Eleições 2016

Principais datas do calendário das eleições municipais de 2016

Revista Consultor Jurídico

O calendário das Eleições Municipais de 2016, aprovado pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral em novembro do ano passado, incorpora as modificações introduzidas pela Lei 13.165, aprovada pelo Congresso Nacional em 29 de setembro de 2015. O calendário contém as datas do processo eleitoral a serem respeitadas por partidos políticos, candidatos, eleitores e pela própria Justiça Eleitoral.

Conforme o previsto na Constituição Federal, a eleição será no dia 2 de outubro, em primeiro turno, e no dia 30 de outubro, nos municípios onde houver segundo turno. Os eleitores vão eleger os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.

Convenções partidárias

As convenções para a escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações devem ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto de 2016.

Registro de candidatos

Os pedidos de registro de candidatos devem ser apresentados pelos partidos políticos e coligações ao respectivo cartório eleitoral até às 19h do dia 15 de agosto de 2016.

Propaganda eleitoral

A campanha eleitoral foi reduzida de 90 para 45 dias, começando em 16 de agosto. O período de propaganda dos candidatos no rádio e na TV também foi diminuído de 45 para 35 dias, tendo início em 26 de agosto, em primeiro turno.

Programas de rádio e TV de pré-candidato

A partir do dia 30 de junho fica vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa e de cancelamento do registro da candidatura.

Condutas vedadas

Três meses antes das eleições, a partir do dia 2 de julho, os agentes públicos ficam proibidos das seguintes condutas:

— Nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, remover, transferir ou exonerar servidor público, ressalvados os casos de: nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança; nomeação para cargos do poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República; nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até 2 de julho de 2016; nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do chefe do Poder Executivo; transferência ou remoção de militares, de policiais civis e de agentes penitenciário;

Também a partir dessa data é vedado aos agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estejam em disputa na eleição:

— Com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral;

— Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e de televisão, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo.

Ainda é vedada a realização de inaugurações, a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos e o comparecimento de qualquer candidato a inaugurações de obras públicas.

Emissoras de rádio e TV

A partir do dia 6 de agosto as emissoras de rádio e de televisão não poderão veicular em programação normal e em noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, seus órgãos ou representantes; dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação.

Comício e sonorização

A partir do 16 de agosto, quando começa a propaganda eleitoral os candidatos, os partidos ou as coligações podem fazer funcionar, das 8h às 22h, alto-falantes ou amplificadores de som, nas suas sedes ou em veículos. Também os partidos políticos e as coligações poderão realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8h às 24h, podendo o horário ser prorrogado por mais duas horas quando se tratar de comício de encerramento de campanha.

Internet

Também a partir de 16 de agosto começará o prazo para a propaganda eleitoral na internet, sendo vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga.

(Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE).

Fonte: Revista Consultor Jurídico - www.conjur.com.br



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 21h31
[] [envie esta mensagem] []



Obituário

DONA LIA

Nascida em janeiro de 1934, faleceu nesta sexta-feira, dia 1º de julho, dona Maria Fernandes Catalá, mais conhecida por Lia Catalá, viúva de Basílio Catalá. Dona Lia deixa os filhos Sirlena, Adolfo, Darlene e Meriene, genros, nora, netos, bisnetos, demais familiares, amigos e simpatizantes. O corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Poxoréu.

_______________

- AROLDO ROCHA - Palmeiras-Bahia, Poxoréu e Cuiabá ficaram órfãos de uma "CRIATURA", como se diz no Velho Chico, que derramou atenção, carinho e amor por onde passou. Tanto para os filhos Sirlena, Adolfo, Darlene, Meriene Fernandes Catala, netos, genros e nós que aprendemos a amá-la ou simplesmente para suas clientes de costura. Falo de D. LIA, uma mulher de coração grande que coube além da família e amigos muitos dos quais se reuniam aos sábados em sua casa para um chá da tarde ou simplesmente alguém como eu que sempre que podia passava lá para tomar um gostoso café que vinha sempre acompanhado de um delicioso bolo. D. Lia se foi mas deixou exemplos e ensinamentos que guardamos e passamos pros nossos filhos. Sabemos que todo dia, toda hora alguém nos deixa mas é certo que muitos deixam saudade e um vazio enorme. D. LIA, deixará muito mais e será diferente. Ela nos deixará alegria. Alegria de ser seu amigo. Sem autorização de Adolfo e de minha comadre Sirlena Coutinho, eu diria mais. Ter sido, Seu filho! Descanse em paz amiga. Aqui enquanto estivermos, seguiremos os seus passos e abraçaremos e amaremos sempre os seus filhos e aqueles que são seus.

- BRUNO MARINI - Recebi a noticia do falecimento de dona Lia, mãe de Adolfo, Meriene, Darlene, Sirlene e a eles todos vai meu abraço e meus sentimentos.  Tantas coisas teria pra lembrar de dona Lia, mas aqui quero lembrar dela como a "costureira do Coral de Armando". Pois foi ela que fez todas as uniformes de 50 moços e meninas que em 1972 foram a Cuiabá e tiraram o 1° lugar do FESTIVAL ESTUDANTIL DA CANÇÃO. Eram uniformes simples, coloridas: cores e imagens da terra de garimpeiros. Terra de pessoas nobres, mesmo lutando pra enfrentar e superar as dificuldades diárias. Dona Lia, artista na arte da costura, soube resumir tudo isso juntando um brilho de orgulho e vontade de resgate de um povo em busca do próprio destino. Adeus dona Lia, quem sabe um dia a senhora costurar uma uniforme pra mim em qualquer outra parte do Universo.

