R$:150.000,00 será para Aparecida do Leste asfaltar algumas de suas ruas. E trarei o Deputado aqui em Aparecida”. Finalizou, prometendo que “toda vez que eu for vereador, deixarei minha marca em Aparecida do Leste”.
O vereador João Joaquim de Oliveira (JJ) disse que “pensei que Aparecida tinha enfermeira...”. Respondendo ao vereador Ozete, sobre o uso indevido do veículo da Secretaria de Saúde, disse que “o ônibus da saúde não vai mais fazer esse tipo de favor, pois em conversa com a Secretária de Saúde, a Solange, ela informou que o Conselho de Saúde proibiu esse tipo de favor”.
Não havendo mais a tratar, o presidente deu por encerrada a reunião.
De todos os discursos proferidos em palanques em Poxoréo (assisti a quase todos), dois não esqueci: um no ano de 1996, quando o então candidato a prefeito, Lindberg, convocou a população a um recomeço econômico, dizendo: "Vamos começar plantando nossos próprios quintais". Outro da senadora Serys, no ano passado, pedindo aos políticos locais que façam o que pode ser feito sem dinheiro. A discussão sobre a vocação econômica é boa e não pode ficar apenas no campo das ideias. A cidade já perdeu muito tempo com teorias e precisa de mais ação. Os dois discursos ainda podem ser aproveitados: a população plantando os próprios quintais e a administração pública fazendo tudo que não precisa de (tanto) dinheiro, e até mesmo fazendo um tostão virar um milhão. Aliás, administração é uma ciência à qual vamos recorrer para tudo, até mesmo para plantar nossos quintais. Confesso, preciso plantar o meu.
Jeova Xavier
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Não estou dizendo que a agricultura familiar é inviável, e nem mesmo o turismo, o que eu tenho certeza que investindo somente nessas idéias que são consideradas as fortes vocações de Poxoréu, não resolvera o dilema. Um município se ergue e se torna realmente sustentável quando dá condições para o pequeno o médio e o grande, daí me falem será que a agricultura familiar e o turismo abrangem essas três classes???. Poxoréu não precisa de muito recurso para que todos sejam beneficiados, necessita somente de um plano de negocio inteligente, que seja real e não um plano “pra tampar o sol com a peneira”. O plano consiste em reunir não só políticos, pois nesse plano eles dirão e aceitaram somente o que lhe convierem, mas sim toda a população onde de idéias em idéias e recusas construirá uma Poxoréu melhor. E minha opinião de negocio, levando em conta as condições do município e a cultura dos habitantes, o que daria certo era construir um grande frigorífico, que não só abateria os animais, mas também empregariatrabalhadores da cidade.
Junior Camilo | jun.york.amylo@hotmail.com | Paraíso do Leste |
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..."a mídia da capital não fez ainda nenhuma matéria sobre a atuação dos italianos naquele município."... Atualmente isso é possível. Até ao tempo em que Pe. Pedro Mélesi foi Diretor da Missão, nenhuma Imprensa conseguiu tal façanha. Além de ele estar sempre ocupado, não delegava "cerimoniais", nem no Hospital e Maternidade São João Batista e,tampouco, em qualquer das obras missionárias sob sua jurisdição. Isto vale - também - para a Drª. Edwiges Dassi. Entretanto, os tempos são outros! Lembranças dos primeiros Missionários: Cláudio Zebeloni... Emílio Bozini... Vitório Fazani (Suíço)... Cezarina... Paula... Antônio... Pe. Aristides e Pe. Giovani, dentre outros que agora não me recordo os nomes, mas recordo as fisionomias. Naqueles tempos, Pe. João Durore (Francês) ainda estava em Poxoréu. O Celso, o Sr. Bráulio e o Cinzoca eram os pedreiros da época na construção das obras salesianas e da Drª. Edwiges Dassi.
Prof. Luis Carlos Ferreira | allow2006@hotmail.com
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Com toda certeza essa notícia toma outra dimensão, vinda da lavra do eminente Alfredo Menezes, um dos mais conceituados poxorenses na atualidade. Daí que precisamos "pegar um gancho" na oportunidade e apelar p/ a massificação sugerida pelo brilhante escritor. Utilizando-nos de todas as fontes de informação em que alguém possa influenciar. E, principalmente, com uma presença marcante ao evento do dia 12. Parabéns, Alfredo! A força de sua pena estava a nos faltar!
João Batista Cavalcante da Silva - OAB/Poxoréu / jbcavalcante@adv.oabmt.org.br | poxoréu/mt/br
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Logicamente que toda administração tem seus percalços; assim como os munícipes têm seu direito de reivindicar e/ou criticar. Devemos ver as críticas pelo seu lado positivo, pois, seu reverso, muitas das vezes, se apresenta carregado de rancor. Sendo assim, este lado é uma parte necrosada, da qual nada se aproveita...Já diz o adágio popular "Ser pedra é fácil; difícil é ser a vidraça". Messias Ferreira Cuiabá-MT
Messias Ferreira | messiasufmt@yahoo.com.br
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Nasci em poxoréu e tenho ainda muitos familiares e amigos por aí, que sempre visito ou sou visitada pelos mesmos, por isso desejo imensamente o melhor para a população da minha querida cidade. Não importa quem trouxe o benefício, se for em prol da cidade e sua população é o que vale. Porém, infelizmente, existem pessoas que ao invés de participarem ativamente com idéias que ajudem a trazer melhorias, ou mesmo com uma torcida otimista para que o poder público consiga verbas para fazer as melhorias necessárias, fazem parte é de um grupo que quer ver as coisas darem errado só pelo prazer de dizerem "tá vendo?? bem que eu disse que essa ou aquela pessoa não era a mais indicada para governar nossa cidade". Vamos unir forças e pedir a Deus que abençoe e ilumine quem está na administração da nossa cidade pra que o povo seja o mais beneficiado sempre. Que Deus abençoe a todos nós.
