Os quase 130 quilômetros entre as cidades de Rondonópolis e Primavera do Leste, passando pela MT-130, se encontram, praticamente, intransitáveis. Na maioria dos trechos os buracos tomaram conta da pista por completo, aumentando os riscos de acidentes, danos nos veículos e o tempo de percurso entre as duas cidades.
A concessão do trecho é apontada como a solução, mas a demora na licitação tem gerado reclamações na sociedade. Quem mais sofre é quem tem que trafegar todas as semanas pela MT-130, assim como o produtor rural João Trojan. “Para quem trafega nessa rodovia sabe a péssima situação em que ela se encontra: é simplesmente vergonhoso!”, reclamou em recente protesto feito no Jornal A TRIBUNA.
Em maio deste ano, um grupo de vereadores de Primavera do Leste e Poxoréu fez uma manifestação inusitada na estrada. Eles colocaram vários caixões ao longo da rodovia e entraram neles para reclamar do alto índice de acidentes no trecho. “A MT-130 pode ser chamada de estrada da morte!”, externou o vereador Messias di Caprio na época.
Apesar da situação, o coordenador de Programas Especiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Cezar Augusto Ribas, externou que, por enquanto, o Estado pouco pode fazer nesse trecho da MT-130. Ele alega que é muito complicado fazer algum investimento público, mesmo que tapa-buraco, em uma estrada que está em processo licitatório para ser administrada por um consórcio de empresas, tendo em vista possíveis questionamentos na Justiça.
Caso o processo licitatório da concessão não siga adiante, o representante da Sinfra disse que, aí sim, o Estado fará alguma operação tapa-buraco mais consistente na MT-130.
Jean-Louis Van der Stock é um arquiteto europeu magrelo, conhecido por Geá, esposo da atleta Brígida, que fixou residência emPoxoréu há quase 25 anos.
Jean-Louis Van der Stock é “gente que faz”. Natural da Bélgica, (Nivelles, 30 km ao sul de Bruxelas, perto de Waterloo), passou a infância na África (ex Congo Belga), posteriormente retornou à Bruxelas, onde concluiu o curso de Arquitetura e Urbanismo na escola Superior de Arquitetura e Artes Visuais de 'La Cambre “, faculdade da Universidade Livre, em 1979. Em 1980, três semanas após sua chegada ao Brasil, pelas portas do Rio de Janeiro, veio conhecer Poxoréu, cidade garimpeira, localizada no Centro Oeste brasileiro, no coração da América do Sul.
Após diversas idas e vindas no percurso Rio de Janeiro e Poxoréu, Jean Stock optou por Poxoréu, quando recebeu convite do então prefeito Lindberg Ribeiro Nunes Rocha para prestar serviços à prefeitura, no inicio de 1984. A partir daí desenvolveu diversos projetos de arquitetura e urbanismo nas cidades de Poxoréu, Primavera do Leste e Campo Verde.
Jean, criador da marca NQPx (Nossa Querida Poxoréu), costuma brincar que “mora em Poxoréu de teimoso!”, pois sua base profissional está em Primavera do Leste. A relação do arquiteto com Poxoréu é coisa de “amor à primeira vista”. Pois, para ele, "...o visual compensa!"
Do ponto de vista da realização profissional, Jean-Louis afirma está muito satisfeito, fez inúmeros projetos no triângulo Poxoréu, Primavera do Leste e Campo Verde, entre aos quais casas pequenas, medias e faustuosas, hospital, postos de saúde, casas populares do Projeto Casulo, escolas, creches, prédio da Câmara Municipal de Primavera e o anfiteatro com concha acústica no Parque de Exposição de Poxoréu, com capacidade mil pessoas sentadas. Muito mais do que podia imaginar quando aqui chegou no primeiro dia, "frais émoulu dune grande école européenne” (entendeu?!, nem eu! coisa de europeu importante, diria meu amigo Missião...) no fim da picada, nos garimpos do 'Bitum' à noite num barraco de palha, com o chão de terra batida, iluminado por uma única lamparina a óleo.
Jean-Louis conta que vez o caminho contrário ao de muitos poxoreenses fizeram e que muitas vezes suas posições pareciam contrariar a opinião geral, principalmente na atual conjuntura polícia local: participou ativamente da última gestão do prefeito Lindberg Ribeiro Nunes Rocha, período 1997 a 2000, na área de construção, meio ambiente, urbanismo, turismo e assimilados. Também participou da fundação da organização não-governamental “Perspectiva 21”, ponto de partida de uma nova visão de futuro de NQPx após o desabamento do ciclo econômico do garimpo de diamante nos anos 90. “Nos anos 80, Poxoréu era uma cidade extremamente interessante, cosmopolita, animada, fascinante, igual ao brilho do diamante. A realidade agora é um pouco desoladora.
Roger Rémi Van der Stocke (Rogé), pai de Jean, foi militar na África, foi 'tour-operator' em estação de esqui na fronteira franco-suíço, em seguida na ilha de Máfia, na Costa Leste da África, ante de vir para o Brasil e fixar residência em Cuiabá, onde tem uma agencia de turismo: Safbras.A agência de Rogé opera principalmente na região do Pantanal Mato-grossense, más, algumas vezes ainda teima em trazer para Poxoréu alguns “turistas perdidos por aventuras novas”.
O sonho de Rogé era a construção de uma pousada destinada ao turismo internacional em Poxoréu. Para isso, no início dos anos 80, trouxe o filho Jean-Louis Van der Stock, recém formado em Arquitetura e Urbanismo na Europa, para realizar o projeto e construir uma pousada. Originalmente a preferência era para a localidade denominada “Buraco da Mundica”, em seguida nas proximidades do Garimpo do Bitum, ou ainda nas Águas Quentes próximas ao distrito de Alto Coité. Infelizmente o sonho de Rogé não foi possível concretizar, mas o projeto, com os mínimos detalhes, continua arquitetado na cabeça de Jean-Louis, à espera da concretização de um sonho, como um diamante no “resumo da catra”.
Para o arquiteto Jean “Poxoréu, apesar de tudo, é um produto incomparável. Todos os que aqui vieram e viram, voltaram encantados com a paisagem natural, com o garimpo de diamante e seus homens bravios, tão soberanamente livres e seus buracos inacreditáveis”. Em relato ao falecido Kenneth Paul Raeder, mais conhecido como Paulo Americano, ex-assessor do Governo Americano para assuntos da América Latina, o europeu Van der Stock Jean relatou certa vez: “O ponto alto de Poxoréu, você sabe, é a lavagem do cascalho, e o momento é mágico quando o diamante dá o ar da sua graça e brilha na peneira do garimpeiro”. Aí, “os turistas esquecem dos mosquitos, da poeira, do calor e das instalações precárias, para eternamente na memória guardar essa lembrança extraordinária”.
No período 1997 a 2003, Jean-Louis organizou aproximadamente nove provas de rally de jeeps na região de Poxoréu. Há quatro anos informou que tinha amigos europeus que estavam interessados em ‘trike’ de moto e que existia a opção do ‘trike’ a cavalo, não obstante o desconforto das grandes distâncias, um problema geral do turismo em Mato Grosso.
Embora desanimado com o atual grupo político da administração municipal [veja mais no site www.adpx.com.br ], Jean acredita que Poxoréu tem que concentrar o foco no agronegócio como forma de superar a crise do fim do ciclo econômico do garimpo de diamante.
[Batistão/Equipe BlogPox - Original publicado neste espaço em 11.08.2006]
Aproveito um artigo do jornalista Luiz Fernando Vianna, publicado neste domingo, dia 25 de julho, no jornal Folha de São Paulo, para, ainda que sem a prévia licença autoral, mas com a devida vênia, homenagear o nosso Dilonzinho, o caboclo do Rio Grande do Norte que aqui chegou para trabalhar e ganhar a vida até a semana passada, quando foi convocado para partir pro céu.