- LAURA ANDRÉIA DORILÊO - Tive a sorte de crescer na sua casa e de ser sempre muito bem vinda nela sempre. Em Poxoréu, perto da barragem, ou em Cuiabá... Cada memória é tão viva em mim que, quando fecho os olhos, ouço o barulho da maquina de costura e da sua forma carinhosa de nos receber falando: "Eeeei". Tive a felicidade de compartilhar do amor que Adolfo, Sirlena Coutinho, Meriene Fernandes Catala e especialmente madrinha Darlene Castro Catalá Silva receberam de vc. Depois vi seu exemplo de fé e honestidade se estender aos netos, agora, aos bisnetos. Tive a honra de aprender que uma família de verdade se faz com um cerco de amor, respeito e solidariedade. Obrigada por ser um pouco minha mãe também. Que Nossa Senhora te receba com os braços os abertos no céu.

- MARLENE COUTO - Lia,que Deus te receba com os braços abertos. Você concluiu sua missão aqui nesta terra. Descanse em paz,Lia,você merece. Nossos sentimentos à toda a família.

- FATIMA MORBECK ELIAS- Dona Lia partiu, foi morar com o Pai, tenho certeza que o céu está em festa pois está recebendo uma pessoal muito especial, que foi uma Mãe amorosa e uma amiga para todos aqueles que conhecia.Sei o quanto dói essa partida, mas Deus não desampara seus filhos e lhes dá força e coragem para suportar. Um abraço fraterno.

- ELIETE VIEIRA- meus sinceros sentimentos de pesar pelo chamado que Deus fez a mãe LIA CATALÁ, para o Reino celestial. Tenham forças e que ela descanse em paz.

- ADEMIR BONELLA - no velório de Dona Lia ouvi uma frase que disse tudo: "Dona Lia foi unanimidade em qualquer lugar que estivesse”. Fique c Deus e Nossa Senhora.



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 14h16
[] [envie esta mensagem] []



Poxoréu I

Poxoréu tinha tudo pra dar certo

 Eduardo Gomes - MT Aqui Online

Fotos: Felipe Barros

Poxoréu tinha tudo pra dar certo, mas não foi bem assim. Parte do centro ainda resiste e mantém ares de normalidade, com razoável movimentação. Porém, no conjunto, a cidade agoniza.

Em 1960 o município tinha 16.687 habitantes. Desde então, a população nunca foi tão reduzida quanto agora: 16.441 residentes. Há alguns anos o índice de crescimento populacional é negativo. Somem-se a isso preocupantes indicadores sociais e o desmembramento político de Primavera do Leste. O município perdeu a vitalidade econômica desde que o garimpo entrou para a história. Resta à força da pecuária com suas 300 mil cabeças bovinas, que gera poucos empregos da porteira pra dentro.

documentosEm 2016 o caos não dá lugar à comemoração pelos 78 anos de emancipação de Poxoréu, data que na época das vacas gordas era celebrada com festança em 26 de outubro. A luz no fim do túnel aponta para a MT-130, a rodovia que cruza o perímetro urbano e será uma das principais de Mato Grosso, pois é rota obrigatória das commodities de Paranatinga e região ao terminal ferroviário de Rondonópolis. Dos bons tempos do garimpo não resta nem mesmo o xibiu que os capangueiros refugavam.

A realidade mostra que o momento é de tirar as pedras do caminho pra encontrar o diamante sem jaça e, assim, bamburrar. A outrora Capital dos Diamantes não aguenta mais ficar blefada.

Situada entre Rondonópolis, Primavera do Leste e Campo Verde, Poxoréu está em descompasso na região mais desenvolvida de Mato Grosso. A riqueza da cidade escapou por entre as mãos.

Agências bancárias baixaram as portas, a 5ª Zona Eleitoral foi removida para Nova Mutum e figuras ilustres pegaram a estrada, se mandaram para outros lugares, de onde arrotam suspeita paixão pela terra que um dia também foi deles. O êxodo esvaziou o lugar, mas a Santa Sé permanece firme, com sua Matriz São João Batista e outras igrejas, e seu foco continua nos índios xavantes e bororos, sem perder de vista a população urbana e rural, que em boa parte se converteu às denominações evangélicas, que abriram templos por todos os cantos.

A vida segue ao ritmo do tique-taque, avançando, mas diferente dos anos 1940, 50 e 60, época em que a elite econômica e os novos ricos do garimpo usavam o avião como meio de transporte.

Uma das rotas Cuiabá-Belo Horizonte, operadas pela extinta companhia Real Aerovias, fazia escalas na cidade com seus bimotores DC-3. O município vivia um período de opulência no ciclo do diamante. 

Nas décadas de 1960 e 70, quando a agência do Banco do Brasil não dispunha de numerário para grandes saques – então comuns –, o gerente recorria a um velho conhecido de todos, Prisco Menezes, o ex-garimpeiro que se tornou milionário emprestando dinheiro a juros. Àquele tempo o médico e ex-prefeito Antônio dos Santos Muniz, o Doutor Muniz, dizia que a cidade era um verdadeiro ímã, que segurava todos que chegassem. O Doutor Muniz era exceção quanto ao poder de sedução de Poxoréu: um dia ele trocou a Boa Terra da Bahia por aquele lugar, de onde saiu às pressas para Rondonópolis deixando pra trás inclusive o mandato na prefeitura, após ser derrubado do cargo num verdadeiro golpe de Estado em dimensão municipal.

Por volta de 1980, com os primeiros sintomas da exaustão do diamante, levas de garimpeiros migraram para Juína. No auge do garimpo – estimava João de Barro, antigo morador do distrito de Alto Coité, seis mil aventureiros arriscavam a sorte em Poxoréu.