Deise | Cuiaba
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Parabéns ao colega e prof. Luiz Carlos pela valorosa contribuição por meio dos relatos que dissecam as "reuniões" da câmara municipal. Em segundo lugar,gostaria de sugerir a um dos vereadores citados nos relato feito pelo LUIZ um livrinho chamado "Raizes dos Brasil" de Sérgio Buarque de Holanda em especial um capítulo que explica sobre a diferença entre público e privado, custa 27.00 Editora Cia das Letras isso ajudará ele a entender melhor sobre o assunto. E indico também a um outro vereador o livro do Prof. Renato Lazuli Ribeiro "Ética na Política" custa 21,00 Ed. Lazuli, para ele compreender o significado deste conceito. Ambos precisam respeitar mais a sociedade em que vivem a qual paga os vossos salários mensais. Sejam mais úteis ao povo discutam assuntos que realmente sejam de interesse social cumpram a função pela qual foram eleitos deixem de ser parasitas do poder público Poxoréu precisa de soluções se não sabem contribuir não atrapalhem
Na semana passada, a Prefeitura de Poxoréu, através do setor de contabilidade da Secretaria de Finanças, realizou audiência pública com o objetivo de avaliar as metas fiscais do 2° quadrimestre de 2009 e promover a prestação de contas das secretarias do 3° bimestre de 2009 à sociedade. A audiência foi realizada na Câmara Municipal e contou com a presença de membros da equipe de governo, vereadores e munícipes.
A audiência na Câmara seguiu a metodologia adotada nas audiências realizadas anteriormente, em que o contador expõe as metas fiscais e faz uma avaliação de seu cumprimento, depois se abre espaço para discuti-las com os presentes. Logo depois cada secretário apresenta sua prestação de contas, envolvendo os recursos disponíveis e as ações executadas no período. Segundo o contador da Prefeitura, Gerson Januário, as metas fiscais definidas pela LDO e LOA – Lei Orçamentária Anual 2009 estão sendo cumpridas conforme determina a legislação orçamentária.
O prefeito Ronan Figueiredo participou da audiência, ressaltando a importância da audiência pública. “A Administração tem que ser voltada a população, as ações, as metas tem que focar o povo e para isso tem que haver a participação da população em audiências para ouvir e propor ações” – enfatizou o prefeito.
O prefeito destacou ainda as obras que estão sendo feitas pela municipalidade, como a Feira do Produtor, a Ponte sobre o Rio Poxoréu, o Centro da Juventude e acrescentou que deu ordem de serviço para o inicio das obras do Balneário Lagoa.
Quem nunca ouviu afirmação (ou até a provocação) “para quem não tem caminho certo a seguir qualquer caminho serve”. Poxoréu tem caminho, aliás vários caminhos, porém ainda precisa DEFINIR “O CAMINHO” no sentido de estabelecer a sua mais forte vocação econômica no que tange a possibilidade de afirmar uma efetiva identidade econômica como principal diretriz e objetivo do presente e do futuro.
Com este propósito, o governo municipal, apoiado no Plano Diretor Participativo, através da Secretaria de Planejamento, administração, agricultura, Controladoria Geral e Industria, Comércio e Mineração – iniciou esta reflexão. Refedinir (ou pelo menos rever) a vocação econômica, já que, dependendo do foco e do olhar de cada um, podemos ter várias vocações ou nenhuma já que o governo e a sociedade não têm discutido a sua organização, definição e açãoou pelo menos, quando o fizeram, não deram continuidade na consecução de projetos que deram resultados, restando muito poucas sementes e quase nenhum fruto.
Depois da venturosa (ou seria aventurosa) época da garimpagem apareceu apenas o maracujá como promessa vocacional, cuja idéia e ação faleceu logo em seguida. (Não se engane, há sementes plantadas)
Nesse sentido, um grupo de cidadão liderado pelas secretarias do governo municipal mencionadas iniciou as discussões em reuniões consecutivas e periódicas, lideradas pelo Prof. Gaudêncio Amorim e pelo Prof. João de Souza (Planejamento) que, com o apoio do Prefeito Ronan Figueiredo Rocha tem avançado bastante numa discussão intelectual constituindo-se em ação efetiva para pensar o município a médio e a longo prazo.
A idéia de pensar a vocação nasceu numa discussão com o diretor da MT FOMENTO, Sr. Arcleide (filho de Alto Coité) em Cuiabá junto com o Prof. Gaudêncio, João de Souza e Osmar do Nascimento, ocasião em que o grupo entendeu necessária a compilação de um projeto de desenvolvimento para Poxoréu e que não seria feito sozinho pelo governo, mas com a efetiva participação e controle social.
A primeira reunião sinalizou que esta idéia se construiria na principal metodologia de discussão, avaliação e definição da vocação econômica de Poxoréu. Neste primeiro encontro participaram a professora Lena Guedes, o Vice Prefeito Osmar Resplandes, os vereadores, Jailton Costa Xavier, Edison Pereira Figueiredo (Edson tur) Leônidas Machado Barcelos, Osmar do Nascimento (Engº Agrônomo), Valdeniza Galvão de Arruda (Secretária de Administração), Prof. Agnaldo F. da Luz (Controlador Geral), Prof. Gaudêncio Amorim (Secretário de Planejamento), Prof. João de Souza (Gerente de Planejamento) e Sidália Lélis de Azevedo (Membro do CONCIDADE).
O segundo encontro teve local na Câmara de Vereadores e por lá se manteve até então, tendo naquele, a presença do Prefeito, ocasião em que as palestras temáticas da Agricultura, da Pecuária e do Turismo trouxeram uma radiografia das potencialidades do Setor, como também, nas Plenárias foram evidenciadas as principais fraquezas.