Segundo o famoso jornalista carioca, garçom é o melhor amigo do homem. Para nós, gente de pequenina cidade do interior, sem intermediários, o melhor amigo do homem continua sendo o dono ou a dona do bar, e o Dilonzinho era um deles. Uma citação como essa pega até mal hoje em dia, tempo que se julga saudável. Mas, como diziam os antigos boêmios, não se faz amigo em leiteria.
Nesse sentido, Missião Oliveira não deixa o jornalista mentir: Nossa amizade não foi feita na porta do bar, foi feita lá dentro, dizia.
Alguns donos de barzinhos nas cidadezinhas e os bons garçons na cidade grande são testemunhas dessas amizades, confidentes, conselheiros, psicólogos, alguns até conselheiros medicinais, têm uma paciência monástica. São amigos.
De Poxoréu, aqui poderia citar muitos, entre os quais Dona Vani e o seu saudoso Genézio do Bar Havaí, o mais antigo da cidade; os donos dos barzinhos que cumpriram sua finalidade para várias gerações nos anos 1980/1990 e depois trocaram de atividades: Zé Martinho, baiano super legal e atencioso, e o meu primeiro gole da cerveja; Waguito e a sua lanchonete na Rua Mato Grosso; Aldo Ramos do universitário Bekão; Simão e Terezinha com o Site Bar que resistiu por mais de quatro décadas; Benacy, Lina e Moacir Gordinho e a pizzaria Snitram de excelentes recordações; e mais recentemente, o Dilonzinho e o seu estabelecimento onde historicamente funcionava a Loja de Joaquim Dias Coutinho, esquina da Rua Mato Grosso com a Pernambuco.
Gente de boa prosa, Dilonzinho me abordou uma determinada vez: “Batistão, o senhor tem alguma coisa contra minha pessoa?”. Tenho não, respondi no ato. “Então por que o senhor só bebe no bar da Dona Vani e no meu passa direto?”.
Coincidência ou não, em uma oportunidade seguinte após a reclamação do Dilonzinho, deparei-me com o amigo de infância Zé Serafim Filho - agora um pouco mais quieto, fazendeiro, avô e pai de um nenenzinho - em uma mesa próxima ao balcão, entre umas e outras geladas para despertar o almoço, recordações aceleradas de época de meninos arteiros, entrecortadas pelas histórias do baixinho caboclo nordestino que na vida foi peão, vaqueiro, capataz e agora se esmerava no novo ofício: dono de bar e garçom.
Dilonzinho era um caboclo bom. Morreu semana passada, aos 61 anos, possivelmente de ataque cardíaco. Excesso de coração, provavelmente.
Parodiando o jornalista famoso, reverenciá-lo aqui não se trata de uma questão pessoal. Para tentar entender a dor e a delícia de viver Poxoréu, é preciso conhecer os seus barzinhos, o cruzamento de classes, gerações e sentimentos em suas esquinas – o encontro de cada Estado em suas esquinas, canta o poeta Amorésio.
Numa dessas noites da semana passada, Albertino, Mauro, Miraldo, entre outros fregueses do amigo Dilonzinho foram dividir suas mágoas lá no Bar Havaí, contendo as lágrimas ao se lembrar do amigo. Nem todos os ouvintes conseguiram fazer o mesmo. Como no samba, a saudade dele doía.
Ainda assim, foi bom lembrar a sua boa memória (sabia as preferências de cada cliente) e da indiscrição divertida (dava aos presentes notícias sobre os amigos ausentes). Como disse um dos amigos, Dilonzinho sabia receber as pessoas com alegria do bom caboclo. Gente assim faz falta. À Poxoréu e à sua gente.
Dilonzinho, quando encontrar com a turma [Terinho e Xanhehem lhe apresentarão o pessoal], conte notícias nossas...
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso está viabilizando o registro de toda e qualquer denúncia relativa às Eleições 2010.
Quem compra voto é corrupto.
Quem vende voto também é corrupto.
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso colocou em funcionamento o disque-denúncia. Por meio do número 0800 647 8191 o eleitor de qualquer localidade do Estado poderá denunciar as irregularidades praticadas durante o período eleitoral. A ligação é gratuita. O disque-denúncia estará disponível à população de segunda a sexta-feira, no período das 12h às 19h, e sábado, domingo e feriado das 14h às 19h.
As denúncias recebidas pelo 0800 são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e ao juízo responsável. Além do telefone o eleitor também poderá denunciar as infrações praticas na campanha eleitoral preenchendo o formulário disponível no link da Ouvidoria no site do TRE, www.tre-mt.gov.br .
"Não é preciso ser psicólogo para imaginar a profunda frustração e humilhação sentidas por uma mãe que, por causa de suas próprias carências, não consegue ajudar o filho a fazer o dever de casa. Tampouco são necessários poderes mediúnicos para imaginar que quem passa por esse tipo de constrangimento relutará em repeti-lo"
Gustavo Ioschpe
Em artigo sob o título “De pais e professores” publicado na revista VEJA em julho de 2008, o economista Gustavo Ioschpe, trata de que uma relação bastante estranha na educação brasileira: aquela entre os professores de nossas escolas e os pais de seus alunos, especialmente os das escolas públicas.
Discorre sobre a questão educacional brasileira, mostra índices e pesquisas para, na conclusão, alertar os professores.
Para Gustavo Ioschpe nossos professores precisam se resignar ao fato de que os pais de seus alunos podem dar uma contribuição limitada ao ensino dos filhos. Devem entender que a incapacidade de ajudar os filhos com os deveres de casa ou a estudar não é fruto de menosprezo pela sua educação, mas sim de despreparo. Nossa escola precisa se preparar para educar as crianças brasileiras, filhas de pais e mães brasileiros, inseridos na realidade brasileira. Sem dúvida, seria tudo mais fácil se os pais de seus alunos fossem finlandeses ou coreanos: a família é, sim, um elemento importante no aprendizado dos filhos. Mas o fato é que a realidade brasileira é essa. Por mais que um professor se lamente e condene os pais de seus alunos, ele não fará com que aquele pai se torne um companheiro de estudos do filho. A família brasileira está dada, não será mudada através da atuação do professor em sala de aula. Em uma situação como essa, a atuação de cada professor é ainda mais importante: a escola é a porta de saída que o aluno tem de um ciclo intergeracional de ignorância e miséria. Longe de poderem lavar as mãos e culpar os outros, é nessa situação de dificuldade geral que os funcionários de uma escola devem se preocupar em dar sempre mais de si.
Segundo o economista, essa mudança de comportamento dentro da escola se dará quando houver pressão nesse sentido, vinda de fora de seus muros. A grande dificuldade é chegar aos pais dos alunos, informar-lhes que a escola de seu filho é fraca, que aquilo que eles acham bom é, na verdade, muito ruim e que a cobrança que hoje vem do professor para os pais deve ter sentido inverso. Essa é uma missão ingrata. Primeiro, porque se trata de dar más notícias a quem acredita que tudo vai bem. Segundo, por ter de inverter a percepção filosófica de grande parte da nossa população a respeito do estado brasileiro, que deve parar de ser visto como o provedor generoso que concede benefícios e passar a ser encarado como o prestador de serviços que está aí para atender à vontade do cidadão, financiado pelo imposto que nós pagamos.
Como se isso não bastasse, ainda temos de penetrar a redoma da incomunicabilidade dos semiletrados, que não lerão este artigo, nem as notícias dos jornais sobre educação, nem livro algum sobre o assunto. Precisamos de um pouco de civismo. Precisamos que os bacharéis que colocam os filhos em escolas particulares ajudem seus concidadãos menos afortunados a clamar por uma escola pública melhor. A opção por ignorar o que se passa à nossa volta só continuará nos levando à barafunda do desconhecimento e do atraso, conclui o artigo de Ioschpe.
(Fonte: Revista Veja Edição 2068, 9 de julho de 2008)
Para que os diretores, professores e alunos possam avaliar o resultado do Enem 2009 e discutir medidas alternativas para melhorar a qualidade do ensino das escolas Pe. César Albissetti e Argemiro Pimentel segue abaixo quadro demonstrativo com as médias obtidas no Enem 2009.