Garimpo não era a única aventura. Para o paulista Jubal Martins da Siqueira, ex-vereador e ex-pecuarista já falecido, em nenhum lugar do mundo se joga tanto quanto em Poxoréu. O jogo a que Jubal se referia é o baralho, mesmo. São muitos os tunguetes e casas onde as cartas correm soltas madrugadas adentro. Jubal era falante sem perder a verdade nem abrir mão da seriedade.
 

Em 1969 Jubal construiu na fazenda Lidianópolis, de sua propriedade, a primeira piscina da zona rural de Poxoréu.

Antes da piscina de Jubal, em 1966, chegou ao distrito de Paraíso do Leste o mineiro, descendente de italianos, José Nalon, acompanhado por familiares, e iniciou ali, naquele ano, o plantio da primeira grande lavoura de fumo para a indústria tabagista de que se tem registro em Mato Grosso. O pioneirismo dos Nalon não parou por aí. Trinta anos depois, Manoel Nalon, filho do fumeiro, liderou um movimento que resultou na tentativa da cultura do maracujá em escala no município.

documentosO Morro de Mesa foi a referência geográfica aos garimpeiros que no final do século XIX buscavam o diamante nas altas cabeceiras do pantaneiro rio São Lourenço. Agora, é ponto turístico, mas sem exploração – cartão-postal que a prefeitura não sabe valorizar.

A colonização do lugar começou em 1924 com o garimpo. Quatorze anos depois Poxoréu era cidade, não sem antes ser destruída por um incêndio que devorou seus primeiros casebres. No ano seguinte à emancipação, o coronel Luizinho – que na bia batismal recebeu o nome de Luís Coelho de Campos – foi empossado intendente, que era a denominação do prefeito à época.

Rica em diamante, Poxoréu ganhou representatividade política. O ex-senador Louremberg Nunes Rocha, que nasceu naquele lugar, conta que na eleição para presidente da República em 1950 todos os candidatos foram à sua cidade.

A representatividade política numa visão doméstica em Poxoréu é atípica. Filho do ex-prefeito Joaquim Nunes Rocha, Lindberg Nunes Rocha administrou o município em vários mandatos; a prefeita Jane Maria Sanchez Lopes é sua mulher e Louremberg, seu irmão. Antes da figura da reeleição, Lindberg cismou em permanecer na prefeitura após seu mandato. Para tanto lançou seu primo Lucas Ribeiro Vilela à sua sucessão. Com a força do clã Rocha, Lucas ganhou de barbada. Juntos os dois primos protagonizaram um episódio talvez inédito na política nacional. Eleito, o parente deixou as chaves da prefeitura e junto com elas uma procuração com plenos poderes ao antecessor. Essa situação perdurou ao longo do mandato.

“O problema do diamante é que ele não dá duas safras”, resume o ex-garimpeiro e agora parceleiro do Incra João Gualberto Guimarães, o João Gogó. A opinião de João Gogó reflete parte do problema, que é maior porque a incompetência dos prefeitos nunca deu passagem à alternativa econômica. Tanto assim que uma infeliz poligamia do município com o Estado e o governo federal resultou na criação de dois projetos Casulo periféricos à cidade, onde foram assentados ex-garimpeiros. Todos os que bebem água, à exceção de alguns em Poxoréu, sabem que o homem acostumado ao garimpo não se adapta à agricultura familiar. Por isso, os Casulos foram pro beleléu.

documentosO diamante escafedeu-se e o pouco do que resta enfrenta o travamento do Ibama. Sem garimpo, não há onde trabalhar. Por isso há silencioso e permanente êxodo em busca de oportunidades. Muitos fazem as malas e se mandam para Primavera do Leste e Rondonópolis, onde mão de obra ociosa é igual fantasma – pode até existir, mas ninguém vê.

Nenhuma zona boêmia ganhou tanta fama em Mato Grosso quanto a Rua Bahia, no centro de Poxoréu. No começo dos anos 1970, quando o garimpo estava no auge, mais de 20 boates mantinham acesas suas luzes vermelhas, com suas vitrolas no volume máximo ou ao som do maestro Marinho Franco. Em frenesi, as mulheres dispostas a tudo, com suas roupas provocantes e carregadas com maquiagem que realçava a beleza e escondia a feiura.

O coração de Poxoréu batia mais forte na Rua Bahia, onde garimpeiros endinheirados lavavam o chão dos cabarés com cerveja Brahma gelada e pagavam o doce sabor do sexo com a moeda mais forte e conhecida por todos: o diamante.

À noite a Rua Bahia fervilhava; na madrugada, mais ainda. Onde se garimpa diamante a criminalidade é zero ou quase isso, ao contrário das praças das fofocas do ouro. Com sua riqueza, seu sexo, sua farra e seu jogo, Poxoréu foi paraíso.

Quando o último boêmio saía do cabaré e as portas e janelas se fechavam no salão silencioso e impregnado pelo azedume da cerveja e do conhaque derramados, Poxoréu voltava ao garimpo, para mais tarde, tão logo o sol se pusesse, voltar a viver gostosa noite de orgia.

As mulheres da Rua Bahia conviviam bem com a população e embarcavam para Cuiabá ou Rondonópolis nos ônibus da empresa Baleia junto com os demais passageiros. Normalmente saíam em pequenos grupos para as compras na "Loja Para Todos", do Bartolomeu Coutinho, o Bartô, em outros pontos do comércio ou em busca de uma agulhada de Benzetacil na farmácia de seo Amarílio de Britto, pra curar incômoda gonorreia. Algumas, mais atiradas, entravam na Matriz para preces a Jesus, o Senhor que perdoou Madalena. Os rufiões também se misturavam ao povo, onde se abrigavam os coronéis das quengas e os gigolôs. O Cine Roma elas conheciam somente pelo lado de fora, porque a exibição dos filmes coincidia com o horário do trabalho da profissão mais antiga do mundo.