Em torno desta idéia se agregou-se um importante universo de cidadãos, como: Dr. João Batista Cavalcante, Dr. Jurandir Ventresqui Guedes, Dr. Jeová Pereira Xavier; Dr. Ranieri Farias Pinto, Profª. Leda Figueiredo Rocha, Alcebíades Nunes Vieira (Secretário de Obras), Garibaldi Toledo de Moraes (Coord. De Mineração), Maria Lúcia Xavier da Costa (Pres. De Bairros da Vila Irantinópolis) Giovanna Malleto (Associação Partilhar), Rosemeire Fernandes (Gerente de Promoção Social); Cinthia Pereira Carneiro (Secretária de Promoção Social),Maria Aparecida Coutinho Miranda e Souza (Diretora da E.M.Guiomar Maria da Silva). Carlos Sampaio (Duda), José Jorge Sobrinho (Sindicato Rural), José de Souza Filho (Ex-Vice Prefeito), Arthur de Mussio Car (EMPAER) Antônio Gerson R. Barbosa, Manoel Messias de Oliveira (Auditor Interno), Maria Lúcuia (Séc. de Agricultura) Allan Pereira da Silva (Engº. Agrônomo), Vereador Miguel David de Moraes, Eva Mendes (Perspectiva 21) Sandra Sofia Sol (Coord. de Cultura), Teodomira Alves de Lima (Secretaria de Turismo), Roni Ribeiro Rocha (Pres. da ASSEMP), Lucia Voltan (Centro Juvenil) Carmem Lúcia Martins da Silveira (Pecuarista)
Em torno do tema o grupo já se reuniu pela quinta vez e entre as discussões tem ficado claro e evidente a opção pela agricultura familiar como a mais forte vocação o que sugere como prioridade a reorganização da cadeia produtiva para o seu fortalecimento sem descartar a força da pecuária e o turismo, como atividade-meio. Neste particular (o turismo) foram resgatadas as contribuições deixadas pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), o inventário turístico e entregue em mãos da Secretária Teodomira Alves deLima, como subsídio a elaboração do Plano Municipal de Turismo, inclusive exigido por força da Lei 1.059/2006, além do mais, foram também resgatadas as contribuições do saudoso Paul Kenedy Riders (“Paulo Americano”) no que tange a criação de um web site para divulgação do turismo local.
As discussões continuarão e qualquer cidadão, de qualquer parte do Mundo, que tiver sugestões e que puder dá-las ao governo municipal, serão consideradas Boas Contribuições.
A primeira vez que entrei num estúdio de rádio foi na Cultura AM de Poxoréu (MT). Naquele tempo a onda não era tão FM quanto hoje. E a estréia de uma emissora AM na cidade era a maior novidade possível para o povo da “capital do diamante”. Falar e ser ouvido em amplitude era um doce privilégio que saboreávamos pela primeira vez.
Hoje, depois de algumas décadas, valorizo ainda mais aqueles momentos. Foi o começo de uma paixão que dizem ser viciante e altamente contagiosa. Gostar de rádio é também uma atitude. Por isso, também o prazer de debater o veículo e as suas perspectivas.
Reunidos no Congresso das emissoras de Rádio e TV do Rio de Janeiro (AERJ), No Hotel Othon Rio, pudemos comparar as várias matrizes que compõe o vasto conceito em que está inserido o ato de fazer rádio no Brasil. O mais implicante é o fato de que estamos prestes a viver a tão esperada digitalização do meio. Os técnicos simplificam dizendo que as emissoras AM terão som de FM e as FM terão o som claro de um CD após a migração para o rádio digital. Nem tudo é tão puro. Nem todos, também, são tão puros e simplistas.
Os modelos experimentados pelas emissoras AM não atendem satisfatoriamente. Quem entende de rádio cultiva aos poucos o ódio pelos péssimos aparelhos receptores, que anulam todo o trabalho para uma boa transmissão. Muitos aparelhinhos receptores, vindos diretamente da China para um camelô mais próximo, jamais irão sintonizar bem, nem digital e muito menos analógico.
Mas tudo isso é um debate que diz respeito à agenda dos técnicos de plantão. Se operar assim ou assado, mediante tal e tal sistema é uma coisa. O que me interessa colocar em debate de verdade, é o quanto o meio rádio AM está pronto para viver a grande mudança de foco, digitalizando o sinal e colocando o ouvinte em primeiro lugar.
Foi-se o tempo em que a emissora era o palco de um grande comunicador. Hoje, além do trabalho de uma equipe, as coisas se voltam para que o ouvinte seja ouvido, tenha voz e vez. É tempo do cidadão como protagonista de suas demandas, herói de suas aventuras e realizador no meio em que vive. O rádio é mero facilitador, meio pelo qual se canaliza as informações multiplicadoras.
A convergência das mídias, que aos poucos vai integrando rádio, TV, internet, jornal impresso, e mídias interativas como MSN, email, coletivos inteligentes e comunidades digitais como o orkut, blogs, twiters, e fotologs, direcionam o mundo para mudanças sem volta. Ainda é pouco o percentual de lares brasileiros conectados a internet, mas é muito o esforço para que se amplie cada vez mais o número de incluídos neste processo.
Então, sintonizados com estas mudanças, devemos estar aptos para nos consolidarmos enquanto multiplicadores, educadores, informativos, agentes culturais e também ouvintes. Entre tantos outros papéis possíveis de serem exercidos pelo rádio, ouvir o ouvinte será a nova plataforma da interação. Dizem que ouvir é uma arte. De fato, não podemos apenas falar, falar e falar sem parar para ouvir e nos orientar por aqueles que nos dão audiência.
Essa é a boa nova! Mais do que emissoras, agora as rádios terão um papel interativo cada vez maior. A sobrevivência do rádio depende muito disso. E no bojo das mudanças essenciais em curso, temos que pensar na construção de um modelo de comunicação que inclua, capacite, envolva e até resolva problemas com mais eficácia, pois tudo indica que as freqüências AM irão em breve ocupar um dos canais da nova TV digital. Oxalá.