Lembramos que a média das escolas de Poxoréu está abaixo da média nacional das escolas públicas [500 pontos], que ficou muito abaixo da média das escolas da rede privada, e que o Enem substituiu o vestibular para ingresso na Universidade Federal.
Nesse sentido, faz-se necessário a imediata adoção de mecanismos para acompanhar e avaliar o desempenho dos professores e alunos.
Como sugestão, seria interessante que os professores de cada matéria [português, redação, matemática, história, geografia etc.] pudessem aplicar, discutir e resolver em sala de aula as provas do Enem e os testes/simulados disponíveis na internet, para que os seus alunos possam tomar conhecimento antecipadamente do grau de dificuldade das questões, possibilitando, assim, maior aprendizado geral, melhor qualidade de ensino e o melhor desempenho da escola no certame.
Ainda como incentivo, o BlogPox oferece gratuitamente este espaço para divulgar as melhores redações e crônicas escritas pelos estudantes do município.
Por derradeiro, efetuar uma imediata intervenção, com aulas complementares de reforços ministradas pelos professores ou voluntários convidados pela direção da escola.
Sim, acredito que seja possível melhorar a qualidade do ensino nas escolas de Póxoréu.
Apoio da Operação Mato Grosso, movimento de voluntários italianos em favor de jovens artesões formados em sua escola profissionalizante do Distrito de Jarudore.
PAPEL DOS PROFESSORES E OS [FRACOS] RESULTADOS DO IDEB E ENEM DAS ESCOLAS DE POXORÉU E A PERSPECTIVA PARA 2010.
“O que pesa mesmo são professores bem preparados e altamente comprometidos com a educação das crianças, ao lado dos diretores das escolas. Quando os alunos não vão bem, diretores e professores fazem uma intervenção imediata, com aulas de reforços ministradas pelos melhores professores”.
Tradicional Festa do Bom Jesus agita o distrito de Alto Coité no final do mês
Igreja Bom Jesus, Alto Coité, Poxoréu – MT
No período de 30 de julho a 06 de agosto, a comunidade local realiza novena a partir das 19 horas e bailão até amanhecer o dia.
Possivelmente no sábado, dia 31 de julho, a festa contará com a tradicional participação dos Filhos e Amigos de Alto Coité, com caravanas de Campo Grande, Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste e outras cidades.
Dia 06 de agosto é o ponto alto da festa. Na madrugada, de quinta para sexta-feira, parte a romaria de Poxoréu até o distrito de Alto Coité, com concentração a partir da meia noite e saída às 2h da madrugada. Os romeiros, depois da caminhada de 20 quilômetros, participam da missa festiva quando da chegada ao distrito de Alto Coité, no início no alvorecer do dia 06sexta-feira. No período da tarde, realizam procissão com a imagem de Jesus no Crucifixo pelas ruas do distrito.
Alertamos as autoridades constituídas do município para que sejam tomadas medidas preventivas para garantir a segurança dos romeiros e demais visitantes que trafegarão na MT-130 para prestigiar os eventos em Alto Coité, principalmente quando da romaria - noite do dia 5 para madrugada do dia 6 de agosto. Para evitar acidentes, alertamos para necessidade de patrulha rodoviária e policiamento ostensivo no trecho entre o Posto Varanda até o Trevo da BR-070.
Nesta segunda-feira, dia 19 de julho, foi divulgado o desempenho das escolas no Enem 2009. A nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) varia de zero a cem pontos e serve como baliza da qualidade da educação do ensino médio da instituição. As médias são calculadas e divulgadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia do MEC (Ministério da Educação).
Em Poxoréu apenas as escolas da rede estadual Padre César Albisetti e Argemiro Pimentes tiveram os resultados divulgados – as demais não atigiram o número mínimo de participantes para possibilitar a divulgação da média [mínimo 10 alunos].
No Enem 2009, a Escola Estadual Pe. César Albisetti participou com 97 alunos, obteve a média de 44,22 na Prova Objetiva, média de 49,86 na Prova de Redaçãoe média total de 46,98 (Objetiva e Redação). Nos anos anteriores, a Escola Pe. César obteve as seguintes médias: 47,32 em 2008, 49,74 em 2007 e 43,46, em 2006.
A Escola Estadual Argemiro Pimentei participou com 10 alunos, obteve a média de 44,72 na Prova Objetiva - não teve média da Prova de Redação divulgada poque um dos alunos não participou dessa avaliação, prejudicando assim a avaliação e a média total (Objetiva e Redação). Nos anos anteriores, a Escola Argemiro Pimentel obteve as seguintes médias: 43,75 em 2008, 49,63 em 2007 e 41,75 em 2006.
Em breve voltaremos com uma melhor análise do resultado Enem 2009.
O que muitos julgam impossível concatenar na política: uma forte aliança a nível nacional, construindo um elo com amplitude – encadeando adversários com adversários sob estilo harmônico e pacífico. Embora se saiba que num embate eleitoral tanto se pode dispor quanto indispor, este não é o dilema crucial na composição de um arco de alianças. Agradar de um lado e não atender à altura a outra parte é típico do nome "partido".
Os "muitos" que censuram, às vezes em sussurros, somos nós que votamos: os eleitores. São a estes que os blocos partidários antagônicos, ora praticantes da máxima de Maquiavel, discursam, mas não esclarecem.
Em conversa com um "eleitor de carteirinha", quando me dizia sobre essa (digamos) vaidade política insana que comumente dá em tiro pela culatra, o mesmo preconizava em como ficaria a situação – a nível municipal – caso os adversários se juntassem num mesmo tablado, por um mesmo candidato, em torno de um partidarista que a bem pouco tempo contradiziam.
Não é dispensável concluir que o tal eleitor estava a se referir sobre o processo eleitoral de 2010. Ao que tentei explicar que, em razão de ser a nível Estadual e Nacional, torna-se inevitável o tal sincretismo, ou seja, a diversidade ideológico-partidarista em unidade que tende ao fisiologismo, forçado nas bases municipais, por imposição do comando superior. A tal "arte de engolir sapos". E que essa prática, quem sabe, serviria até para reaproximação de alguns desafetos políticos, em futuros pleitos locais em alguns municípios desse Brasil afora... que, talvez, servisse à guisa de postura de consenso para poder levar determinado grupo a uma eventual vitória. Porém, jamais a qualquer tentativa de conciliação duradoura.
Nesse processo, adversários históricos se juntam, mais visando, por exemplo, maior tempo na mídia, eleição da maioria no grupo, permanência supostamente eterna no Poder...
O tamanho da aliança e, essencialmente, o seu caráter, é restrição superada. Não tem um norte definido. Essa "aliança" – que gostaria poder chamá-la de Aliança do Arco da Velha – é como sol e nuvem: pode estar brilhando, quando, de repente, ofusca tudo, ou se mesclam para um arco-íris de progresso e bem-estar social.
Nessa época, o aquário se transforma em oceano, abrigando – sem medida e quantidade – qualquer qualidade de peixe. Depois, volta a ser aquário novamente. Talvez, aquário quebrado, fazendo valer o nome: partido.
Para começar o incentivo ao turismo em nossa Capital dos Diamantes o marco inicial óbvio e almejado há décadas poderia ser a construção de uma escada para tornar acessível o acesso ao Morro de Mesa, contendo corrimões para segurança dos visitantes, especialmente os mais idosos. Aliás, muitos de nossos munícipes até hoje não escalaram o Morro de Mesa mas querem fazê-lo, e se lhes dessem meios, assim o fariam sem dúvida alguma. Acredito que uma vez construída escada no Morro de Mesa, os turistas passariam a vir em maior número, por terem à sua disposição um belo passeio ao nosso cartgão postal, atração gratuita, natural acessível e muito gratificante. Os comentários de apoio neste blog poderiam eventualmente de servir de abaixo assinado. Jurandir Ventresqui Guedes | jurandir@superig.com.br | Poxoréu - Mt |
Repleto de atrativos naturais como cachoeiras, trilhas e morros, o município de Poxoréu, 290 km ao sul de Cuiabá, tem atraído turistas adeptos dos esportes radicais.