Sem o diamante, a Rua Bahia morreu. Seus cabarés viraram ruínas e as pedras de seu calçamento não escutam mais os ais do prazer, ouvem apenas o cortante silêncio sepulcral de uma triste cidade sem garimpo, sem zona boêmia, sem rumo.

Mesmo que a cidade retome sua movimentação, dificilmente a Rua Bahia ressuscitará. O sexo perdeu o quê de boemia, ganhou espaço entre a juventude com sua parafernália nas redes sociais. O casamento já não é mais o mesmo. A vida mudou. Falta agora a mudança de Poxoréu, ou melhor, seu reencontro com a vitalidade econômica para que seu povo tenha melhor qualidade de vida e sua força de trabalho encontre o que fazer perto de casa.

Em 1949, usurpando o papel do governo no melhor sentido da palavra, o garimpeiro mineiro e residente em Poxoréu Jacinto Silva rasgou a machado a rodovia Deputado Osvaldo Cândido Pereira (MT-130). Nos anos 1980 ela foi pavimentada pelo governador Júlio Campos. Agora vai ganhar intensa movimentação com o transporte de commodities agrícolas para o terminal da ferrovia em Rondonópolis.

Poxoréu não tem política para incentivar investidores da agroindústria, de modo a descentralizar a concentração das fábricas que constroem plantas nas boas cidades que a circundam. Pela MT-130 a cidade tem escoamento garantido. Falta produzir antes que a juventude parta em busca do amanhã que a bruma administrativa não deixa clarear sobre a antiga Capital dos Diamantes.


Fonte: http://www.mtaquionline.com.br/node/5565



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 12h37
[] [envie esta mensagem] []



Poxoréu II

SERVIÇO:

 documentosPoxoréu, na região sul, dista 240 quilômetros de Cuiabá, 85 quilômetros de Rondonópolis e 40 quilômetros de Primavera do Leste.

O principal acesso é a MT-130.

A pista do aeroporto não é pavimentada.

A cidade fica à margem do rio Poxoréu, nome que para os bororos quer dizer água escura.

O Produto Interno Bruto (PIB) do município é de R$ 400.038.000.

A renda per capita de Poxoréu é de R$ 23.644,33.

O Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,678 numa escala de zero a um.

Poxoréu realizada anualmente um grande evento artístico e cultural: o Encontro Nacional de Violeiros, em data móvel entre abril e maio. Neste ano o Encontro aconteceu em maio, e como tradicionalmente acontece, reuniu alguns dos principais violeiros brasileiros.

O desmembramento territorial de Poxoréu permitiu a criação dos municípios de Rondonópolis, São José do Povo, Pedra Preta, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Jaciara, Dom Aquino, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste e parte de Campo Verde.

INFOGRAFIA: Édson Xavier (065.9.9942-2534)

______________________________

Jarudore a um passo da guilhotina

 Eduardo Gomes - MT Aqui Online

documentosPoxoréu tem um distrito ameaçado e extinção. É Jarudore, que está a um passo de ser riscado do mapa como aconteceu em 2012 com Estrela do Araguaia, que pertencia a São Félix do Araguaia, Alto Boa Vista e Bom Jesus do Araguaia, onde o Estado Brasileiro criou a terra indígena Marãiwatsédé, destinada ao xavantes.

Resumidamente a realidade de Jarudore é o que está escrito na sequência. Comunidade não se faz somente com história, mas e principalmente com gente: daí a citação do personagem Otávio.

 

Um dos graves problemas enfrentados por Mato Grosso é a insegurança jurídica quando o assunto é terra indígena ou criação e ampliação dessa. Em dezembro de 2012 a população assistiu perplexa milhares de brasileiros que há décadas viviam na antiga fazenda Suiá-Missú serem arrancados de suas casas, despojados de suas terras e lavouras e jogados à margem das estradas por forças federais, que cumpriam a desintrusão que abriu espaço ao Território Indígena Marãiwatsédé, com 155 mil hectares, em Alto Boa Vista, São Félix do Araguaia e Bom Jesus do Araguaia, no Vale do Araguaia.

A truculência contra os brasileiros despejados de Suiá-Missú foi além do que se podia imaginar. Máquinas sob a proteção de armas de guerra demoliram a vila Estrela do Araguaia com suas casas, igrejas, escolas, saúde pública, estabelecimentos comerciais e as demais paredes que um dia formaram uma cidade embrionária. No campo, as casas, currais e as cercas também foram demolidos e lavouras sequer puderam ser colhidas. Praticou-se naquela área a política da terra arrasada.

O choro de tantos homens e mulheres de mãos calejadas, de tantas crianças arrancadas da sala de aula e do convívio social em seu universo não chega a Brasília aos insensíveis ouvidos dos doutores da lei e da classe política que tem força para promover mudanças, mas que opta pelo comodismo da sobrevivência grupal.

O que aconteceu em Estrela do Araguaia e na zona rural de Suiá-Missú foi o primeiro ato de uma selvagem política antinacionalista orquestrada por ONGs internacionais com a bênção da Funai e de outras ilhas governamentais do poder. Se não houver uma corrida contra o tempo, liderada por alguém suficientemente corajoso para defender os interesses de Mato Groso e sua gente, outras localidades também serão varridas do mapa.

Mato Grosso tem 58 terras indígenas com área global de 12.586.568 hectares (sem georreferenciamento) onde vivem 46.538 índios de várias etnias. A política indigenista trabalha a regularização de outras 35 terras sendo que sete já foram consideradas “Declaradas”, quatro receberam a definição de “Delimitadas” e 25 estão em “Estudo” – sendo 12 para ampliação e 13 para criação.

Não é possível avaliar qual seria a área indígena global uma vez consumada essa política indígena, porque nem mesmo a Funai sabe qual a superfície a ser expandida nem a que se pretende criar.