A rádio que você ouve está pronta pra te ouvir e colocar no ar as suas histórias, debater suas idéias? Nenhuma emissora AM ou FM deve ficar distante deste processo, que envolve um grande desafio de gestão e eficiência. Nem mesmo a outrora Rádio Cultura de Poxoréu, que já mudou de nome, agora Rádio Sul Mato-grossense, mas continuará sendo marcante em minha paixão por este veículo encantador.
Nides Alves de Freitas - é poxoreense, jornalista pós-graduado em gestão de marketing e diretor de jornalismo da Rádio Boas Novas 1320 AM no Rio de Janeiro. Artigo original publicado na Revista da AERJ – Associação das Emissoras de Rádio e TV do Rio de Janeiro – Setembro de 2009.
o governador e comitiva vão a Poxoréo assinar os termos
do novo acordo para funcionar a escola agrícola"
Chico Daltro, da Secretaria Ciência e Tecnologia, deu-me a informação que está resolvida a situação da Escola Técnica de Poxoréu. Ela foi construída com dinheiro da comunidade europeia e podia fechar prejudicando não só aquele município, mas toda uma região. É uma boa notícia.
Foi feito um termo de comodato em que a escola de lá cede ao estado seus bens e construções. O estado assume todas as despesas como luz, água, ônibus, comida e salários. Algo como 600 mil reais por ano. A direção da escola continuaria com o pessoal que a dirigia até agora.
Serão quatro cursos técnicos, outros serão acrescidos nos próximos anos. Cerca de 400 alunos de Poxoréu, Dom Aquino, Primavera, Campo Verde, Jaciara e Juscimeira serão atendidos.
Em Poxoréu, os deputados Percival, Barreto, Wellington, Bezerra e Rezende foram votados na eleição passada.Não se tem informação se algum dele lutou para que escola não fechasse. Se não estou equivocado o Chico Daltro é candidato a deputado federal. Parece que tirou uns 800 votos na outra eleição. Se souber trabalhar agora o que foi conseguido para aquela escola poderia até dobrar a votação.
Ainda em Poxoréu, mas ampliando o assunto. Encabula-me como a mídia da capital não fez ainda nenhuma matéria sobre a atuação dos italianos naquele município. Confesso que não tinha toda a informação sobre a atuação deles ali. Fui buscar e impressiona.
Chegaram em 1968 na chamada Operação Mato Grosso. Chegaram quando o garimpo começava a declinar. Dá até para dizer que se não fossem eles a situação local teria sido muito pior. Olha só o que eles construíram com dinheiro da Europa.
Um Centro Juvenil em Poxoréu com quadras, campo gramado de futebol, espaço para lazer a estudos. Este ano foi comemorado os 40 anos do chamado Troféu da Juventude que é disputado nele. Construíram e tomam conta de outro Centro Juvenil no Distrito de Paraíso do Leste. Construíram e tomam conta de uma escola de segundo grau no Distrito de Jarudore. Ali também se aprende marcenaria, cerâmica e macheteria.
Também em Poxoréu foi construída uma creche. Um lugar de enorme importância para tantas mães. Toma-se conta de 200 crianças. Quem buscou recursos na Europa para a construção e a dirige é a médica pediatra italiana Edviges Dassi. Ela também está envolvida com a escola técnica.
Ter aqui perto da capital uma médica que abandona a Itália para ajudar voluntariamente tanta gente e não teve até hoje um órgão de imprensa da capital que se interessou por uma história de vida dessas. É até estranho.
O hospital de Poxoréu era, digamos, um barracão. Os italianos o reconstroem e o gerencia. Dizem que é modelo para cidades do interior. E, alem disso tudo, construíram e equiparam a escola agrícola que agora o governo do estado resolveu absorver.
No próximo dia 12 de outubro, um feriado, o governador e comitiva vão a Poxoréu assinar os termos do novo acordo para funcionar a escola agrícola. Seria momento para algum órgão de imprensa ou até mesmo a Secom fazer uma matéria maior e mais aprofundada sobre a ação desse pessoal voluntário da Itália naquele município.
Fala-se de tanta porcaria o ano inteiro por que não algo que deu certo e ajudou quase a salvar uma cidade.
Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta. Email: pox@terra.com.brsite: www.alfredomenezes.com .
Artigo original publicado no jornal A Gazeta, em 06.10.2009.
Todo ser humano nasce e se desenvolve em função de sonhos, porque quem não os tem, parafraseando o poeta Francisco Otaviano, pode “passar pela vida em brancas nuvens e em plácido repouso adormecer (...) não ser homem, ser espectro de homem, passar pela vida e não viver”. Os sonhos nos mantêm vivos, despertos, dinâmicos e dispostos a viverem novos paradigmas. Quando perdemos os sonhos, perdemos a esperança e deixamos de perseguir a luz que nos impulsiona à centelha da vida.
A esperança é o motor móvel por traz dos sonhos; é o combustível, consciente ou inconsciente, que move as maiores conquistas da humanidade; A esperança é o “querer” que leva ao “poder” no sentido de “poder-ser” o que “deseja-ser”. É a potência que maximiza os esforços e os transformam na conquistas das metas priorizadas.
Quem nunca perguntou ou não presenciou alguém perguntar uma criança sobre o que ela vai ser quando crescer. E ela, timidamente, ingenuamente, sem qualquer motivação prévia, tem sempre a resposta direta: ser médico, ser professor, advogado, bancário, empresário. Embora, a criança viva o mundo imaginário, ela constrói os seus sonhos em experiências bem sucedidas e em estereótipos socialmente positivos e, boa parte de sua vida ela passa perseguindo estes sonhos. Você ainda sonha? Então vai se identificar com este assunto.
Em 1924, quando João Ayrenas Teixeira descobriu o diamante em São Pedro não se pensava em futuro, porque naquele momento, São Pedro era o futuro, a grande promessa da fortuna, dada a abundância de diamantes, logo a configuração de um comércio pujante e um povoamento meteórico, aberto a todos experiências econômicas bem sucedidas.