Em sintonia com a proposta da Secretaria de Turismo, o município tem apostado também em eventos anuais como o encontro de violeiros , em maio, que na edição passada recebeu ao menos cinco mil visitantes, a festa de S.João, em junho, a festa de Bom Jesus do Alto Coité, no início de agosto, e a festa de aniversário da cidade, em outubro, visando a regionalização do turismo. O alvo agora são os turistas das mais diversas regiões do Estado.
Cidade de povo acolhedor, Poxoréu possui ao quase 20 mil habitantes, e revela entre suas principais belezas naturais as cachoeiras Zacarias, da Pedra Furada e a do Lucas, que ganhou esse nome devido ao antigo proprietário da fazenda onde está localizada.
O município, abençoado pela natureza, possui também suas águas quentes, uma fonte térmica natural. Para se esbaldar nas águas de Poxoréu, o turista pode contar também com o Balneário Lagoa, atuamente em reforma.
Entre seus morros, destacam-se o do Taba, Coelho e o da Mesa. Este último é permeado por muito misticismo.
É também devido à sua topografia – que permitiu que fossem esculpidas formações rochosas que agradam aos olhos de todos, como as Pedras Tartarugas – que Poxoréu se tornou um dos lugares mais propícios à prática do ecoturismo no Estado.
Suas ruas tortuosas lembram as nordestinas, caracterizadas pela maioria absoluta de seus pioneiros, especialmente baianos, pernambucanos e maranhenses, vindos à procura de riqueza fácil.
Além do sítio urbano, o território do município oferece ainda uma infinidade de regiões dignas de visitação aos amantes do turismo ecológico, como a Jarudore, Raizinha, Aparecidinha, Buraco da Mundica, Lambari, Tartarugas Gigantes (formações rochosas) e a gruta do rio Poguba.
(Adaptado do artigo original publicado no Jornal Folha do Estado, em 02/10/05 )
Escola Júlio Müller em primeiro lugar no Ideb 2009
João Batista Barbosa
Em agosto de 2008, o mestre Suelme Biela Evangelista Fernandes ocupou este espaço do BlogPox analisar algumas variáveis e dados oficiais do MEC: IDEB (Índice de Educação Básica) Prova Brasil, Censo Escolar e o Plano de Ações Articuladas elaborado pelos professores do município no mês de junho daquele ano, do cruzamento destes dados fizemos algumas inferências qualitativas. Os dados estão disponíveis no sítio do Inep na Internet.
Ao abordar o resultado apurado pelo Ideb, o mais completo índice da educação brasileira, uma combinação dos dados da qualidade de aprendizagem proficiência da Prova Brasil (que mede conhecimento dos alunos do 4ª e 8ª séries) e a taxa de aprovação dos alunos de Poxoréu no ensino fundamental, Suelme Fernandes registrou que a evolução da nota dos anos iniciais do ensino fundamental (da 1ª a 4ª série) de Poxoréu saltou de 2,9 em 2005 para 4,3 em 2007 e nos anos finais (5ª a 8ª série) de 3,4 para 3,8 no mesmo período, numa escala de zero a dez. A princípio este dado indica uma pequena melhora no desempenho das escolas. Porém, ainda é muito pouco. Qual seria sua reação, ao saber que seu filho tirou nota 4,3 numa prova que valia 10? indagava o mestre Biela.
Semana passada, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira divulgou os dados do Ideb ano de 2009, apontando a seguinte média para Poxoréu: nota dos anos iniciais do ensino fundamental (da 1ª a 4ª série) 4,9 e nos anos finais (5ª a 8ª série) de 4,3 -numa escala de zero a dez.
Síntese Comparativa do Ideb das escolas de Poxoréu, referentes ao período de 2005 a 2009.
Na classificação do Ideb 2009, o destaque em primeiro lugar com a Escola Julio Müller [anos iniciais nota 5,5 e nos anos finais nota 4,8], seguida em segundo pela Escola João Pedro Torres [anos iniciais nota 5,2 e nos anos finais nota 4,8] e em terceiro pela Escola Juracy Macedo [anos iniciais nota 5,1 e nos anos finais nota 4,0]. A Escola Franklin Cassiano atingiu nos anos finais a nota 5,0, porém, não participou da avaliação dos anos iniciais no resultado de 2009.
Poxoréu está acima da média da rede pública estadual [2,9] e da média nacional [3,6], porém, ainda precisamos avançar mais, a fim de aumentar a possibilitar de acesso dos nossos alunos na universidade pública ou para obter melhores condições no mercado de trabalho.
Voltaremos a esse assunto com mais comentários sobre o Ideb 2009.
A boróca do Carlão e o ouro precioso que enganou os 40 ladrões
Suelme BielaEvangelista Fernandes
Muita repercussão deu a publicação das primeiras páginas e relatos da lenda Carlão Catalá, quando estive em Poxoréu apareceu outra pancada de moagens, o que comprova a existência do Mito. Já estou pensando inclusive em lançar um segundo volume.
O próprio irmão dele me contou umas, mas conforme o proposto anteriormente, nesta segunda parte conto o causo do Cap. II.
O Carlão sempre andou buiado (com muito dinheiro) muitas jóias preciosas..dinheiro e outros objetos de valor, contudo, sempre foi um homem bastante descansado, andava pelas ruas de Poxoréu a pé, e sua casa, mesmo, quando ausente era comum deixá-la de janelas escancaradas e portas abertas.
Estratégia inteligente. Para os passantes, ou morava um destemido fortemente armado dentro, aumentando o risco dos ladrões, ou noutra hipótese sugeria que se o dono da casa cometia tamanho lapso é porque os objetos de dentro seriam tão insignificantes que não mereceria nenhuma precaução quanto ao roubo. Tática maluca ou não, mas o dito Carlão se orgulhava de dizer que nunca tinha sido roubado. Como diria seu Jurandir Xavier em seu livro Poxoréo e o Garças: o Baiano é o mais em tudo!
Fato raro para um homem que transitava pelo Brasil inteiro vendendo jóias. Exceto, uma vez que foi Carlão se sentiu ameaçado. Que me contou.
Chegando na Bahia- Salvador, Carlão Baiano estava levando uma encomenda de aproximadamente 500 mil CR$ (moeda corrente na época) para um rico produtor de Cacau da Bahia, para presentear suas pombinhas (gíria comum para se referir as amantes segundo Carlão).
Ao chegar no dito aeroporto soube que tinha uma quadrilha especializada em roubo de jóias e pedras preciosas na Bahia que era comparada ao lendário bando das mil e uma noites chamado Ali Babá e os 40 ladrões. E que dois dias atrás, outro rico comerciante de jóias fora assaltado em Salvador.
Como era de costume Carlão saiu do aeroporto para pegar um ônibus – circular, com suas bolsas uma Valise do tipo 007 (bastante famosa na década de 70) de couro, marrom, fivelas, detalhes dourados... escandalosamente dourados.
Uma boróca (nome popular em Poxoréu da bolsa de viagem) maior de lona preta e na mão uma sacolinha plástica cheia de lixinhos, supostamente aqueles saquinhos distribuídos no avião para eventuais enjôos.
Ao sair do aeroporto percebeu que estava sendo seguido, atravessou a rua e enxergou uma movimentação ao seu entorno.
Tranqüilamente sentou no ônibus e continuou o trajeto. Quando descera no centro de Salvador como de súbito percebeu que seria abordado aguardou tranqüilamente.
- É um assalto mãos ao alto!
Já entregando correntes (e não eram poucas no pescoço e braço), relógio e carteira. Não satisfeito o bando pediu a valise, ao qual ele relutou em entregar, pois segundo Carlão: Ali dentro estava toda a sua vida financeira!.