A política indígena é executada na esfera federal, mas pode ser contraposta pelos estados. Mato Grosso está numa perigosa encruzilhada: ou enfrenta o problema propondo a manutenção do status quo ou cruza os braços e se prepara para reviver novas Suiá-Missú.

Jarudore é um distrito de paz de Poxoréu, numa área de 4.706 hectares no ponto equidistante entre aquela cidade e Rondonópolis. A gleba é povoada por 2 mil habitantes. A área urbana tem avenida pavimentada, escola estadual, cartório de paz, energia elétrica, supermercados, bares, restaurantes, posto de combustível, oficinas mecânicas, telefonia fixa, policiamento, transporte regular intermunicipal e igrejas. A zona rural é dividida em sítios, pequenas fazendas e chácaras onde predomina a pecuária, pela topografia acidentada do terreno e o solo arenoso.  

Atendendo pedido do marechal Cândido Mariano da Silva Rondon a área de Jarudore, de 4.791,33 hectares (corrigida para 4.706 hectares) foi desmembrada de outra, do Estado, pelo Decreto 664, de 18 de agosto de 1945, baixado pelo interventor federal Júlio Müller. O objetivo de Rondon era criar um núcleo de suporte ao vaivém dos índios bororos canoeiros que subiam e desciam o rio Vermelho entre as reservas Merure e Sangradouro/Volta Grande, no cerrado bem distante, na região de General Carneiro, e Tereza Cristina e Perigara, no Pantanal. A mesma função tinha a reserva Tadarimana, de 9.612,69 hectares, também da mesma etnia, mais ao sul, nas imediações de Rondonópolis. Tadarimana, de terra fértil, ao contrário de Jarudore, sempre foi ocupada pelos bororos permanecendo intocável sob tutela da Funai.

Em 26 de junho de 1947 o governador Arnaldo Estevão de Figueiredo baixa o Decreto 314 criando a Escola Estadual Franklin Cassiano da Silva, que em 66 anos de funcionamento ininterrupto formou gerações de jarudorenses.

Em 20 de agosto de 1958 o Cartório do Registro de Imóveis da Comarca de Poxoréu averba a matrícula 3.547 da área de Jarudore para a Funai e em 25 de dezembro daquele ano o governador João Ponce de Arruda sanciona a Lei 1.191 criando o Distrito de Paz de Jarudore com base num projeto de lei do deputado Mário Spinelli (PSP) aprovado pela Assembléia Legislativa.

Em 9 de julho de 1959 o chefe do Serviço de Proteção dos Índios (SPI – antecessor da Funai) da 6ª RI, Alfredo José da Silva, transfere a área denominada “Aldeia Jarudori”, com 4.706 hectares ao município de Poxoréu, porque o SPI não tinha interesse em sua posse. O ato acontece de modo oficial numa Sessão Especial da Câmara Municipal do Poxoréu presidida pelo vereador Manoel Rodrigues de Carvalho, para tratar do assunto. Diante da oferta, os vereadores presentes aprovam por unanimidade autorização ao prefeito Manoel Dióz Silva para receber a citada área e proceder gestões junto ao governo de Mato Grosso para sua efetiva documentação. O prefeito acata a decisão da Câmara e registra o ato em livro próprio do Município. O livro onde se lavrou o ato desapareceu dos arquivos da prefeitura.

Em 1973 somente o capitão bororo Henrique, a mulher dele, dona Ana, e a filha do casal e professora no distrito, Maria, residem em Jarudore. Os demais de sua etnia abandonaram Jarudore e se mudaram para a reserva Sangradouro/Volta Grande. “Capitão” era designação de cacique.  

Em 1978 bororos levam o capitão Henrique e seus familiares para Sangradouro/Volta Grande. Com a saída família, a área onde viviam é ocupada pelo capitão José Luiz Quearuvare – também grafado Kiaruvare.

Em 22 de junho de 2006 a cacique Maria Aparecida Toro Ekureudo, da reserva Sangradouro/Volta Grande chega a Jarudore à frente de um grupo de 32 bororos, ocupa um sítio distante sete quilômetros da área urbana e cujo posseiro é estranho aos moradores e fixa o cartaz: “Área Indígena Aldeia Nova Bororos”. No dia 25 daquele mês o procurador da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar, e o procurador Federal Cezar Augusto Lima Nascimento, representando a Funai, ingressam com uma Ação Civil Pública com pedido de eliminar de antecipação de tutela específica ao juiz da 3ª Vara da Justiça Federal em Cuiabá, César Augusto Bearsi, pela reintegração da área de Jarudore aos bororos. Em 13 de novembro daquele ano a Assembleia Legislativa realiza em Jarudore Audiência Pública requerida pelo deputado Zé Carlos do Pátio (à época do PMDB e agora SD) na tentativa de encontrar solução para a disputa pela posse da terra entre os índios e os moradores na área, mas o impasse continua.

Não há tranquilidade nas casas em Jarudore. Todos os olhares se voltam aos carros que despontam na curva, que pode liderar um comboio militar para botar a população ao léu.


Fonte: http://www.mtaquionline.com.br/node/5565



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 12h28
[] [envie esta mensagem] []



Poxoréu III

De São Desidério pra Jarudore

 Eduardo Gomes - MT Aqui Online

documentosSeca que parecia não ter fim. A terra esturricada pela inclemência do Sol não produzia e o garoto Otávio cortava palma de gado – cacto sertanejo - para manter em pé as vaquinhas curraleiras no sítio de sua família em São Desidério, no oeste baiano.

A labuta era pesada e incessante. A família de Otávio se juntou a outras da vizinhança fretando um pau de arara para tirá-los da aridez e levá-las a um canto de Mato Grosso que sequer aparecia nos mapas: Poxoréu.