No Decurso das décadas de 20 a 80 a população de Poxoréu jamais se organizou para discutir a vocação econômica, pois que tal realidade se expressava na colheita dos vários quilates de diamantes responsáveis pela vida frenética da sociedade, satisfeita com o desempenho da economia “fácil” que sobressaia da venda incontinenti de vultosas partidas de diamantes ou de bamburros isolados, mas consecutivos. Não havia motivos para se discutir vocação econômica, ademais, parte daquela população não estava aqui pelo município, mas apenas pelo diamante. Era absolutamente nômade, aventureiros em busca de fortuna e, naquele contexto, Poxoréu era o grande eldorado, a promessa de riqueza fácil. Porém, a natureza é regida pelas suas próprias leis. E a fartura declinou-se.
A década de 90 revelou nossa maior crise econômica e a exploração diamantífera, além de predatória, sem qualquer visão de futuro, logrou um garimpeiro desorientado, sem estrutura financeira, famílias volumosas e sem qualificação para outro tipo de atividade laboral. Os aventureiros foram embora. Ficou aqui um cenário degradado pela pobreza.
A cidade sofreu um profundo esvaziamento populacional e sinalizava que em poucos anos seria um deserto inabitado e inexplorado por outras atividades econômicas; Os imóveis desvalorizaram e os empreendimentos sociais se colocaram num ritmo de fugas, sem trégua. Enfrentamos um intenso período de transição e dele ainda não saímos, apesar de já termos evoluído, pois toda mudança é lenta e, por isso, exige paciência, tanto é que os mais apressados já deixaram de sonhar com um novo ciclo de desenvolvimento. Nós continuamos aqui.
No final da década de 90, o plantio de Maracujá desenhou um cenário com expectativas econômicas, logo, desaguado nas frustrações de ordem gerencial, técnica e cultural, pois, que o seu advento exigia um empreendedor liberto da cultura garimpeira e preparado para executar um novo paradigma econômico. Tínhamos ali uma idéia nova, mas ainda um modelo antigo, de modo que, ainda que a cultura do maracujá não tenha atingido as nossas expectativas, seu fracasso ainda não significa sua inviabilidade econômica.
E a transição continuou. Fóruns, conferências, inúmeros debates sociais se realizaram indicando, de forma inequívoca, a preocupação com o futuro econômico de Poxoréu. Um futuro que, apesar dos debates não se resumia plenamente, revelado.
A ausência de futuro ou pelo menos de uma clara visão de futuro é a oportunidade ideal para pensar o futuro, sem que tal pensamento configure qualquer futuro, mas uma direção econômica sustentável que possa descortinar no horizonte visível aos nossos olhos. Entre 2001 e 2008, o governo concentrou esforços na melhoria da paisagem urbana, na organização da cidade, com asfalto e infra estrutura, principalmente Saneamento Básico para elevá-la à condição de cidade atrativa. Porém, cabe ainda revelar um horizonte a ser perseguido.
Assim, se a nova realidade econômica nos imputa a busca de um futuro, no que concerne a definição da real vocação econômica, vale apenas analisar os indicadores das alternativas econômicas que se mostram hábeis e irresolutas à disputa, mormente aquelas potencializadas pela agricultura, a pecuária e o turismo.
Cabe, no particular de tais alternativas, analisar as forças e oportunidades que elas geram e, por outro lado, a correção de fatores que indicam dificuldades e empecilhos ao desenvolvimento das vocações.
A agricultura se apresenta com um cenário amplamente promissor com um território de quase 7.000 km e uma parcela significativa de terras férteis dispersas em pequenos lotes ou grandes latifúndios que “sendo plantado, tudo dá”.
A afirmação “plantando, tudo dá” não é aqui uma alusão solta à Carta de Pero Vaz de Caminha, porém eivada de absoluta confirmação se concebermos que, a partir 1970, as terras dos cerrados de Poxoréu na região da BR-070 eram tidas como improdutivas e impróprias à Agricultura e, hoje, a produção agrícola daquelas mesmas terras é responsável por mais de 80% do ICMS do município.Numa época de extremo desenvolvimento da tecnologia e da melhoria genética dos insumos agrícolas, cai, literalmente, por terra o paradigma de “terras improdutivas”.
Assim sendo, a área agrícola mecanizada localizada na região da BR – 070 gera um volume de riquezas, cada vez mais crescente, se observarmos a produção de grãos, principalmente, a soja.
Parte dessa produção responde por uma receita de ICMS/Mês na casa de R$: 400.000,00 (quatrocentos mil) reais e se constitui no mais forte indicador para a definição destes valores para o município, se tomarmos como base o V.A (valor agregado) de produção do setor primário - das fazendas no valor de R$: 106.294.094,64 (cento e seis milhões, duzentos e noventa e quatro mil, noventa e quatro reais e sessenta e quatro centavos) contra apenas R$: 3.015.817,43 de produção anual da indústria e comércio, dados reconhecidos pelo governo do Estado e publicado em Diário Oficial de Mato Grosso, no dia 30/06/09.
Ademais, as terras da BR-070, tidas como impróprias para a agricultura na década de 70, adquiridas a preços irrisórios de mercado, hoje são as terras mais caras do município, inclusive onde a pauta de ITBI incide com maior valor na hectare, em torno R$: 3.000,00 (três Mil Reais), para transferência imobiliária. Ora, que futuro revela o valor das terras no interior do município, principalmente, aquelas da região de Corguinho e raizinha, com o menor valor de marcado, hoje? Quais são as fraquezas que precisam ser atacadas?
As terras da BR-070 é uma realidade. Porém, há outra realidade a ser considerada: a agricultura familiar, encontrada nos 11 assentamentos rurais, dezenas de comunidades rurais e nos três distritos, cuja base econômica é advinda da atividade agrária. Mas, se a agricultura familiar é uma força, por outro lado, a cultura agrícola do pequeno produtor (em muitos casos, do “aprendiz de produtor”), o desconhecimento técnico, a posse indevida da terra por atravessadores, a falta de incentivos financeiros e as políticas agrícolas constituem dificuldades acentuadas.