Após jogá-lo no chão, arrancaram de sua mão a valise que se entreabriu caindo algumas correntinhas na calçada. Rapidamente um das 4 pessoas que o abordara com a arma na cabeça fechou a valise o outro pegou a bolsa preta e sumiram nas esquinas da capital da Bahia como um relâmpago.
Atordoado, assustado com a abordagem, como moço do interior não acostumado com a violência das grandes cidades, Carlão sentou-se na calçada com o saquinho na mão e colocou a mão na cabeça, como a pensar sobre o ocorrido.
Ao procurar o Posto de Polícia, pela característica do roubo ficou sabendo que se tratava de mais um ataque do temido bando dos 40 ladrões.
Ao ser perguntado na delegacia sobre seus prejuízos materiais, Carlão respondeu sorrindo:
- Uma valise cheia de papelão e uma frasqueira cheia de mulambo (roupa velha).
- Mas como? Interpelou o Delegado.
- Primeiro, que quando viajo não uso mala. Segundo, que não costuma carregar objetos de valor em valises.E terceiro as jóias todas estão neste saquinho de plástico aqui baiano!
- Mas e as correntinhas que você disse que caiu no chão?
- Aquilo é falso baiano...se quiser, eu arrumo umas 10 daquelas agora pra você!
Segundo o famoso médico Drauzio Varella, o AA (Alcoólicos Anônimos) é uma irmandade que congrega portadores de alcoolismo. Sua proposta é ajudar o alcoólico a parar de beber.
Para ser admitido no AA, a única exigência é o desejo de abandonar a bebida. Ninguém declara endereço ou profissão, classe social ou poder econômico, ideologia política ou crença religiosa. Analisando, porém, a composição dos diferentes grupos, conclui-se que todos os extratos sociais estão neles representados.
Os membros do AA são protegidos pelo mais absoluto anonimato que, além de preservar a identidade dos alcoólicos, afasta qualquer idéia de projeção pessoal ou de terceiros que possa contaminar a estrutura da irmandade, regulamentada pelas Tradições (normas condensadas pelos pioneiros e aprovadas democraticamente que asseguram a unidade da instituição).
O alcoolismo é uma doença que destruí famílias e vidas. Sensível a este problema, diversas pessoas da nossa comunidade criaram o Grupo "Vida Nova", com apoio do Centro Juvenil, representando o AA (Alcoólicos Anônimos) em Poxoréu, com o objetivo de apoiar e ajudar o alcoólico a parar de beber.
ALCÓOLICOS ANÔNIMOS – GRUPO “VIDA NOVA” - POXORÉU
Se você quer parar de beber, o problema é nosso!
REUNIÕES: 2ª FEIRA E 6ª FEIRA – ÀS 19:30h NO CENTRO JUVENIL
Neste sábado, dia 10 de julho, a partir das 19hs, na quadra coberta do Centro Juvenil será realizado a grandiosa Festa Julina organizada pelos jovens da AJS (Articulação da Juventude Salesiana) e os grupos das comunidades do município.
Na festa haverá apresentações culturais, quadrilha e a abertura do mais novo atrativo para a cidade de Poxoréu: o Cine Pox Mania - estreando com a comédia Hermanoteu na terra de Godah.
Participe e leve a sua família para prestigiar o evento.
A Prefeitura Municipal de Poxoréu, com recursos de convênio com o Governo Federal, está dando continuidade nas obras do Balneário Lagoa, que é localizado na zona urbana da cidade. A obra está em fase de aterros e canalização da água que passa no local.A partir desse trabalho, começará a construção de uma grande estrutura de lazer com os seguintes benefícios: 3 piscinas; 1 piscina de hidromassagem; 1 toboágua infantil; 2 toboágua para adultos; bosque com palmeiras imperiais; passarela aquática; restaurante; play ground; deck nas piscinas; quadra poliesportiva; quadra de vôlei de praia; espaços para eventos, cabanas para descanso e estacionamento. Segundo o prefeito Ronan Figueiredo "esta obra será um marco no setor de turismo para Poxoréu e região, pois a população poderá desfrutar de um complexo de lazer moderno e da mais alta qualidade”. As obras estão em pleno andamento e com recursos assegurados para o término de mais esse importante benefício para a cidade.
No último dia 29 de junho, a Prefeitura de Poxoréu, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social, inaugurou duas piscinas no Centro de Assistência Social - Conviver. A obra foi construída com recurso federal, a partir de uma emenda parlamentar da então deputada federal Teté Bezerra, que esteve no local prestigiando o evento. Estiveram presentes também na cerimônia: o prefeito Ronan Figueiredo; a secretária de Promoção Social, Cynthia Carneiro; a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Lúcia Voltan; o vice-prefeito Osmar Resplandes; o presidente da Câmara Municipal de Poxoréu, vereador Edson Tur; secretários municipais, vereadores e um grande número de idosos que frequentam rotineiramente o Conviver.
As piscinas estão disponíveis para uso pelos 300 idosos do Conviver, 125 adolescentes do Pró-jovem, 110 alunos do Peti e 16 mulheres do programa de assistência às gestantes. Todos passaram por exames médicos e são acompanhados por um instrutor durante as atividades nas piscinas, na natação, hidroginástica e hidromassagem. Segundo a secretária Promoção Social Cynthia Carneiro “as piscinas trarão grandes benefícios para melhoria de vida dessa comunidade e, para melhorar ainda mais, temos projetos para construção de uma academia e sala de jogos, além da ampliação da cozinha".
“A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune tomba nas mãos de demagogos, que a pretexto de salvá-la a tiranizam” (Extraído do discurso do Presidente da Constituinte, Deputado ULISSES GUIMARÃES, na data da promulgação da Constituição de 1988).
A violência atingiu dimensões transcendentes ao terror. A impunidade unge os corruptos, os ladrões e os assassinos.
As instituições, atordoadas, procuram responder à crise, propondo medidas já experimentadas em outras ocasiões, mas empalidecidas em breve lapso de tempo, denotando que na percepção da crise também há uma crise de percepção.
Quando se detém na investigação das causas da violência, da corrupção, que se vê crescer dia a dia no Brasil e também em diversas partes do mundo, chega-se a conclusões aparentes das diversas supostas variáveis. Dentre as principais, apontam-se a crise econômica, a falta de autoridade dos governantes, a impunidade, a derrocada do núcleo familiar, a falta de limites, os problemas étnicos e raciais, os problemas religiosos. São todas causas secundárias. Relevantes, é verdade, mas não são causas originais.
Alguns textos sagrados podem iluminar o discernimento. Refletindo sobre a Carta do Apóstolo Tiago 4,1-2, percebe-se que a violência e a corrupção brotam do interior das pessoas. São causas internas. “Cobiça”, “desejo de matar”, “inveja” e “desejo de sobrepujar os outros” têm a sua origem no coração do homem.
Jesus Cristo respondeu a alguns fariseus e escribas de sua época que o que realmente contamina o homem procede do coração: “Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias.” (Mateus 15, 18-19).
Se se quiser mudar o mundo, diminuindo e acabando com a violência, com a corrupção, com as mazelas, torna-se necessário mudar as pessoas de dentro para fora. Pessoas transformadas transformam o mundo. Jesus, num histórico diálogo com um líder de Israel, chamado Nicodemos, deu a receita para a realização desta mudança, quando disse para ele: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3,1).
O Apóstolo Paulo, alguns anos depois, após passar por uma experiência de conversão, escreveu: “Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5,17).
É correto, pois, afirmar que as causas externas da violência e da corrupção são conseqüências das causas internas. Esta ordem não pode ser invertida. A ordem dos fatores, neste caso, altera o produto. Tudo o que puder se fazer para combater a corrupção e a violência deve ter como objetivo principal e final a mudança das causas internas.
Até mesmo a UNESCO declarou que a violência (lato sensu) está no espírito do homem e é lá, no espírito, que o homem deve ser desarmado.