Assim, aos 11 anos o pequeno Otávio virou retirante da seca nordestina. Sessenta e oito baianos de todas as idades – 14 crianças – e de vários sobrenomes pegaram a estrada empoeirada e que parecia sem fim. 

Sem um palmo de asfalto o caminhão Ford Big Job cruzou a Bahia, atravessou o norte de Minas e Goiás, entrou em Mato Grosso e a aventura que se estendeu por um mês chegou ao fim, em Poxoréu, numa tarde de setembro, há 65 anos. O possante freou pela última vez na longa jornada pelo interior do Brasil. De sua carroceria primeiro desceram os homens. Uma escada na parte traseira facilitou o desembarque das mulheres e crianças. Os paus de arara olhavam curiosos e ressabiados o vaivém da cidade que fervilhava com o garimpo da pedra mais cobiçada do mundo.

O menino Otávio viu alguns guris com varas de pescaria passando perto do caminhão estacionado. Achou aquilo diferente. Curioso, saiu de mansinho do grupo de baianos. Observou a gurizada pescar nas águas barrentas do rio que empresta o nome à cidade. “Peixe; vige, isso é peixe, ôxente!”, gritou quase inconscientemente o baianinho pouco acostumado com água corrente. Os pequenos pescadores não gostaram da reação do estranho. Caras feias o fizeram voltar depressa ao seu grupo.

Escureceu e os paus de arara procuraram suas redes para a última noite no caminhão. Ao invés do movimento diminuir com a escuridão das ruas mal iluminadas, o vaivém aumentou, mas com um detalhe: não se via mulheres; apenas os homens caminhavam e a maioria tinha destino comum: a zona boêmia mais famosa de Mato Grosso à época, a Rua da Bahia, repleta de cabarés com mulherio de cair o queixo e onde os garimpeiros que bamburravam lavavam o chão com cerveja Brahma de casco escuro. 

O calmo oeste baiano cedeu lugar ao burburinho de Poxoréu. Do caminhão se ouvia o som das eletrolas dos cabarés, que inundavam a noite alternando o bolerão “Bésame Mucho”, da mexicana Consuelo Velásquez, com o modão “Cabocla Tereza”, da dupla João Pacífico & Raul Torres. A barulheira não tirou o sono do pequeno Otávio, que acomodado numa rede armada ao lado de outras na carroceria se deixou vencer pelo cansaço da longa viagem, pela emoção da descoberta da pesca e pelo fascínio com a terra mato-grossense.

Amanhece em Poxoréu e Otávio se encanta com o azul do céu, o barulho das águas do rio, a revoada das araras e outros pássaros. O grupo baiano é disperso. Parte vai trabalhar em fazendas na vila de Paraíso do Leste. Os solteiros pegam o rumo dos garimpos de diamante em Alto Coité, Raizinha e sabe-se lá Deus, mais aonde. Algumas famílias esperam a vez de embarcar numa picape Willys para Jarudore.

Com o topete arrepiado pelo vento, Otávio desceu da carroceria da picape em Jarudore, de onde nunca mais saiu. No dia seguinte, sua mãe o matriculou na Escola Estadual Franklin Cassiano da Silva, para concluir o aprendizado do abecedário e aprender a fazer as quatro operações.

- Como é seu nome guri? - pergunta a professora?

- Otávio - responde.

- Tem batistério ou certidão de nascimento?

- ‘Tá’ aqui - colabora a mãe, com a papelada nas mãos.

- Seu nome não é Otávio? – questiona a professora.

- Não, senhora! É Otaviano Francisco Vieira. Otávio é apelido – explica o menino tímido olhando para o piso de chão batido da escola.

O apelido continua. Seo Otávio se casou com dona Joselice no Cartório de Paz de Jarudore. O casal tem duas filhas: Maria de Fátima e Elizete, ambas nascidas em Jarudore, e a exemplo do pai, ex-alunas da Escola Franklin Cassiano da Silva.

Desde pequeno seo Otávio lida com gado e na juventude comprou seu primeiro sítio, mas não é posseiro rural em Jarudore. Sua terra localiza-se fora dos limites daquele Distrito de Paz de Poxoréu. No entanto, sua casa é ali, bem no centro, na pavimentada Avenida Manoel Cândido de Oliveira. “Aqui é meu ninho”. É assim que se refere ao lar onde mora há mais de 45 anos.

Em Jarudore é assim. Parte da comunidade mora na vila e tem propriedades fora do distrito. Alguns são pequenos agropecuaristas na área, mas residem em outras localidades. “É assim, porque em Mato Grosso é assim, no Brasil é assim, pois não há isolamento de regiões em País livre”, observa seo Otávio.

Fonte: http://www.mtaquionline.com.br/node/5565



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 12h24
[] [envie esta mensagem] []



Vem pra Arena Pantanal

Arte poxoreense em Cuiabá

A Escola de Arte Figurativa e o grupo de catira "Os Guarás", ambos de Poxoréu, projetos culturais desenvolvidos pela Associação Partilhar, estarão em Cuiabá para participação especial no evento "Vem pra Arena", desenvolvido pelo Governo de Mato Grosso, que acontece neste sábado, dia 2 de julho, na Arena Pantanal.

Em sua terceira apresentação na Capital do Estado, “Os Guarás” se destacam com a catira, dança marcante do folclore brasileiro, em que o ritmo musical é marcado pela batida dos pés e mãos, acompanhados por violeiros que tocam e cantam moda caipira.

Além da catira, a Associação Partilhar, realizará exposição de telas dos artistas da Escola de Arte Figurativa, intitulada "Cores do Mato Grosso".

o professor Gianpiero Barozzi , em nome de todos os participantes, tanto da catira como da escola de pintura, o agradece e convida você e sua família para prestigiar esses diamantes humanos de Poxoréu se exibindo na Capital do Estado.