As estatísticas mostram que grande parte dos assentados que utilizaram os incentivos agrícolas, mormente aqueles do PRONAF “A” não conseguiram evoluir para o PRONAF “B”, por problemas de inadimplência. Esses problemas, se não dirimidos, podem redefinir o trabalhador rural em apenas homem do campo, produzindo bolsões de pobrezas, também, na Zona Rural, fenômeno até então, típico, das periferias dos grandes centros urbanos.
De qualquer forma, atentando-se para o gerenciamento, a agricultura familiar, produzida de forma tecnicamente orientada, é um filão econômico ainda pouco explorado, do ponto de vista de sua potencialidade e, se educarmos o nosso olhar, a atividade, somada aos bons desempenhos da agricultura mecanizada, já configurada em grande escala, pode resultar na principal vocação econômica nos próximos anos. Mas, só a agricultura é a nossa força? Por certo que não, a pecuária também vale a pena ser examinada.
Muitos moradores do campo, hoje, tem optado de forma clara pela criação em detrimento da produção, provavelmente, em face do retorno econômico e o custo/criação, principalmente na modalidade gado leiteiro e de cria/recria e engorda.
Nesta filosofia, os pequenos rebanhos são encontrados na grande maioria das propriedades rurais, sendo que os grandes rebanhos respondem por uma das maiores bacias leiteiras do Estado de Mato Grosso, chegando a produzir, em 2008, quase 10 milhões de litros de leite. Ademais, ela se apresenta com um rebanho também crescente, rebanho bovino próximo a 290 mil cabeças.
A pecuária é outra grande força vocacional. Cabe examinar sua prática no que concerne aos pequenos rebanhos, principalmente aqueles existentes nos assentamentos e comunidades rurais, já que estes carecem de maior proximidade do governo e de orientações técnicas para agregação de valor e garantias de mercados, embora as experiências têm se revelado a carência de matérias primas e não a ausência de mercados.
Há muitos indicadores vitais à pecuária, mesmo nos pequenos lotes das comunidades rurais. Ela é uma tendência capaz de vislumbrar um horizonte ainda mais promissor do que sua atual realidade. Mas não só ela. O turismo é outra força.
Antes qualquer comentário sobre o Turismo, enquanto vocação econômica, sem que nos embrenhemos pelas características sedutoras, precisamos analisá-lo para além dos “romances” de enredos melosos inspirando poesias. As belezas naturais devem sim despertar nossos sonhos, mas aqueles que a gente põe a cabeça nas nuvens, mas sem tirar os pés do chão. Assim sendo será concebível vocacionar o turismo como exploração e manejo sustentável dos recursos naturais, transferindo o sentimento poético para o turista e a renda para o nosso bolso.
Por outro lado, os valores culturais, tidos entre os mais ricos do Estado de Mato Grosso, em face da diversidade cultural, configuram outra força a ser agregada ao turismo de eventos de cunho social e religioso.
Precisamos também discernir que temos recursos naturais invejáveis à exploração do turismo, mas ainda não temos um programa efetivo do turismo local, a não ser os festivais de Praias de Jarudore e Poxoréu, cujos eventos tem se mostrado com uma certa regularidade e repercussão absolutamente positiva e o turismo de eventos, que assim se revela mais pela maciça presença de turistas, porém, em tese, seriam classificados como manifestações culturais. Ora, se sem a existência de um programa, propriamente dito, o turismo já encanta e atrai tanta gente a Poxoréu como ele seria se nós realmente o fomentássemos a esse patamar? Sem utopias. O desenvolvimento turismo não depende apenas do governo.
O fato incontestável é que o turismo é uma força e suas modalidades já foram definidas no Plano Diretor em 2006.
Algumas pessoas mais otimistas chegam a afirmar que ele é a principal vocação econômica do município, outros o reconhecem apenas como força, porém, não a mais forte vocação.
Todos reconhecem que Poxoréu possui riquezas naturais privilegiadas e que elas engrossam as estatísticas com inúmeras cachoeiras, águas termais, morros exuberantes, serras que se perdem no horizonte, canions, grutas sem fins e um lençol freático que aflora os mais abundantes recursos hídricos com águas fartas, potáveis e minerais. Reconhecem ainda que os eventos aquecem, sazonalmente, a economia e, mesmo sendo uma parcela ínfima, eles tem dado uma identidade cultural com expressão regional e nacional, como é o caso da Festa de São João Batista, os Festivais de Praia e o Encontro de Violeiros. Reconhecem ainda a força das manifestações culturais, principalmente a dança, a musica e a poesia, esta última configurada no Recital de Poesias da UPE, com 20 anos de realização, atrai olhares e admiração de muitos órgãos, exatamente porque difere das experiências comuns, na maioria dos municípios.
Evidentemente que considerar a agricultura, a pecuária e o turismo como únicas forças vocacionais, seria incorrer numa leitura reducionista e limitada das várias possibilidades econômicas. Reafirmamos que, atualmente, elas são as nossas mais fortes ferramentas para geração de renda.
Por outro lado, a exploração dos subprodutos da garimpagem é um outro projeto viável economicamente, porque o beneficiamento de pedras possui um mercado externo extremamente auspicioso. Nossa principal dificuldade é atrair os olhares da iniciativa privada, já que os projetos de governos iniciam e logo paralisam, mercê das políticas públicas e, muitas vezes, da absoluta falta de vontade política. Porém, neste particular, Poxoréu está dando os primeiros passos que podem resultar numa promissora jornada de resultados com a implantação da Oficina de beneficiamento de pedras para confecção de semi-jóias.