Portanto, se cada uma das pessoas não mudar, nada muda!
Não adiante recolher armas físicas, materiais. Não adianta reformar a Constituição, não adianta refundar a República, não adianta reformar o Poder Judiciário, não adianta... Antes de tudo, é preciso desarmar as nossas mentes, os nossos espíritos e revesti-los de uma nova forma de pensar.
Este será o maior avanço no combate da corrupção, da violência e de todos os males que assolam o País. Este será o maior avanço na construção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária.
Preocupado com a questão do armazenamento do lixo produzido em Poxoréu, posto que a coleta é depositada em improvisado lixão ou mesmo em valas decorrentes da atividade garimpeira, o prefeito Ronan Figueiredo solicitou ao governador Silval Barbosa para que seja liberada imediatamente a licença ambiental para implantação do primeiro aterro sanitário em Poxoréu.
Atendendo ao pedido do prefeito, o governador determinou ao secretário de Estado de Meio Ambiente - SEMA, Alexander Torres Maia, uma solução para essa questão fosse encontrada. O secretário informou que na próxima semana enviará uma equipe da secretaria para o município a fim de constatar se o local que a prefeitura designou para ser o aterro sanitário é viável ou não.
O problema do lixão em Poxoréu foi denunciado na legislatura passada pelo vereador Jailton Xavier, há mais de quatro anos, ao Ministério Público, à Secretaria de Maio Ambiente e ao Juizado Ambiental, e até o momento não foi solucionado.
Segundo o vereador Jajá, além do lixo domiciliar, o mais grave da prática irregular de se armazenar lixo à céu abeto seria a quantidade de lixo hospitalar (do Posto de Saúde Municipal) encontrado no local, não havendo qualquer controle e respeito com as normas técnicas estabelecidas pela legislação ambiental e pelas normas de vigilância sanitária, podendo ocasionar danos a saúde pública.
Logo após tomar posse, em janeiro de 2009, o prefeito Ronan Figueiredo determinou o estudo e projeto para viabilizar a implantação do primeiro aterro sanitário em Poxoréu, em substituição ao precário lixão, a fim de melhorar as condições de higiene, saúde e evitar o impacto ambiental provocado pelo lixo produzido na cidade. Segundo um assessor da prefeitura, a demora estava na burocracia da Sema em aprovar a área específica para a destinação do lixo recolhido na cidade e liberar a licença ambiental.
Vamos aguardar o desdobramento e torcer para que a implantação do aterro sanitário não fique como mais uma obra fantasma entre as diversas inconclusas e paralisadas obras públicas do município.
Dias atrás, enquanto estudava em casa, fui surpreendida pelo meu filho de 06 anos de idade a me gritar do banheiro: “mãeee!! eu acho que tô com diarréia!!”E logo em seguida: “mãe, e por falar em diarréia, diarréia tem i no começo e no final, néééé???”
Confesso que tive um acesso de riso, por sua espontaneidade, um riso prazeroso (apesar da diarréia), pois meu filho está começando seu processo de alfabetização e aproveita todos os momentos para explanar o que tem aprendido. Levantei-me e fui atendê-lo e enquanto o ajudava a se higienizar e certificar a “tal diarréia” pus-me a instigá-lo sobre o porquê de ele pensar que os “is” se posicionavam daquela maneira na palavra “diarréia”. E ele, sabiamente, prosseguiu demonstrando sua fabulosa descoberta, soletrando a palavra diarréia (acompanhando com os dedinhos da mão). Logo em seguida, começou a me perguntar o porquê de as pessoas terem diarréia e eu a tentar traduzir em linguagem popular sobre o porquê daquele evento.
Na semana passada, com os preparativos de sua escola para a festa junina, onde aprendeu a história de São João Batista e todo o sentido da festa, me perguntou meio desafiador: “Mãe, me fala uma coisa: se a gente tem que ser batizado enquanto é criança, porque Jesus foi batizado já adulto?”e eu o instiguei devolvendo a pergunta de maneira provocativa sobre o porquê de ele achar que Jesus foi batizado adulto e ele me responde fazendo um sinalzinho com o dedo em volta da orelha, dando idéia de que eu não sabia de nada, que estava “por fora”: “Ê mãe, você não vê que na fotografia do batismo Jesus tem barba? Por uma acaso, criança tem barba?”
E lá fui eu novamente... tentando explicar ao pequeno inquiridor porque Jesus foi batizado adulto...
Não quero que o leitor desse blog pense que meu filho (em minha concepção) é um gênio. Ele é uma criança como as outras, com suas grandes descobertas e possibilidades!
E mais uma vez, como mãe, reflito no quanto de oportunidades nos são oferecidas para acompanharmos o processo de aprendizagem de nossos filhos e o quanto precisamos nos envolver nisso! Lembrei-me então de um artigo escrito pelo sábioRubem Aves, intitulado “Quero-quero”, disponível em seu site na internet: http://www.rubemalves.com.br/, onde ele conta a trajetória de uma amiga atrás de uma escola para seu filho:
“O senhor vai me entender. Tenho filhos e estou a procura de uma escola que seja boa para eles...”
Com essas palavras a jovem senhora se explicou ao senhor à sua frente, assentado numa poltrona, atrás de uma escrivaninha. Era o diretor da escola. Ele sorriu, levantou-se e fez um gesto com a mão... E foi assim que se iniciou a visita. Ele, diretor antigo, caminhava à frente, explicando as coisas da escola, da educação, da vida. Ele sabia sobre o que estava falando. Ela, jovem, mãe e dona de casa, ia seguindo, observando, ouvindo. Ele mostrava com orgulho as salas de aula, os laboratórios, as quadras esportivas, a biblioteca... Terminada a visita, de volta ao gabinete do diretor, a conversa aproximou-se do desfecho. O diretor estava confiante. Era difícil para uma mãe, uma simples dona de casa, resistir à autoridade e clareza dos seus argumentos. Foi então que a mãe tomou a iniciativa:
“Como eu lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. E há algumas coisas a mais que gostaria de saber. Eu queria saber se essa escola é rigorosa, se ela aperta os seus alunos...” O diretor a tranqüilizou. “Quanto a isso a senhora pode estar descansada. Orientamos nossos professores no sentido de apertar ao máximo os alunos. A senhora compreende: vivemos num mundo competitivo, o vestibular está à espera e somente os mais aptos sobreviverão...” A mãe continuou: “Há uma outra coisa que me preocupa. Os alunos frequentam a escola por um período apenas, ou manhã, ou tarde. Sobra um tempo vazio... E eu desejo saber se a escola planeja esse tempo também, se é prática da escola dar tarefas para serem realizadas em casa, tarefas que encham esse tempo...” “Mas é claro. O nosso planejamento pedagógico se orienta no sentido de fazer com que os alunos estejam o tempo todo ocupados com as coisas da escola. No mundo em que vivemos não podemos nos dar ao luxo de tempo ocioso... O vestibular é cruel!” E, com um sorriso, acrescentou: “Eu sempre digo aos alunos, brincando: ‘Enquanto você está vadiando há um japonês estudando...’” A jovem mãe se levantou e, sorrindo, se explicou: “O senhor sabe... Como lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. A coisa que mais desejo para meus filhos é que eles sejam felizes. Portanto, uma escola boa para os meus filhos terá de ser uma escola em que eles se sintam felizes. Terá de ser uma escola em que eles aprenderão que aprender dá prazer. Uma escola em que os livros sejam um motivo de felicidade e não uma obrigação. Mas o senhor me disse que seus professores são orientados no sentido de ‘apertar’ as crianças. Agora, tomando por mim, eu não me sentiria feliz se vivesse sendo ‘apertada’. Aperto dá stress... Além do que, eu acho que é importante que as crianças tenham tempo livre para fazer o que quiserem: brincar, construir coisas, excursionar, fazer as infinitas coisas que não estão previstas nos programas escolares... Eu tenho medo de que, se meus filhos viessem a freqüentar a sua escola, eles iriam associar aprendizagem com sofrimento e acabariam por ter raiva de aprender...” E ainda sorrindo, despediu-se do diretor e saiu rumo a uma outra escola...”