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 22h35
[] [envie esta mensagem] []



S.João Poxoréu

São João Poxoréu



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 16h02
[] [envie esta mensagem] []



S.João

86ª Festa de São João Batista, de 15 a 25.06.2016

Selma Morais

Caríssimos conterrâneos e amigos Poxoreanos,

É com muita satisfação, que convidamos a participar da 86ª Festa de São João Batista, tradicional evento da nossa inesquecível e amada Poxoréu.

Como festeiros do dia 25/06/2016, sábado, especialmente neste dia, convidamos os queridos amigos e seus familiares, para participar da alvorada festiva, percorrida nas ruas de Poxoréu, levando a bandeira de São João, som musical, fogos e animação dos conterrâneos e amigos e chegada à igreja com saboroso café da manhã.

Sabemos que é a presença de vocês dará o tom das nossas festividades. Queremos que os maiores “quitutes” desse momento, sejam o laço da amizade, a alegria de conviver e o prazer do bate-papo resgatando recordações.

Contando com a sua presença, procuramos nesta ocasião estabelecer uma Ação entre amigos, para auxiliar as obras sociais da nossa Igreja São João Batista. Solicitamos, para tanto, a doação de prendas para o Tradicional Leilão, ponto alto da Festa.

Queremos agradecer a oportunidade que está nos sendo dada de sermos útil a esta Terra que um dia nos acolheu, entrelaçando amigos e tornando vivo, nessa breve ocasião, o sentimento de fraternidade dos filhos e amigos de Poxoréu.

Nossos agradecimentos.

Selma Morais - E-mail: selmamorais25@hotmail.com



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 16h01
[] [envie esta mensagem] []



Túnel do Tempo

Turma do 3º Ano (1971) da Escola Estadual Cel. "Júlio Müller"

Turma do 3º Ano (1971) da Escola Estadual Cel. "Júlio Müller", evento no Diamante Clube, Poxoréu. Nas fotos: Valério Varanda, Bete Batemarque, João Batista Barbosa, Herman Cathalat, Jailton Xavier, Osvalcy Souza, Sonia Vasconcelos, Sônia Deia Nunes, Fátima Barbosa, Julio Guimarães, Olinet, Eliana Xavier, Édila Cateliano, Joalice Ramos, Selma Moraes, Ivana Varanda, Joana,  Helaine Vilela, Márcia Caldas, Mirna Sampaio, Elizabete Guimaraes, Sidinéia Batista, Ambrosio Filho, Neto Caldas, Juarede, Dioneide Lago, Meriene Catalá, Judite,  Eliane e Mariângela Lopes, Joaquim Xavier Neto, Fábio, Joncirley Oliveira, José Augusto, professoras Maria de Loudes, professora Eunice,  Alberto Macedo, João Batista Oliveira, entre outros.



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 12h11
[] [envie esta mensagem] []



Prestação de Contas

CONTAS PÚBLICAS

A prefeitura de Poxoréu realizará Audiência Pública na Câmara Municipal,  no próximo dia 21 de junho, às 19h, para avaliação das Metas Fiscais do 1º Quadrimestre de 2016 e Prestação de Contas do 1º e 2º Bimestre/2016, entretanto, até a presente data, dia 09/06/2016, não concluiu a prestação de contas relativas ao ano de 2015 junto ao TCE.

Despesas da Prefeitura de Poxoréu, período janeiro a outubro de 2015

Conforme se infere da consulta aos dados do Sistema Aplic no site do Tribunal do Tribunal de Consta do Estado - link http://cidadao.tce.mt.gov.br/home/selecionaMunicipioMapa/cod/510700  -, a prefeitura deixou de prestar contas ao TCE após o mês de novembro/2015.

Ademais, a prestação de contas também não consta no site da prefeitura de Poxoréu, contrariando regra cogente da Lei 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação.

Acerca da disponibilização da prestação de contas, dispõe o artigo 17 da Lei Orgânica Municipal:

Art. 17 – As contas anuais do município e da câmara municipal, referente ao exercício anterior, ficarão a disposição dos cidadãos durante 60 dias a partir de 15 de fevereiro a 15 de abril do ano posterior, no horário de funcionamento da Câmara e da prefeitura municipal em local de fácil acesso ao público, acompanhadas de servidores.

§ 1º - O prefeito e presidência da câmara deverão publicar com antecedência de 15 dias, por duas vezes, edital informando a população sobre a exposição das contas.

Além da ausência da prestação de contas, a prefeitura de Poxoréu continua atrasando o pagamento de salários dos servidores do município, e continua inadimplente com o fundo de previdência municipal, acumulando dívidas de mais de R$ 2,5 milhões com o PoxoréuPrev.

Vamos aguardar a Audiência Pública do dia 21 de junho, pois a população quer saber: O quê foi feito com o dinheiro arrecadado após novembro/2015? Qual é a real situação financeira do município?

Clique aqui para ver as receitas e despesas da Prefeitura de Poxoréu, até o mês de outubro/2015, no site do Tribunal de Contas do Estado.

(Batistão)



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 13h12
[] [envie esta mensagem] []



Gestão Pública

Falta transparência na gestão pública municipal

Com uma pitadinha de pimenta, podemos verificar que dois princípios básicos da administração pública, os da publicidade e transparência, não são levados em conta na gestão municipal de Poxoréu.

O site da prefeitura  www.poxoreu.mt.gov.br  não divulga a prestação de contas do Poder Executivo, não obstante a Ação Civil de Improbidade Administrativa, Processo Código nº 67227, contra a prefeita Jane, por violação da Lei 12.527/2011, a Lei de Acesso à Informação.