Há ainda a possibilidade de se radicar no município uma industria de beneficiamento do subproduto da garimpagem para fins de produção de manilha, lajota, postes de concretos e outros derivados da construção de pré-moldados e, neste sentido, a matéria prima é abundante.
É de se considerar, por outro lado, que Poxoréu tem ignorado, literalmente, a força da MT-130 enquanto corredor econômico, diferente do que fazem os municípios de Jaciara, Juscimeira e São Pedro da Cipa. As margens da MT-130, de longa data, já deveria ter sido melhor explorada como potencial econômico de pequenos comércios e da vitrine cultural e turística, cuja imagem seria marquetada, sem custos, pelos confins afora, no País, afinal, a máxima, principalmente para o Turismo é de “quem não é visto, também não é lembrado.”
Este texto é apenas uma reflexão incipiente, leve e preliminar que sinaliza a necessidade da construção de uma visão de futuro para Poxoréu, enquanto planejamento, afinal, “quem planeja tem um futuro, quem não o faz tem um destino” e o destino...
* Gaudêncio Amorim. Pedagogo. Cientista Político. Secretario de Planejamento da Prefeitura de Poxoréu.
A Internet tem se refletido na escola aumentando a distância entre professor e aluno. A forma de pensar, sentir, agir, aprender, comunicar, registrar, relacionar, tudo difere muito.
A agilidade mental do “aluno geração Internet” diante de um computador é impressionante: liga o MSN, abre o Orkut e o Facebook, faz o download de músicas em mp3, fala ao telefone convencional, passa mensagens pelo celular, olha um programa na TV, tira dúvidas perguntando ao “professor” Google, manda e recebe e-mails, comunica-se com novos amigos ao redor do planeta, ouve músicas e, com o livro didático aberto, ainda estuda para as provas. Tudo isso ao mesmo tempo!
O professor reclama de aluno indisciplinado e desmotivado. O aluno considera as aulas monótonas e sem graça. Ele não consegue ficar 50 minutos apenas ouvindo o professor falar.
A Internet (com todos os prós e contras) nos pegou de surpresa e nos colocou numa posição de mudança urgente. Temos de mudar porque não podemos acabar com a Internet. Ela veio para ficar.
Tudo mudou e nós, professores, temos de aprender a conviver com a internet e nos transformar em internautas? Para responder a essa pergunta precisamos analisar uma pesquisa que circula na Internet –fonte da pesquisa: ILEARNINGGLOBAL INDEPENDENT MARKETER, de 2005. Ela nos mostra a importância e a urgência da mudança da Educação para promover o desenvolvimento da geração Internet.
Algumas observações sobre a pesquisa:
Nos próximos 8 segundos, 34 bebês vão nascer. Como será o mundo para eles?
Em 1900, a Inglaterra era o país mais rico, com o maior exército, o maior centro financeiro e de negócios, tinha a educação mais forte, a melhor qualidade de vida...
E em 2006, os Estados Unidos formaram no ensino médio 1.3 milhões; na Índia, 3.1 milhões e na China, 3.3 milhões (100% falam Inglês). É previsto que a China será, em 10 anos, o primeiro na Língua Inglesa – há 60 ou 40, até mesmo, ou 20 anos ninguém poderia prever isso.
Há 10 anos, não havia tantas especializações como existem hoje. Agricultura orgânica, Negócios pela Internet, Tecnologia.
As pessoas de 21 anos hoje já assistiram 20 mil horas de televisão; jogaram 10 mil horas de videogame; falaram ao telefone 10 mil horas e mandaram e receberam 250 mil e-mails ou mensagens no celular.
Mais de 70% das crianças de 4 anos, nos Estados Unidos já usaram um computador.
O rádio demorou 38 anos para conquistar uma audiência de 50 milhões; a TV, 13 anos e o computador, 4.
Em 1984, havia mil aparelhos de computador; em 1992 (8 anos depois) havia um milhão; em 2006 (14 anos depois) havia 600 milhões.
A primeira mensagem comercial do celular foi enviada em 1992 e hoje o número dessas mensagens enviadas e recebidas é mais que a população do planeta.
A Internet se tornou popular em 1995. 1 em 8 casais nos Estados Unidos se conheceu on-line.
Em 2006, seis bilhões de dólares circularam no e-bay, que foi fundado em 1996.
Aproximadamente 2.7 bilhões de buscas foram feitas no Google, em apenas um mês.
Entre 2003 e 2005, dez milhões de assinantes novos visitaram o myspace; atualmente, ele tem 230 mil assinantes novos por dia.
YouTube iniciou em 2005 e cresceu rapidamente com mais de 100 milhões de visitantes.
Quase 2 bilhões de crianças de terceiro mundo, 1 em 3, não completaram a 5ª série e nunca seguraram um livro. Contudo, existe o projeto OLPC (One Laptop Per Child Project), que começou em 2007 a entregar um laptop para cada criança.
Diante dessa explosão chamada Internet, será que nós, professores, podemos continuar com a educação tradicional que tem quase nada a ver com a realidade do aluno?
Perguntas importantes que todos os brasileiros deveriam fazer:
Ao aluno, o que ele está aprendendo na escola?
Ao professor, o que ele está ensinando para o aluno entender o século XXI?
Ao diretor da escola, quais as condições que ele está oferecendo aos seus professores para prepararem os estudantes para o século XXI?
Às autoridades educacionais, qual é a sua visão de educação para o presente e futuro dos estudantes? Quais as mudanças na legislação que são necessárias?
O que os estudantes precisam aprender para viver no século XXI? Talvez a educação criativa possa ajudar mudando totalmente a metodologia nas escolas, de tradicional para criativa.
Contudo, o que é metodologia criativa?
Glorinha Aguiar, especialista em Educação Criativa (na prática). Contato: glorinhaaguiar@uol.com.br . Fonte: JORNAL VIRTUAL PROFISSĂO MESTRE Profissăo Mestre – Ano 7 Nº 137 – 02/10/2009 - www.profissaomestre.com.br .