Com esse texto, quero aqui colocar que nós, enquanto pais que somos, temos a grande responsabilidade na escolha da escola e na educação de nossos filhos.Na impossibilidade de escolas que satisfaça nossas expectativas (e também daquelas que nos satisfaz) que tenhamos a responsabilidade, que é nossa repito, de acompanhar o desenvolvimento escolar de nossos filhos, bem como todo o seu processo de crescimento e desenvolvimento dentro e fora dos muros escolares, ou seja, de ajudá-los a tornarem-se pessoas.
Parece-me que o grande peso que se coloca nos ombros dos professores e da escola, muitas vezes exclui a responsabilidade paterna e materna. É claro que a escola deve ter alternativas pedagógicas que encantem os alunos e os deixem com “um gostinho de quero mais” todos os dias. Poucas são as escolas e professores que se esmeram nesse aspecto.
Hoje a maioria das escolas, desde o processo de alfabetização se esmera nos objetivos do vestibular e na competitividade entre os alunos. Isso é muito preocupante, pois esses alunos criados para serem “os melhores”, os “geniosinhos” sempre vão encontrar alguém melhor que eles em algum lugar no futuro e se não tiverem amadurecimento emocional, serão os chatos que ninguém gostará de ter por perto.
Presenciei na UFMT (como aluna e depois como professora) alunos entrarem em crise, quase a ponto de se desintegrarem, por terem sidos superados por outros. Nunca quis isso para minha vida e não quero isso para meus filhos, quero sim, que eles se sintam felizes em estar na escola que escolhi para eles, que aprendam sem sofrimentos, sem pressão, sem competitividade com seus pares. Desse modo, junto à educação que proporcionamos a eles em casa (eu e meu marido), acredito e peço aos santos anjos que se tornem pessoas do bem: que sejam bem resolvidas, seguras, capazes de raciocinar diante do que lhes é oferecido, de fazer escolhas conscientes e responsáveis, que se superem a cada dia e que consigam valorizar o que são como pessoas, independente da posição social que possam vir a ocupar no caminho que escolherem.
Hoje, é sabido que a maioria dos alunos que tem problemas na escola sejam eles de relacionamento ou de aprendizagem são em sua maioria os que passam privações dentro do contexto familiar, principalmente as de ordem afetiva (no sentido amplo da palavra). A escola, na figura do professor, deve investigar esses aspectos e colocar também, muito afeto (afeto verdadeiro) nas relações com os alunos e com seus pais e não convocar estes somente quando seus filhos estão com problemas em relação às notas.
Mesmo estudando em escolas públicas a vida inteira, lembro que os professores que marcaram minha vida (e a de meus colegas) com boas lembranças, foram aqueles que tiveram estratégias de aprendizagem mais envolventes e que me trataram com a reverência que se deve ter com uma criança, que tiveram carinho por mim, que me instigaram no meu processo de crescimento, dia após dia, enfim, que me colocaram no centro do processo de aprendizagem.
Mas, professor sozinho não dá conta (e não deve dar) desse complexo fenômeno que é a educação - é preciso que os pais se envolvam verdadeiramente, afinal, um ser está em processo de formação.
Mas engana-se quem pensa que o fato de alguns pais não se interessarem pelo que se passa com seus filhos é presente somente nas escolas públicas, vejo isso na escola de meus filhos e principalmente quando os estudantes estão passando da puberdade à adolescência, onde mais precisam de pais e mães por perto. Tenho visto que na maioria das reuniões (com a professora de classe de minha filha adolescente), aparecem as (os) mesmas (os) mães e pais das mesmas (os) estudantes que quase nunca tem problemas.
É preciso lembrar que como pais e mães, a responsabilidade primeira é nossa. É preciso que olhemos para e por nossos filhos todos os dias, que nos interessemos sobre o que se passa com eles e para eles em todos os sentidos. É preciso que sejamos pais e mães no sentido real da palavra e que assumamos o que colocamos no mundo com toda a responsabilidade que “ser pai e ser mãe” pressupõe.
*Maria Aparecida Rodrigues da Silva Barbosa é com muito orgulho filha do Sr Trajano de Matos Silva e de dona Maria Luzia da Silva, a quem deve tudo o que é hoje. É natural de Poxoréo, onde fez todo o ensino fundamental. Não tem formação pedagógica como a grande maioria dos professores universitários, mas tem aprendido a ser professora na Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso desde 1991, colocando sempre uma “pitada de afeto” nas relações de ensino-aprendizagem com seus alunos (as). Escreve como mãe de 01 casal de filhos em fase escolar com idades de 06 e 13 anos, estudantes do Ensino Fundamental da Escola Livre Porto – Cuiabá.
Tudo começou em 1965, quando o médico Dr. Antônio dos Santos Muniz, então filiado à UDN, juntamente com o jovem Lindberg Ribeiro Nunes Rocha, também UDN, foram eleitos prefeito e vice-prefeito para o período 31 de janeiro de 1966 à 30 de janeiro de 1970. Muniz foi o oitavo prefeito e Lindberg o terceiro vice-prefeito da história do Município de Poxoréu.
Em uma estranha e não contada história, o prefeito eleito exerceu a chefia do Poder Executivo Municipal por pouco tempo.
Em 1968 Muniz pede licença e Lindberg assume a prefeitura pela primeira vez, por um período de aproximadamente 14 meses, época em que deu início à reforma do prédio da prefeitura, então localizada na Rua Mato Grosso, esquina com a Rua Rosa Bororo.
Nesse período, Lindberg empreendeu diversas viagens ao Rio de Janeiro para tratamento de saúde, oportunidade em que realizou cirurgia para correção de grave problema na visão.
Devido uma longa estadia no Rio de Janeiro, o então Presidente da Câmara, vereador Antônio Mandú da Silva, substituto legal, quis reivindicar o cargo de prefeito, visto a licença do titular Muniz e o afastamento do substituto Lindberg.
Do Rio de Janeiro Lindberg, passa seguidos telegramas aos seus vereadores aliados na Câmara, no sentido de não permitir a sua substituição por Mandú na prefeitura.
Em uma tumultuada reunião, buscando consolidar em definitivo a titularidade de prefeito em exercício exercida por Lindberg, liderados pelo vereador Jubal Martins, a Câmara Municipal apressadamente cassa o mandato eletivo do prefeito titular Dr. Antônio Muniz.
Criou-se um impasse, pois o mandato do Mandú à frente da Câmara estava no fim e haveria a nova eleição para a mesa diretora do legislativo e o prefeito em exercício estava fora do município. Os apoiadores de Lindberg também não queriam Mandú na prefeitura.
Para impedir a posse de Mandú, o tenente Sebastião Santana Sol foi nomeado interventor no município por decisão judicial, exercendo as funções de prefeito municipal por um curto período.
Então o ex-prefeito Rochinha, pai de Lindberg, articulou a eleição do vereador Jurandir Xavier a fim de que esse, na condição de presidente do legislativo municipal pudesse substituir o Lindberg que ainda estava no Rio de Janeiro. Articulou com a sua base e mais alguns oposicionistas, a eleição do Jurandir Xavier.
Ocorre que a oposição comandada pelo PSD conseguiu articular a eleição da chapa do vereador-suplente Osvaldo Vieira (Véio do Chico Pinga). Eleito, Véio assume a presidência do Poder Legislativo e, na linha de sucessão, imediatamente toma posse no exercício do cargo de Prefeito Municipal, a cadeira então ocupada pelo tenente Santana Sol na curta intervenção. O mandato Osvaldo Veio durou aproximadamente 30 dias. Parece curto, mas foi suficiente para o Veio mandar calçar a sua Rua Rosa Bororo com lajotas e marcar sua passagem pelo Poder Executivo local.