No Poder Legislativo, o site www.camarapoxoreu.mt.gov.br  divulga os balancetes das despesas e receitas,  porém não apresenta a prestação de contas individual da verba indenizatória, no valor mensal de R$ 2.600,00 para cada vereador, fato que viola o cumprimento do princípio da publicidade e do acesso à informação.

Como sabido, o Poder Público é o agente da coisa pública. Cabe-lhe satisfazer as necessidades relativas à educação, saúde, saneamento, energia, transporte coletivo etc., aplicando da melhor forma possível, os recursos arrecadados através de impostos pagos pela população. Para disseminar tais benefícios à população, é indispensável à realização de despesas que implicam na utilização de recursos públicos, arrecadados dessa mesma população para que a ela voltem sob a forma de bens e benfeitorias de uso comum da comunidade.

Nesse cenário, nasce para os gestores da coisa pública o dever de informar ao povo a maneira como os recursos arrecadados foram empregados, durante o exercício para o qual foi legalmente autorizada a sua utilização. Embora o administrador da coisa pública esteja obrigado a informar como usou o dinheiro do povo, tal obrigatoriedade não representa, de maneira alguma, uma desconfiança em relação aos procedimentos  adotados pelos administradores, mas apenas uma oportunidade que se concede ao povo de conhecer a destinação dada ao seu dinheiro e se a destinação se pautou pelos ditames da Lei.

Com efeito, o respeito às regras mínimas dos princípios da publicidade e transparência deveriam ser marcas registradas dos administradores eleitos pelo povo, sejam eles do Executivo ou do Legislativo.

(Batistão)



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 13h35
[] [envie esta mensagem] []



Campanha CJ

 

CENTRO JUVENIL

Nos mês de junho, a bola continua a rolar no 47º TROFÉU DA JUVENTUDE, campeonato infanto-juvenil promovido pelo salesiano Centro Juvenil há 47 anos, desde 1969, levando adiante o lema do fundador Dom Bosco "com os jovens, para os jovens".

"Velha Guarda" do Troféu da Juventude (participantes dos anos 1969/1972)

Troféu da Juventude (1972)

Troféu da Juventude (2015)

Para manter a tradição e o incentivo à garotada, o CJ precisa do auxílio dos ex-alunos, voluntários, e demais amigos, seja doação em dinheiro para aquisição da premiação (que pode ser depositado na conta do Centro Juvenil, conforme abaixo) ou brindes (bicicleta, tablet, bolas, chuteira ou society, boné, camiseta, mochila, calção etc.) - quem preferir pode encaminhar a contribuição diretamente para o Centro Juvenil.

A sua participação é fundamental.

CONTA DO CENTRO JUVENIL PARA DEPÓSITO:

BANCO DO BRASIL

Agência: 0553-3 - Poxoréu

Conta-corrente: 12.100-2

MSMT São João Batista/Centro Juvenil

CNPJ : 03.226.149/0026-30

Seja Amigo do Centro Juvenil. O CJ precisa de seu apoio para continuar apoiando as crianças e a juventude de Poxoréu.

Clique aqui para acessar a página do Centro Juvenil no Fecebook

Mais informações:

Centro Juvenil

Av. Dom Bosco, 01 - Centro78800-000 - Poxoréu

Telefones (66) 3436-1000 e (66)99970879



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 19h00
[] [envie esta mensagem] []



S.João Poxoréu

São João Poxoréu



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 18h06
[] [envie esta mensagem] []



Attílio

QUANTAS HISTORIAS PARA CONTAR......... ESTA É UMA DELAS:

Juraci Leal Da Silva Oliveira

Vamos falar do Attílio: a minha infância foi marcada pela presença dessa pessoa muito querida e especial. Ficou uma lacuna em mim depois da morte do Attílio; pra nos crianças era difícil entender o mistério da morte, e o porquê uma pessoa tão boa teria que morrer.

Sabia que o sentimento que ele tinha por nos era verdadeiro, ele foi para as crianças que frequentavam o Centro Juvenil um protetor, uma pessoa que trazia alegria e nos dava muito carinho e segurança. Lembro-me muito bem de das vindas ao Centro Juvenil porque aqui a euforia era tanta que não nos contentavámos de espera- lo no portão do centro juvenil, descíamos para esperá-lo na porta da casa da amizade ao lado da matriz.

A nossa amizade e o amor que tínhamos por ele era recíproca, por isso que o queríamos tanto bem. Uma parte da sua vida foi dedicada ao povo de Poxoreu, que ficou marcado profundamente em nossos corações. Após sua morte ficamos sabendo que seu coração seria enterrado na igreja matriz, um meio de nos consolar e pensar que sempre estaria perto de nós. Obrigado Deus pela existência de Attílio em nosso meio.



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 18h04
[] [envie esta mensagem] []



Cadê a ponte?

Comunidade de Poxoréu tem problemas com ponte que caiu há mais de um ano


Clique aqui para ver reportagem da TV Centro América.


Fonte: http://g1.globo.com/mato-grosso/mt-rural/videos/v/comunidade-tem-problemas-com-ponte-que-caiu-ha-mais-de-um-ano-em-poxoreu/5038885/



Escrito por autor acima[poxoreu@uol.com.br às 19h46
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Histórico
    Outros sites
    BLOG POXORÉU Nov/2010 a Ago/2012
    BLOG POXORÉU Fev/2005 a Out/2010
    TCE PRESTAÇÃO de CONTAS Poxoréu
    Blog Centro Juvenil
    Blog da UPE
    Aulas Grátis
    Aulas Grátis II
    Cursos Grátis
    BlogPox no Facebook
    Vídeo Aurélio Miranda
    Previsão do Tempo - Poxoréu
    Vídeos dos Encontros de Violeiros Poxoréu