Tribunal Aprova Contas de 2008 e multa o ex-prefeito Antonio Rodrigues
Assessoria TCE
O Tribunal de Contas de Mato Grosso, em sessão ordinária no dia 29/9, estipulou prazo de 60 dias para que o ex-prefeito de Poxoréu devolva aos cofres municipais a importância de R$ 12,7 mil, o equivalente a 397,05 Unidades Padrão Fiscal, bem como pague multa no valor total de R$ 14 mil ao Fundecontas. No caso da multa, o prazo para recolhimento é de 15 dias.
As punições foram aplicadas pelos conselheiros do TCE durante a votação das contas anuais de 2008 da Prefeitura, julgadas regulares com determinações legais e recomendações. O processo foi relatado pelo conselheiro Waldir Júlio Teis.
De acordo com o relator, as restituições se deve ao pagamento de juros e multas no recolhimento atrasado de INSS e a concessão irregular de adiantamento a servidores municipais. Já a multa, correspondente a 70 UPF-MT, deve-se a falhas de natureza contábil, controle interno deficiente e, ainda, envio intempestivo de informações eletrônicas ao TCE.
O ex-prefeito também foi multado em 370 UPF-MT em razão da inadimplência, ao longo do exercício de 2008, de informações ao Sistema Geo-Obras. Essa irregularidade, segundo o relator, gerou a instauração de representação interna do TCE. Mesmo após ser notificado e de justificar a falha, o ex-gestor não inseriu nenhuma informação.
A Prefeitura de Poxoréu obedeceu aos limites e percentuais de aplicação obrigatória estabelecidos pela Constituição e pela Lei de Responsabilidade Social. Foram investidos no ensino o equivalente a 27,9% e na saúde o percentual de 17% da receita base. O Município ainda apresentou superávit de mais de R$ 4,2 milhões, ao comparar a receita arrecadada de R$ 23,7 milhões com as despesas realizadas, no montante de R$ 19,5 milhões.
Manter o prédio limpo e organizado e a manutenção das instalações em dia é uma das ações pedagógicas que cabem ao gestor
Fernando José de Almeida
A escola é um espaço, mas as paredes das salas, a quadra de esportes e os corredores são apenas o suporte para a aprendizagem de cada aluno e também para o trabalho de professores, funcionários, coordenadores e diretor. As dimensões dela se alteram conforme o papel de diretor-arquiteto desempenhado por aqueles que a gerem pedagogicamente.
Primeiro agente socializador da criança depois da família, a escola é o meio que a sociedade criou para dizer a ela "aqui temos um lugar para receber você!". A pessoa que a espera na porta deve estar pronta a lhe dar as boas-vindas. O portão e o muro bem pintados, os impecáveis corredores que levam do pátio até a sala, as paredes que exibem os trabalhos feitos em classe: tudo é a prova de que houve uma preparação para bem recebê-la. "Eu sou importante", ela pensa. E a segurança sobre essa sua importância é levada para a vida, e não apenas durante os anos de estudos.
Portanto, limpeza, ordem, boa sinalização, manutenção regular e cuidado com cada ambiente são agentes formais do espaço escolar que vão muito além da burocracia. Organizar um refeitório acolhedor e que permita a todos ganhar autonomia ao se servir e compartilhar a refeição com prazer, por exemplo, é um meio de demonstrar esse cuidado - como mostra reportagem da revista GESTÃO ESCOLAR de agosto/setembro. Ações como essa fazem parte do processo pedagógico, pois ninguém aprende onde não há um clima de respeito e de segurança.
O desenho de maquetes educacionais como essa e a definição do uso que terão vêm de um bom escritório de arquitetura com sede nas ideias do gestor, assim como nas de toda a equipe e dos pais.
O papel desse diretor-arquiteto é também permitir que se estabeleçam dois conceitos espaciais relacionados à escola: o primeiro é que ela é um local do aluno - e da sociedade. Lembro-me de uma pesquisa feita por estudantes da 5ª série com pessoas que levavam os cachorros para passear. A garotada constatou que o ponto escolhido para que os animais fizessem suas necessidades era a calçada e os muros da escola pública do bairro. Por quê? "Porque era um local público", respondiam. Para elas, o que é público não é de ninguém. Por isso, é necessário criar a consciência de que a escola é pública porque é de todos!
Sendo assim, as grades, por exemplo, nem sempre são uma proteção, pois a população do entorno pode pensar: "Esta grade é para proteger a escola de quem, senão de nós que moramos aqui?" A melhor forma para fazer a comunidade se apropriar dela como um bem público é abrir suas portas. Escolas que têm familiares de alunos e moradores do entorno envolvidos são mais limpas, menos depredadas, mais alegres.
O segundo conceito é que o espaço escolar decresce com o tempo. No início de nossa vida, a escola nos parece imensa, quase fantasmagórica. Os corredores não têm fim. Os professores são enormes. O corpo, a voz, as manias e a sabedoria deles não têm tamanho! No entanto, quando voltamos lá, décadas depois, vemos que ela não era tão grande e sentimos certa decepção. Corredores estreitos, salas apertadas. Parece que até os professores encolheram!
Mudamos nós ou mudou ela? É função da escola fazer com que o tamanho dela pareça menor quando se alargam os horizontes do aluno em relação ao conhecimento das Ciências, da literatura, da História, da Geografia. Quando faz isso, ela leva o jovem a ter coragem de participar e de caminhar com suas pernas pelo amplo mundo que o cerca! Quanto mais cumpre sua missão de ampliar os espaços de participação, mais a escola se encolhe, pois o aluno cresce em capacidade de ver e criar horizontes espaciais mais ousados e próprios.
Fernando José de Almeida (gestao@atleitor.com.br) É filósofo, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e vice-presidente da TV Cultura - Fundação Padre Anchieta. Artigo original publicado na Revista Nova Escola - http://revistaescola.abril.com.br/
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