Posteriormente, ainda em 1969, o Dr. Antônio Muniz conseguiu na justiça anular a cassação levada a efeito pela Câmara Municipal e o vereador Osvaldo Véio retornou à Presidência da Câmara.
Dr. Muniz, ao reassumir a sua cadeira de Prefeito, teria expressado: "eu agora sou PSD". Uma das mais comentadas providências administrativas do final da sua gestão foi retirar o silencioso de uma caminhonete C-14 da Prefeitura para fazer intenso barulho seja dia, seja noite.
O vice-prefeito Lindberg Nunes Rocha [UDN] disputa com José Dias Coutinho [Zezé Coutinho, do PSD] e ganha a tumultuada eleição para prefeito em 1969, e toma posse em 31 de janeiro de 1970, juntamente com o novo vice-prefeito, Antonio Lourenço Bonfim [mais conhecido por Bitum].
Em 1969 Poxoréu teve quatro prefeitos: Lindberg Ribeiro Nunes Rocha, Sebastião Santana Sol, Osvaldo “Veio” Vieira e o retorno de Antonio dos Santos Muniz.
Pode não ser esse o melhor relato da real história, mais é o que a Equipe BlogPox conseguiu apurar nos últimos dias. Outros, ao tomarem conhecimento dessa história, melhores relatos farão ao reescrevê-la.
Daí em diante, a história segue a versão e o rumo que muitos conhecem.
Quando Poxoréu tornou-se município, o Brasil vivia em pleno Estado Novo, desde o dia 10 de novembro de 1.937. Aquele momento político caracterizava-se pela:
• Nomeação de interventores para comandar os governos estaduais.
• Proibição de qualquer tipo de greve pelos trabalhadores.
• Permissão para que o Governo Federal instituísse o chamado Estado de Emergência, dando poderes totais para Presidente da República.
• Extinção da vida político-partidária.
A instalação do município aconteceu no dia 1º de janeiro de 1.939 quando foi nomeado prefeito o senhor Luis Coelho de Campos (o Coronel Luisinho) que governou até o dia 26 de março de 1.943, quando tomou posse após ser nomeado, o senhor Rachid J. Mamed.
Eleições Partidárias
O município de Poxoréu, foi instalado no dia 1º de janeiro de 1939 e na mesma solenidade, foi empossado pelo Senhor Doutor Juiz de Direito da Comarca de Cuiabá, o Senhor Luiz Coelho de Campos, mais conhecido por Coronel Luizinho, como seu primeiro prefeito.
A criação, a instalação do Município de Poxoréu, bem como a escolha e a posse do seu primeiro prefeito, aconteceram em plena ditadura Vargas. Não houve portanto, eleições. O prefeito foi nomeado, pelo interventor federal, Julio Strubing Muller.
Luiz Coelho de Campos governou Poxoréu, desde o dia 1º de janeiro de 1939, até o dia 26 de março de 1943, quando foi empossado o segundo prefeito, o Senhor Rachid J. Mamed. Este foi também nomeado, pois a ditadura Vargas iria cair, somente no dia 29 de outubro de 1945.
Antes de ser afastado do poder, Getúlio Vargas havia proposto eleições para o dia 2 de dezembro de 1945.
Os partidos que se destacaram foram: a UDN (União Democrática Nacional), PSD (Partido Social Democrático), o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o PCB (Partido Comunista Brasileiro).
As eleições aconteceram na data prevista e foi eleito presidente do Brasil o General Eurico Gaspar Dutra, Mato-grossense.
Tendo a democracia retornada ao país, com alguns partidos organizados, o município de Poxoréu, se preparou para exercer o direito de eleger os representantes do povo: prefeitos e vereadores.
A primeira eleição em Poxoréu, aconteceu no dia 19 e no dia 26 de novembro de 1947 e toma posse a primeira câmara de vereadores:
Joaquim Nunes Rocha
Etelvino Moreira Lemos
João José Freire
Prisco da Silva Menezes
Amarilio Bento de Britto
Drº César Galvão
Antonio Felix de Oliveira
No mesmo dia prestam juramento como primeiro prefeito o Senhor João Marinho Falcão.
Em 1950 aconteceram as eleições em Poxoréu, no dia três de outubro. Em 15 de fevereiro de 1951, houve a posse dos eleitos.
Vereadores:
Alberto Saddi
Jonas Martins de Siqueira
João Ferreira de Oliveira
Antônio Ribeiro Leite
José Dias Coutinho
João José Freire
Prisco da Silva Menezes
Toma posse como prefeito o Senhor Antônio Felix de Oliveira.
Em circunstancias misteriosas e não explicáveis até hoje, o prefeito Antônio Felix de Oliveira, faleceu. No dia 9 de julho de 1951 tomou posse no cargo de Prefeito, o Senhor Joaquim Nunes Rocha, eleito em eleições, seis dias antes.
A câmara que tomou posse no dia 31 de janeiro de 1955, é toda renovada. Nenhum Vereador da câmara anterior foi reeleito:
No dia 31 de janeiro de 1959, nova câmara toma posse:
Argemiro Rodrigues Pimentel
Jubal Martins de Siqueira
Epitácio Coutinho Lyra
Manoel Rodrigues de Carvalho
Altino Matos da Silva
Benedito Antonio de Lara
José Morares Barbosa
Prefeito Eleito: Manoel Dióz Silva. Foi eleito pela primeira vez o Vice-Prefeito: José Dias Coutinho.
Aos 31 dias do mês de janeiro de 1963, toma posse a nova Câmara Municipal totalmente renovada:
André Nery
Antonio Mandu da Silva
Alexandre Pereira da Silva
Agenor Rodrigues
Airton Alves Santana
José Joaquim de Oliveira
José Menezes de Almeida
O Prefeito eleito foi o Senhor Osvaldo Candido Pereira (Moreno) e Vice Antonio Ribeiro Vilela (Tunico Ribeiro).
Em 31 de janeiro de 1967, toma posse a nova Câmara:
Aquilino Souza Silva
Antônio Mandu da Silva
Jubal Martins de Siqueira
Geraldo Paulino de Almeida
Elly Vieira Célio
Jurandir da Cruz Xavier
Antônio Gomes de Almeida
Edvar Alves Conceição
Prefeito Eleito: Antonio dos Santos Muniz
Vice : Lindberg Ribeiro Nunes Rocha
[OBS: O site da Prefeitura não informa, mas em 1969 Poxoréu teve quatro prefeitos: Lindberg Ribeiro Nunes Rocha, Sebastião Santana Sol, Osvaldo “Veio” Vieira e o retorno de Antonio dos Santos Muniz. [Veja "A história não contada" publicada aqui no BlogPox, edição acima, de 30.06.2010].
Em 31 de janeiro de 1970, tomaram posse os seguintes vereadores:
Epaminondas Correa de Oliveira
João Fernandes
Bráulio Silva
Lindolfo Martins de Araújo
Garibaldi Toleto de Moraes
João Sinval de Figueiredo
José Martins da Silva
Pedro Vieira dos Anjos
Prefeito Eleito: Lindberg Ribeiro Nunes Rocha
Vice: Antonio Lourenço Rocha Bonfim (Bitum)
No dia 31 de janeiro tomaram posse os seguintes Vereadores:
Laurindo Laves Tremura
Francisco Trajano de Santana
Samuel Borges de Oliveira
Almindo Pereira da Silva
João Sinval de Figueiredo
Odete Márquez Vasconcelos
Prefeito: Lucas Ribeiro Vilela
Vice: Bráulio Silva
No dia 1º de Fevereiro de 1977, nova Câmara toma posse:
João Sinval de Figueiredo
Tarquínio Soares da Silva
Antonio Candido Português
Renato Cavalcante
Laurindo Alves Tremura
Sebastião Vaz de Melo
Aristides Vieira dos Anjos
Manoel Messias Barreto
João Soares da Silva
Prefeito Eleito: Eoni de Souza Lima
Vice: Epaminondas Correa de Oliveira
No dia 15 de março de 1983, nova Câmara toma Posse: